Eu vi uma moça loira, magra e esquia, parecia ter entre 14 a 16 anos, não mais que 17 anos quando foi imortalizada, ah, ela era uma de nós, mas ao mesmo tempo diferente, seu cheiro era intenso, seu olhos rosé, vestia uma burca parcialmente, um aroma de enxofre e fogueira misturado com o cheiro de vampiros errante, ela deve ter vagado por um tempo até aqui ou é uma nômade. Ela estava conversando com Amun, até ele dizer algo que ela não gostou, eu temi ver Amun morrer, preciso fazer algo! Uso o vento para chamar a atenção.
- Creio que ainda não me introduzi, sou Benjamin.
Ela me olha como se eu fosse um bobo da Corte, seria possível que ela tenha um talento devastador? Talvez seja melhor ser prudente, Amun é muito velho e mesmo assim parece apavorado.
- Benjamin é melhor ficar longe.
- Amun, eu...
Ela me encara, seus olhos são um misto de indiferença e implacável, mas não vou permitir ninguém ser ferido no meu território, não sem dar tudo de mim, seria possível que ela tenha um talento...
- Sou Lillythe, teu pai - ele não é meu pai, mas é uma forma de simplificar -estava me contando como conheceu meus pais.
Eu a olho de cima a baixo buscando alguma resposta, mas ela parece desafiada.
- Volturi? - pergunto.
- Parece que sim. - Ela.
- A Milady Lillythe foi sequestrada ainda bebê por vampiros ligados aos Getas, ela foi criada na Lacedemônia... - Amun.
- Está não seria Spartacus ? - Eu.
- Sim. Um lugar infeliz para se crescer. - Ela.
- E teu pai estava me contando como os Cullen se encaixam nisto. - Ela.
- A estão falando sobre a quase execução? - Eu.
- Sobre Renesmee a criança prodígio. Eu gostaria de fazer uma visita, mas Amun se negou a me ajudar. - Ela.
Fico confuso, preciso me controlar, ela pode ser mais poderosa que parece, melhor fugir da luta.
- Por que Amun? E qual o interesse de Milady Volturi? É uma fã dos talentos da híbrida? - Amun.
- Na verdade, não. Tenho negócios a tratar, e como eles parecem adaptados à condição de bicho, são perfeitos para isto. - Ela.
- Negócios? Precisa de um médico? - Eu.
- Médico? - Ela.
- Carlisle Cullen é um excelente médico, muito reconhecido entre os humanos. Mas eu espero que Milady Lillythe compreenda que não podemos dar a localização de um aliado sem garantias. - Amun.
Ela está pensativa.
- Em meu clã há mais de um híbrido. - Ela.
Interessante. Amun ainda está com medo.
- Então é sobre isto que quer tratar? - Eu.
- Algo parecido. - Ela.
- Mas se é sobre Renesmee, eu mesmo a levarei lá, pessoalmente - Eu. Assim eu garanto a segurança de todos.
- Benjamin, não! - Amun.
- Amun, o quê de pior pode acontecer? - dou um sorriso, mas sinto que é mentira, sinto que ela deu motivos para Amun estar apavorado, preciso ser prudente.
Depois de nos afastamos, eu tomo cuidado de não introduzir as esposas, se tudo dê errado pelo menos não a envolvemos. Ficamos muito tempo em silêncio, até eu notar ela me estudando como uma presa, sua presa.
- Milady Lillythe, o que a traz à África?
Ela ri como se fosse uma piada.
- Acreditaria se eu disse que é turismo? - ela me respondeu com um sorriso, um sorriso de predador, se eu não tivesse uma companheira teria caído, por um momento pensei que sedução fosse seu talento.
- Não - estreitos os olhos, cálculo suas razões, Amun está com medo: nada de bom. - Creio que Amun tenha outra opinião.
- "Opinião" esta palavra... - ela cantarola como se incorporasse um velho filósofo - os humanos gostam tanto da tal opinião, no ano em que nasce isto não existia - ela para e me encara, ela está olhando dentro dos meus olhos quando diz "não existia", parece ser alguma revelação. - eu costumava ter um pai e uma mãe, festas de ciclo solar - acho que é aniversário - mas um dia alguém decidiu que seria uma excelente ideia sequestrar uma criança de 3 anos dormindo no berço... quer dizer, eu devia ter 3 ciclos completos, nunca saberei. Tudo sobre Poder. - ela faz um gesto teatral com as mãos - Seu paizinho é envolvido - ela aponta para a direção que Anun está - e você também - ela se aproxima e sussurra arrumando minhas roupas, sinto que a última parte foi uma ameaça.
