Capítulo 32

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Jenna Ortega Point View

Naquele momento, a sala de aula pareceu congelar, assim como o clima gélido de Nova York que se infiltrava pelas janelas. Eu me mantive firme, determinada a não me deixar abalar pela presença de Gwendoline. Meus olhos encontraram os dela, e o turbilhão de emoções que eu estava enfrentando se refletiu no meu olhar.

A mágoa e o rancor que eu sentia por Gwendoline eram como fios invisíveis que amarravam meu coração, apertando-o a cada vez que a via. Minha confiança naquela mulher, que agora estava ali diante de mim, havia sido completamente quebrada.

Ao meu lado, Emma e Hunter observavam a cena com preocupação, mas eu estava determinada a não deixar que Gwendoline percebesse o quanto suas provocações me afetavam. Eu tinha aprendido a esconder minhas emoções por trás de uma máscara de tranquilidade, mas por dentro, meu coração queimava de raiva e ressentimento.

A aula prosseguiu com a professora Christie dando um incrível show sobre iluminação e enquadramento, mas minha mente estava em outro lugar. Os slides mostravam fotos profissionais com iluminação sensual de mulheres para revistas, e o desconforto na sala cresceu à medida que os murmúrios se espalhavam.

Gwendoline, com seu deboche característico, não deixou passar a oportunidade de aprofundar o mal-estar.

— Se vocês não forem adultos e maduros o suficiente para verem uma foto profissional com esse tipo de iluminação e enquadramento, talvez seja melhor considerarem trancar o curso. — Sua voz firme ecoou na sala

A sala inteira ficou subitamente em silêncio, como se uma cortina de tensão tivesse descido sobre nós. Gwendoline permanecia imponente, sua expressão revelando um desconforto que ela claramente tentava esconder. Seus olhos azuis, no entanto, lançaram faíscas de desafio em minha direção, e eu não pude deixar de sorrir, apesar da situação tensa.

Foi então que ouvi os passos deliberados de Gwendoline se aproximando de minha mesa. Ela se inclinou, fazendo questão de ficar na mesma altura que eu, e sua voz, carregada de deboche, cortou o ar:

— Algum problema, senhorita Ortega? — Sua pergunta era uma clara provocação, e a sala reagiu com murmúrios sussurrantes que ecoaram como um coro de desaprovação.

Minha surpresa diante da audácia dela foi inegável, mas eu não permiti que isso me abalasse. Respondi com calma, mantendo meu olhar fixo nos olhos azuis penetrantes dela:

— Nenhuma, professora Christie. Por que a pergunta?

Gwendoline me encarou firmemente, sua determinação rivalizando com a minha. Sua resposta veio com um toque de desafio:

— Porque eu queria entender o motivo da graça.

Um sorriso irônico curvou meus lábios enquanto eu cruzava os braços abaixo de meus seios, encarando-a de volta:

— Se sorrir é proibido em sua aula, eu faço questão de me retirar da sua aula.

A sala inteira parecia prestar atenção à troca de farpas entre nós, e até mesmo Emma, ao meu lado, me cutucou, como se implorasse para que eu encerrasse o embate. No entanto, eu não estava disposta a deixar que Gwendoline me provocasse impunemente.

Gwendoline, sem quebrar o contato visual, respondeu de maneira enigmática:

— A porta está logo ali, mas se eu fosse você, não sairia.

Ela então se afastou, dando as costas a mim, e voltou para a frente da sala. Todos na sala pareciam perplexos com a situação, e eu sentia meu peito arder de raiva contida. Minha vontade era sair daquela sala e evitar Gwendoline a todo custo, mas os conselhos de meus amigos me mantiveram ali, resistindo à provocação e ao rancor que crescia dentro de mim.

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