Capítulo 37

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• Boa leitura •

VINÍCIUS

Desço as escadas correndo, ouvindo uns barulhos estranhos e, quando olho na sala, vejo um homem em cima da Irene, a enforcando e chupando seus peitos à força. Fico cego de ódio e corro, empurrando-o com tanta força de cima dela que ele voa longe.

Olho para ela em cima do sofá, com a roupa rasgada, sem fôlego, tossindo, visivelmente assustada. Saber que alguém tocou nela me deixa louco e saber que tocaram sem ela deixar me deixa cego. Olho para o filho da puta e reconheço o tal Caio levanto a arma e, sem pensar duas vezes, dou um tiro no meio da sua testa, ele cai morto na sala e eu vou até ela.

— Você tá bem? Irene, tá bem? Olha pra mim... desculpa, desculpa por não ter chegado antes! — digo, puxando ela pra mim, ajoelhado em frente ao sofá, e a abraço.

— Eu... tô bem, Vinícius, eu tô bem — diz com a voz fraca, recuperando o ar, e me abraça, beijando minha cabeça.

— Ele tocou em você, esse desgraçado... — começo a limpar com as mãos seus seios, onde esse verme colocou a boca.

Ela vai falar alguma coisa, mas a porta da frente abre. Eu a abraço, escondendo sua nudez ela se encolhe nos meus braços e dois seguranças entram com as armas nas mãos, um deles é o Ruan e o outro, o Victor.

— Vinícius, o que aconteceu? — Ruan pergunta, olhando o corpo caído no chão.

— Porra, mas que merda... — Victor, o mais novo, diz um pouco espantado, e vejo que ele vai ligar a luz.

— Não liga a luz e tira o corpo desse verme daqui. Se livrem dele! — digo, pegando ela no colo e indo rumo às escadas.

Subo com ela no colo e ela não fala nada, somente me abraça, colocando a cabeça na curva do meu pescoço. A culpa por não chegar antes dele tocar nela me consome.

Eu sou o segurança dela, a merda do guarda-costas, e alguém a ataca dentro da sua própria casa, debaixo do meu nariz, e eu não fui capaz de protegê-la como deveria.

Entro no quarto dela e fecho a porta com o pé. Vou com ela para o banheiro, entro no box de roupa e tudo, ligo o chuveiro na água quente. A água cai nos nossos corpos e eu dou um beijo em sua cabeça.

— Desculpa, eu não cheguei antes, eu...

Ela me interrompe.

— Xiiii... esquece. Já acabou, não se culpe porque não foi culpa sua.

Ela diz olhando nos meus olhos, passando os dedos na minha barba vou chegando perto aos poucos e beijo sua boca com carinho. Ela pede passagem com a língua e eu correspondo ao beijo, mas não há malícia nem loucura, é um beijo calmo e meigo. Ela enfia os dedos nos meus cabelos molhados e eu solto suas pernas, colocando-as no chão, nos afastamos, parando o beijo.

Ela me olha e eu começo a tirar sua roupa, tirando a blusa rasgada junto com o sutiã. Me abaixo, tirando os saltos dos seus pés, levo as mãos ao botão da calça, desabotoando e tirando a peça do seu corpo. Me levanto e, sem os saltos, ela bate no meu peito, tão baixinha. Passo as mãos nos seus cabelos molhados e seguro seu rosto entre as mãos, beijando sua boca e seus lábios novamente.

Me afasto um pouco e desço os olhos, vendo seus peitos com algumas manchas roxas meu sangue ferve de ódio, passo os dedos pelos hematomas.

— Aquele verme, desgraçado...

Ela coloca o dedo debaixo do meu queixo, levantando meu olhar até o seu.

— Ele tá morto, então esquece! — diz, ficando nas pontas dos pés e beijando minha boca. — Vai me dar banho hoje? — pergunta, e eu sorrio pra ela.