Eu me afasto instintivamente, ela dá um riso mudo.
- Então o que a traz aqui?
Ela sorrir, parece que eu a divirto.
- Bom, negócios. Preciso de um médico... não preciso, mas um médico simplificaria as coisas - ela sorrir olhando para o horizonte. - é bonito não é? - só há areia e nem um sinal de vida por quilômetros, mas ela parece olha para uma oásis. - eu andei nesta terra quando humanos sem sabiam qual nome dá-la. Eu andei quando os humanos nem sabiam que eram humanos, andei e andei, já andei muito, sou tão velha - ela fecha os olhos e dá um riso mudo - ah, vida é sempre injusta independente das circunstâncias, mas - ela abre os olhos e volta a me encarar - uma coisa boa: meus pais ainda estão vivos, se é que estamos vivos. Porém eu descobrir que nutrir o vampiro mais ingrato e desleal de todos... ele logo irá descobrir de quem herdei... - sua expressão ficou sombria, como se tivesse recitando uma sentença, será que é por isto que Amun ficou apavorado?
- Milady é uma Volturi?
Ela rir, parece que está feliz.
- Sim e não.
- Como? Ou se é ou não, não existe meio termo. - eu digo sério e confiante.
Ela me olha feio, parece que a atirei ao fogo, sinto a raiva em seus olhos, me preparo para lutar... ela ri, gargalha tão alto que acho que ficou louca, se vampiros ficam loucos.
- Digamos que ser é a única opção, independente das escolhas e caminhos: eu sou. - sua voz é firme como uma ordem, sinto que ela já foi uma general numa vida passada.
- Está cada vez mais confuso...
- Não esperava que alguém tão limitado como você entendesse. - ela me xingou? - eu nasci no que hoje os humanos chamam de Greta, olha de Greta, Grécia - ela se vira para a direção do Mar Mediterrâneo - logo depois deste Mar - ela faz um gesto que lembra ondas do mar - é como se... hum... vamos tentar assim, com quem eu pareço?
Um faísca de divertimento brilha em seus olhos, ela quer jogar comigo?
- Hum... não sei! - reflito, o que Anun disse antes - Volturi?
- Sim. - ela sorri como se tivesse ganhado a melhor refeição.
- Ah... então o que estar dizendo é que seus pais são da guarda e por isto irá se juntar...
Sua gargalhada me interrompe, logo adquirindo uma expressão sombria, seguida de raiva e depois indiferença como se fosse superior a tudo.
- Não acho, é costume na guarda pintar retratos de Museu? - ela levanta as sobrancelhas como se me desafiasse ou talvez... não.
- Não!
- Então eu não sou guarda.
Ela parece divertida, como se se gabasse e realmente é para se gabar, é um feito notório, único. Espera... aí! Ah... estas cabelos, este maniqueísmo, esta imagem... fecho os olhos me concentrando na batalha, quem tinha esta aparência? Havia uma mulher, uma mulher loira, mas os cabelos... não, não, não! É possível? Ela pode ser mesmo filha de Caius Volturi? Aquela mulher deve ser esposa dele, nem preciso de provas, ela é a imagem da mãe.
- Você é filha de Caius Volturi, o Rei da execução, o mais vingativo e odioso vampiro.
Ela sorrir, dessa vez é realmente assustador, sinto que é assim que o peixe sente ao ver o tubarão. Logo ela muda sua expressão para indiferença, ela faz muito isto, sinto que seu poder deve ser devastador, só assim para ela ser inabalável por mim. Ela ri.
- Fica tranquilo eu não vou te matar, ou algo assim... pelo menos não hoje. Prometi a Nefertari que não tocaria em seu irmão e sua família, e eu compro o que prometo, nasci numa época em que a palavra era o contrato. - ela pisca para mim. - mas não posso garantir nada se os seus poderes ficarem no meu caminho. - ela levanta uma sobrancelha me desafiando.
- Sabe qual é meus talento?
Estou curioso e um pouco de medo.
