• Boa leitura •
VINÍCIUS
Como não percebi isso antes? Levo as mãos à cintura e pego as armas que estão comigo, vendo que são as pistolas sem registro dela
— Como? Sua maldita, desgraçada... COMO FEZ ISSO? — pergunto, exaltado
— Na hora em que paramos na cidade e você foi comprar água, deixou as armas no carro. Você estava tão focado em descobrir meus segredos que esqueceu dos detalhes, eu fiz a troca e não é só isso, tem câmeras pela fazenda toda, você está em todas as gravações! Então, se eu cair, Vinícius, sua filha fica sem pai também. Você trabalha para mim há mais de um mês e já fomos vistos em todos os lugares juntos, então, querido, você está nessa junto comigo e vai matar a viúva para mim...
Mais que porra, eu estava tão curioso para descobrir o que faríamos aqui que acabei dando mole, eu tenho que sair dessa
— E nem adianta pensar em me matar, porque, se eu sumir, a polícia vai saber de tudo na mesma hora
— Sua peste!!! — digo, andando de um lado para o outro
Lembro do Miguel falando para eu ter cuidado com ela, eu a subestimei e agora ela pode me foder se quiser. Saio do quarto batendo a porta, completamente desorientado, vou para fora da casa e vejo algumas pessoas saindo do galpão. Sento na escada, me perdendo no tempo e nos pensamentos. Depois de um tempo, ouço sua voz atrás de mim
— Vem comer alguma coisa, precisamos ir embora, já está tarde! — olho para trás e a vejo com uma calça jeans azul, uma botinha marrom de cano curto e uma camiseta polo preta
Ela está linda e cheirosa, com os cabelos soltos, nem parece que, há poucas horas, torturou e matou um homem. Não consigo olhar na cara dela, me levanto e vou para dentro da casa, ignorando-a completamente, e assim permaneço até chegarmos à mansão
[...]
Estacionamos e vejo no relógio que são 18h47. Quando entramos pela sala, o Antônio está no sofá, bebendo uísque puro, aparentemente bêbado
— AAAH, até que enfim você chegou, onde você estava, sua vagabunda? — ele a questiona, alterado, vindo em nossa direção, agarrando o braço da Irene e a puxando
Fico sem reação, assistindo à cena, e não sei por quê, mas meu sangue ferve. Eu não deveria me meter, até porque ela é realmente uma vagabunda, mas não consigo ficar calmo diante daquela situação
— Antônio, me solta, está me machucando... eu avisei que iria à fazenda!!! — ela se debate, tentando se soltar, mas não consegue, e eu estou prestes a entrar no meio
— NÃO IMPORTA! Isso é hora de uma mulher casada chegar em casa e ainda na companhia de outro homem? O que vão pensar de mim? A minha reputação? Vão me chamar de corno porque minha mulher vive para cima e para baixo com o segurança de merda dela...
Ele grita, balançando-a enquanto aperta seu braço, depois a solta e a empurra. Vejo a marca da mão dele
"Esse merda..." 💭
— Da próxima vez que você passar o dia todo fora assim, eu te mato, está me ouvindo, sua vadia... — ele grita e, quando menos espero, já deu um tapa na cara dela
— ANTÔNIO!!!! — ela grita, o tapa é tão forte que ela cai no chão
Ela pode ser a vadia que for, mas homem nenhum bate em uma mulher na minha frente
IRENE
Sinto meu braço doer, faz muito tempo que ele não é agressivo assim comigo, mas percebi que anda cismado depois da chegada do Vinícius. Já discutimos duas vezes por causa disso e o pior é que preciso dele, não transamos há muito tempo, não nos amamos mais, mas ele tem esse sentimento dominador sobre mim. Ele está mais nervoso hoje do que nos outros dias, muito bêbado, falando com a língua enrolada
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Meu guarda costas
FanfictionIrene lá selva uma CEO (diretora executiva) do agro fria e cruel conhece Vinicius em uma tentativa de assassinato. Vinicius Carvana um policial do BOPE um homem tranquilo e que luta pela justiça, após uma tragedia envolvendo sua esposa aceita trabal...
