Melinda Winfred é uma boa garota. Ama sua família mais que tudo e ama cafés amargos também.
Em seu último ano na Universidade de Montreal, no Canadá, Melinda conhece o astro de hóquei universitário Colin Balenger.
Ou Sebastian para os íntimos.
Col...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
—Tchau.—Falo em um resmungo ainda agarrada ao pescoço de Sebastian.
Minha mãe e meu irmão quase choraram ao saber que ele teria que ir embora para Quebec em um jogo importante pelo time.
Os olhos castanhos brilhantes também parecem desanimados.
—Volto em dois dias para te buscar, gatinha.—Sussurra deixando alguns beijos na lateral do meu rosto.—Vou sentir saudades.
—Já estou com saudades.—Choramingo.—Que tal a gente quebrar o seu mindinho e pegar um atestado?
Sugiro e ele ri.
Estou falando sério, idiota!
Passamos o último mês grudados um ao outro, e agora precisamos ficar DOIS dias separados. Não sei se posso aguentar.
—Não me tente.—Brinca.—Vou te ligar quando chegar, não esquece de me atender.
Eu pisco algumas vezes.
—Tá bom.
Assinto suspirando e nos beijamos.
—Eu...—Faz uma pausa.—Eu te....—Seus olhos se fecham por alguns segundos e então ele os abre.
O ar foge dos meus pulmões.
Abro um sorriso de lado.
—Eu também.—Afirmo acariciando seu rosto.—Não precisa dizer. Eu sei.
Ele sorri.
—Que bom.—Assente.—Que bom que sabe, linda.
Ele suspira aliviado e gruda nossas testas por alguns segundos, apenas deixando que nossas respirações se unam em uma só e o barulho dos passarinhos nos embale nessa onda de sentimentos.
Queria morar aqui.
Nesse carinho. Nesse abraço.
Mais alguns beijos, e eu preciso empurrá-lo até o carro e quase virar a chave na ignição.
—Porra, queria ficar aqui com você.—Ele resmunga quando o jogo dentro do carro. Dou uma risada.—Vamos quebrar meu mindinho.
Brinca e eu nego fechando a porta e me debruçando pelo vidro.
—Vou esperar por você. Vai ser bem rapidinho.—Sussurro em sua boca.—Seu lindo. Vou ficar com saudade, mas agora você realmente precisa ir, meu bem.
Ele assente roçando nossos narizes e então dá uma risada.
—Quero te ver entrando.—Ele fala com os olhinhos castanhos reluzindo um brilho único.—Se não vou ficar aqui até amanhã.
Reviro meus olhos.
—E eu quero te ver indo.—Rebato com um biquinho que ele beija várias vezes. Inspiro.—Vou ficar na sacada.