- Não precisamente, além do Vento, o que mais você faz?
- Eu controlo os 4 elementos da natureza.
- Que seriam eles...?
Eu a olho e ela faz um gesto dizendo que é óbvio que preciso dizer.
- Terra, Ar, Fogo e Água.
- Ah, que clichê, o avatar, igualzinho no desenho daqueles mestiços. - mestiços? ela debocha na última parte. Sinto que fui xingado. - pensei que fosse algo mais produtivo como Éter!
- Éter? Como o tranquilizante?
- Não seu idiota! O elemento Éter? Na sua escola não tinha Platão?
- Tinha...
- Jura? Na minha tinha o Platão.
Ela ri, agora ela debochou da minha cara, antes eu não tinha certeza, mas agora ela definitivamente debochou de mim. Espera! Ela não me disse qual é seu talento, ficou cada vez mais curioso.
- Qual seu talento? Seu talento vampiro.
Ela revira os olhos.
- Destruição. - Ela diz com naturalidade como se fosse nada de mais, mas é algo... que eu nunca vi. Ela sente minha perdição mental. - é assim! - ela mexe sua mão delicada e logo sai partículas negras como a mais escura Noite e se aglutina como uma nuvem coesa, flutua dançando e depois volta a sua mão como se nunca tivesse saído.
- Seu talento é como Alec.
Ela fica confusa e logo depois disfarça e volta a sua indiferença habitual.
- Quem é Alec?
- É um vampiro famoso...
- Famoso?
Eu faço careta, ela me interrompeu, ela logo faz um gesto para eu continuar, mas sinto que é uma ordem.
- Ele é gêmeo, ele e sua irmã são famosos, pois quando os Volturi os apresentaram ao mundo derrotaram sozinhos 100 recém-criados...
- Fala como se fosse um feito difícil.
Ah? Para a maioria é, obviamente ela não é uma vampira comum, seu talento também não é comum, nada comum.
- Para quem não tem talento é inimaginável.
Ela ri, parece que contei uma piada, talvez para ela seja.
- Realmente, para um vampiro inútil é um feito notório. - ela ri e sorri, parece ser muito divertido a ideia. - Creio que isto seria fácil até mesmo para sua titia, 100 vampiros inúteis contra 2 vampiros talentosos... quando era humana eu derrotei 200 soldados...
Ela gargalha, seu olhar é sombrio, sinto que ela está presa numa memória quê... para ela é divertido.
Depois de 5 minutos d'ela gargalhando, Amun vem atrás de mim, vejo em seus olhos que ele não quer envolver as esposas... melhor assim.
- Ela?
- Parece estar revivendo um momento Ilário de sua vida passada. - Eu.
- Ela te mostrou?
- Sim, bom, acho que sim. Ela fez um tipo de nuvem sair de sua mão e depois voltar.
- Ela não mostrou. Aquela nuvem pode destruir qualquer coisa que toque ou que ela queira destruir, não sai só pelas mãos, mas por todo o corpo.
Eu arregalo os olhos, realmente, é incrível e letal, eu não quero descobrir o que pode fazer contra mim, não sou do tipo que mede poderes, prefiro a vida tranquila. Ela para de rir e olha fixamente para nós.
- Que bom que não envolveram suas esposas.
- Como sabe que temos companheiras? - Eu.
- Vampiros acasalados têm cheiro diferente. - ela me observa para ver se eu entendi, depois completa - é o seu cheiro com o fundo do dela, no seu caso levemente com os seus companheiros de clã.
- Ah, entendo, faz sentido. Nunca reparei nisto. - Eu.
- Eu disse: vampiros inúteis - ela sussurra inaltível, mesmo com audição vampírica quase não consigo ouvir.
- Milady Lillythe irá querer ajuda para encontrar os Cullen ou os Volturi?
Ela pensa ponderando por um Tempo.
- Eu preciso de 3 coisas: um médico vampiro, um elementista e... os meus pais, qualquer outra coisa eu mesmo cuido - aquilo pareceu um aviso.
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Alvorecer
Fiksyen PeminatATENÇÃO: O conteúdo a seguir é contra indicado a menores de 16 por ter linguagem imprópria, insinuação sexual e violência. Lillythe esteve toda sua existência a procura de seus pais, sua origem, jamais encontrou. Sua fúria e o desejo incontrolável d...
