Estou com mal pressentimento sobre essa garota...

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Melissa:
No dia seguinte, acordei com uma sensação estranha, como se faltasse algo. Olhei para o lado e percebi que a cama estava vazia. Piquerez havia saído sem deixar qualquer bilhete ou mensagem, e por um instante, pensei que ele apenas tivesse voltado à sua rotina, como se a noite anterior não tivesse sido nada especial. Tentei ignorar o incômodo, me convencendo de que não deveria esperar nada além disso, mas, lá no fundo, a ausência dele mexia comigo mais do que eu gostaria de admitir.

Enquanto me arrumava para o treino, um sorriso involuntário apareceu ao lembrar dos momentos que tivemos juntos. O jeito como ele me olhava, a intensidade dos nossos beijos, parecia um sonho que eu não queria acordar. Ouvi a campainha tocar e fui até a porta, com o coração acelerado. Quando abri, lá estava ele: Piquerez, com um sorriso largo, encostado no batente, balançando as chaves do carro entre os dedos.

— Pronta pra ir? — ele perguntou, a voz cheia de confiança, como se nada estivesse fora do normal.

Arqueei uma sobrancelha, cruzando os braços, mas não consegui esconder o alívio e a felicidade que senti ao vê-lo ali.

— Aparecendo assim do nada? Vai acabar me acostumando mal, Pique. — retruquei, tentando soar casual, mas a alegria escapava em meu tom.

Ele se aproximou, envolvendo meus braços com os dele, puxando-me para mais perto.

— Achei que seria legal te buscar. Quem sabe a gente pode continuar de onde paramos ontem à noite?.— disse ele, a voz provocadora, e não pude resistir a um sorriso ao recordar a intensidade do nosso encontro.

Senti um frio na barriga e, sem pensar duas vezes, me inclinei para ele, nossos lábios se encontrando em um beijo suave e apaixonado. A sensação era indescritível, uma mistura de alívio e felicidade, e quando nos separamos, não pude evitar o sorriso que iluminou meu rosto.

— Isso foi inesperado — murmurei, ainda um pouco atordoada.

— Que nada, é só o começo — ele respondeu, piscando e me puxando para mais perto.

Durante o trajeto até o CT do Palmeiras, o clima no carro era tranquilo, mas cheio de expectativa. O silêncio era confortável, quase íntimo, como se a proximidade que tivemos na noite anterior ainda estivesse presente. Nossos olhares se cruzavam, e em cada troca de olhar, eu sentia que algo havia mudado entre nós. A tensão estava ali, mas agora, era acompanhada de um brilho especial.

Quando chegamos ao CT, mal descemos do carro e já fomos alvo das brincadeiras dos jogadores. Joaquim, sempre querido entre eles, não era poupado das provocações. Dudu, o primeiro a alfinetar, gritou:

— Olha aí, o casalzinho do momento! — com um sorriso malicioso, fazendo os outros rirem.

— Será que eles vieram treinar ou fazer terapia de casal? — emendou Veiga, com um tom debochado.

Eu parei por um segundo, lançando um olhar afiado para Veiga, mas a alegria de estar com Piquerez me deixou relaxada.

— Terapia? — retorqui, cruzando os braços e sorrindo. — Terapia mesmo precisa quem não sabe manter o foco no treino! — A resposta saiu de forma divertida, e eu vi Veiga hesitar antes de levantar as mãos em rendição.

A gargalhada que se seguiu foi geral. Piquerez riu, e o brilho nos olhos dele mostrava que ele estava adorando a situação.

Minhas colegas de time também não deixaram por menos e entraram na brincadeira.

— Melissa, toma cuidado pra não cansar o Piquerez antes do treino, hein? — provocou Isabela, com um sorriso travesso.

— Será que hoje ele trouxe kiwi pro lanche do casal? — completou Lívia, piscando para mim.

Meu estresse preferido Histórias para pegar e não largar. Descubra agora