Ela se vira de costas e levanta a cabeça, deixando a água cair no seu rosto, terminando de molhar os cabelos e o corpo. Eu tiro minha bermuda e a abraço por trás, pego o sabonete líquido, colocando um pouco nas mãos, e esfrego seus peitos com delicadeza os mamilos duros entre meus dedos com delicadeza, desço mais até sua intimidade e a esfrego ela geme baixinho e a água cai enxaguando e tirando o sabão. Eu a viro de frente pra mim que coloca as sua mãos nos meus bíceps e a testa no meu peito, eu a viro de frente pra mim pego mais sabão passo nas suas costas e deslizo até sua bunda passando a mão sobre ela, com o meu dedo indicador passo no seu anus massageando.

— Hamm... — ela geme um pouco mais forte, apertando meus braços.

Termino de dar banho nela e saio do box. Me enxugo com uma toalha e pego a dela. Ela desliga o chuveiro vindo até mim, eu a enrolo na toalha, pego-a no colo de novo e vamos para o quarto. Deito ela na cama e me deito do lado dela.

Não falamos nada ela me olha e ficamos assim por muito tempo, até ela pegar no sono. Quando vejo que ela dormiu, eu tiro a toalha deixando ela nua ajeito a coberta, ligo o ar-condicionado porque ela gosta e a embrulho com o edredom. Quero muito dormir aqui, mas sei que ela ainda está com raiva de mim pelo que falei e não quero me aproveitar da situação. Então volto para o meu quarto enrolado na toalha dela, deito na cama e durmo pensando em tudo que aconteceu.

E caralho, matei sem pudor nenhum uma pessoa para proteger ela e tenho certeza de que farei isso quantas vezes for preciso.

IRENE

Desperto, mas sem abrir os olhos, bato a mão do meu lado, sentindo o vazio. Abro os olhos e vejo que ainda é cedo e ele não está aqui, fico triste por ele ter ido para o quarto dele, mas tento ignorar esse sentimento. Olho no relógio e são 05h40 sei que não vou mais conseguir dormir de novo.

Levanto e vou até o banheiro, vendo nossas roupas dentro do box, encharcadas. Tiro o excesso de água, colocando as peças em cima da pia, escovo meus dentes e tomo um banho. Saio, passo meus cremes, visto uma lingerie preta, um shorts jeans e uma regatinha preta também.

Desço e mando o segurança noturno me encontrar no escritório. Pouco tempo depois ele chega, já pedindo desculpas, implorando pela vida diz que foi ao banheiro por dois minutos e pede perdão pelo ocorrido. Olho pra cara dele e digo que só não o mataria pelo tempo de trabalho que ele tem, mas que está demitido. Ele me agradece, pedindo desculpas novamente, e sai da sala quase correndo.

Mando outro ficar no posto dele e passo a saber do corpo do Caio, meus seguranças tacaram fogo e enterraram os restos em uma mata fechada, garantiram que ninguém acharia e eu acredito neles.

Quando olho, já era hora do café e vou para a mesa, encontrando uma princesa agitada. Com tudo que aconteceu, sua inocência intacta, o que me deixou muito aliviada.

— Bom dia! Como você amanheceu? — Vinícius pergunta preocupado, me olhando.

— Bom dia! Amanheci bem, obrigada por ontem... — agradeço e começo a me servir.

— Farei isso quantas vezes for necessário para te proteger! — diz.

Olho para ele, vendo que ainda está se culpando dou um sorriso, não resistindo a ele.

Terminamos o café vou para meu escritório e, quando sento na minha cadeira, lembro da raiva dele vendo o que o Caio fez comigo e que ele o matou sem pudor, só para me proteger, me pedindo desculpas e se sentindo culpado por não chegar a tempo.

E lembrar disso me tira um leve sorriso.

— Será que você já me ama e só não aceita isso...? — me pergunto, pensando.

Meu guarda costas Histórias para pegar e não largar. Descubra agora