Eu estava no meu carro dizendo ao Ash sobre a armadilha da minha família, ele me conta que Primus e Secundus ligaram para pedir minha agenda, é agora sei porquê. Eu conto que acho que vi Lillythe, a cunhada do diabo, ele ri do apelido, mas me dá razão quando falo sobre ela levar mim alma, ele não diz, não fala, absolutamente nem um som, mas vejo em seus olhos, na sua expressão, ele também sabe que Lillythe tem um segredo sombrio, embora concordamos que não temos provas, pode ser só impressão errada, mas... não sei... há algo estranho. Minha intuição nunca falha, se é que é isto é minha intuição.
- Tem visto as garotas? - eu me refiro a Lillythe e Mele.
Ash dá 1 riso e depois faz careta com os olhos, ele balança a cabeça e pigarrea.
- Lillythe tá gripada, acho, ela não apareceu ontem e o Alex da secretaria disse que alguém com a descrição dela passou para deixar um atestado de 15 dias...
- Ela não tinha aula ontem!
Ele me dá aquele olhar: "Mano, você tá sabendo demais", eu revido com meu olhar: "não enche!".
- Mele foi visita sozinha...
Eu não escuto, preciso ir atrás, ela tá sozinha, eu esperei tanto... quando dou por mim estou quase correndo pelo campus atrás de minha musa. Eu não sei como mais... talvez instinto, é como se Mele fosse meus elétrons negativos e eu seus positivos, chego na aula, na aula que faço com Mele e Lillythe. Eu me esqueiro e sento a seu lado, ela se oferece para fazer as anotações da aula, ela digita tão delicada e precisa, parece dedos dançando balé, é fascinante poderia passar a eternidade vendo isto, eternidade? Daonde isto brotou na minha mente?
Eu sinto o cheiro de Mele, ah, tão gostoso, sinto meu corpo se inclinado sem ordem, como se meu corpo ansiasse se unir ao seu. Mele, minha Mele. Minha mente vagueia com pensamentos não muito comportados de eu e Mele, quando dou conta, a aula já terminou, Mele me diz que enviou os arquivos para meu E-mail. Eu olho o e-mail e há os slides do professor, as anotações e os arquivos de leitura e até com anotações e referência catalogadas por cada aula, definitivamente Mele é precisa e a melhor aluna da turma, o sonho de consumo de qualquer professor, se eu contar a fraternidade ela vai ser eleita a namorada do ano, porém a concorrência vai aumentar.
- Mele, o que aconteceu com a sua amiga?
- Amiga?
?
- Lillythe!
Ela faz uma cara como se eu tivesse cometido sacrilégio contra sua senhora.
-Ah, Lillythe tá doente, pegou um resfriado, embora tenha tido complicações, por isto ela foi ao médico e pegou um atestado. - Ela fala como tivesse numa peça, parece ser algo normal, mas nunca vi alguém pegar 15 dias por resfriado e nem gripe.
- Ela está bem? Não me parece uma doença comum...
- Lillythe... é jovem demais... ela não vai morrer - não acredito que alguém morra de gripe neste século - não fique preocupado, ela vai voltar - ela tá com raiva? ciúmes? - Lillythe é uma guerreira, nada a afeta a menos que ela queira - porque sinto que não é metáfora? - enquanto isto podemos usar nosso tempo juntos. - ela se aproxima mais, sinto o cheiro de seu hálito, parece ter acabado de higienizar, o cheiro do enxaguante é forte.
Mele me convida para a biblioteca, óbvio que eu aceito, ela me ajuda a estudar, ela é melhor que um tutor particular, é uma pena eu não prestar atenção, ela é tão perfeita, eu pisco algumas vezes. Eu preciso ir bem nos exames! Não posso fazer Mele passar vergonha, ela não vai querer um macho inútil, eu preciso mostrar milhas melhores habilidades, sim, isto! Melhores habilidades. - eu deslizo meu olha para seu decote, é realmente montanhas de Afrodite, tão perfeitos.
- Gosta do que vê?
Eu babei? Seco a umidade da boca, olho para cima e vejo o rosto de Mele me encarando, encarando o fundo dos meus olhos, é tão perfeito. Não consigo decifrar sua expressão e eu que achava que já a conhecia. Eu acho que faço a cara de gato pidão.
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Alvorecer
FanfictionATENÇÃO: O conteúdo a seguir é contra indicado a menores de 16 por ter linguagem imprópria, insinuação sexual e violência. Lillythe esteve toda sua existência a procura de seus pais, sua origem, jamais encontrou. Sua fúria e o desejo incontrolável d...
