Capítulo 3

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• Boa leitura •

IRENE

Acordo e já são 06h02. Antônio está dormindo como uma pedra, chegou bem mais tarde do que eu nessa noite. Vou para o banheiro, escovo os dentes, faço minhas necessidades e tomo um banho quente. Lavo os cabelos e faço uma esfoliação na pele com um esfoliante de baunilha.

Saio do banho e seco o cabelo com o secador, faço meu babyliss, deixando meus cachos soltos e definidos, passo maquiagem, cremes e perfume. Visto uma saia preta, uma blusa social vinho bem justa ao corpo e meu scarpin.

Desço para o escritório, verifico as planilhas das fazendas e das empresas, a produção está ótima em todas as áreas. Tivemos uma queimada em uma das fazendas de grãos, mas foi controlada e não perdemos muita coisa.

Kelvin, que já chegou, avisa que o rapaz do restaurante aceitou a reunião e que às 09h estará aqui, além de informar que o café da manhã será servido. Olho para o relógio e vejo que são 08h23.

Chego à sala de jantar e encontro Antônio já sentado à mesa, arrumado para sair.

— Bom dia, querido! — digo, dando um selinho nele, e ele retribui.

— Bom dia, Irene. Estava no escritório?

— Sim, verificando as planilhas do mês. — respondo, me sentando e pegando uma fatia de pão de forma integral com ovos e um suco de laranja natural.

— E está tudo certo? — questiona, mesmo sem entender praticamente nada dos negócios.

— Tivemos uma queimada em uma das fazendas, mas já foi controlada e não perdemos muita coisa. — respondo apenas o necessário, sabendo que ele não vai querer saber dos detalhes.

— E o policial do restaurante? O que decidiu? — pergunta, curioso.

— Ele vem aqui às 09h para uma reunião, mas ainda não tenho planos certos para ele.

— Tudo bem. Vou à casa do Ademir, preciso tratar alguns assuntos com ele.

— Tá bom. — respondo, sem demonstrar o menor interesse.

Terminamos o café em silêncio.

Subo para o meu quarto, escovo os dentes, retoco a maquiagem e, enquanto me olho no espelho conferindo se está tudo certo, alguém bate na porta.

— Entra. — ordeno.

Kelvin entra.

— Desculpa atrapalhar, Imperatriz, mas o policial gato chegou e está na sala de espera! — diz, animado demais para o meu gosto.

Viro-me para ele, olhando-o de cima a baixo, e ele entende o recado, se recompondo imediatamente.

— Estou descendo. — digo, voltando a me olhar no espelho.

 — digo, voltando a me olhar no espelho

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Meu guarda costas Histórias para pegar e não largar. Descubra agora