Capítulo 24

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• Boa leitura •

VINÍCIUS

São 18h05 e ela está descendo as escadas, um vestido preto tubinho que vai até metade da coxa, os cabelos soltos, uma maquiagem leve, os saltos de sempre, mas dessa vez vermelho-sangue, acessórios simples e um sobretudo bege. Linda, gostosa e, quando chega perto, sinto seu cheiro que me deixa aéreo.

— Vamos... — ela diz, passando por mim.

— Eu posso saber onde vamos? — Questiono.

— No caminho te falo o endereço, agora anda...

Ela sai pela porta e eu vou atrás. Chegando no estacionamento, entramos no Volvo, ela coloca a localização por comando de voz e eu não acredito.

— Você vai se encontrar com alguém? — pergunto, olhando para trás, já irritado, vendo ela mexer no celular.

— Vinícius, só vamos e não me questiona — diz, sem tirar os olhos do aparelho, e eu saio da mansão grilado.

Chegamos ao prédio, eu desço, arrodeio o carro e abro a porta, ela desce e eu fecho com raiva por ela ter me trazido aqui.

— Vem, hoje você sobe comigo... — ela diz, andando na frente.

— O quê??? — questiono, confuso.

— Anda, Vinícius... — diz, autoritária.

Não vejo escolha e tranco o carro, indo atrás dela, entramos no elevador e ela seleciona a cobertura, olho no relógio do celular e são 18h51.

— O que você tá aprontando? — pergunto, olhando para ela, que está um pouco à frente, vendo um leve sorriso crescer nos seus lábios, mas ela não responde.

O elevador para direto no apartamento, entramos e é enorme, muito bem mobiliado e limpo, a sala com um sofá bege enorme, uma televisão gigante, plantas, vasos e quadros em tons claros, a cortina está aberta, o que mostra Cuiabá inteira, uma das vistas mais bonitas que já vi.

Ela deixa a bolsa no sofá e caminha até uma porta de madeira enorme de correr, coloca a mão na maçaneta, pronta pra puxar, mas antes de abrir me olha.

— Vem... — ela me chama, permanecendo séria.

Caminho até ela e paro na sua frente.

— Se você não me falar o que viemos fazer aqui, eu vou embora e te deixar... — digo, olhando nos seus olhos, e ela sorri pra mim.

— Duvido me deixar aqui sozinha! — diz, convencida, sabe que eu realmente não faria isso.

🔞

Ela puxa a porta e abre, me fazendo travar quando olho, entro na frente dela, chocado, olhando tudo. O quarto é todo em tons de vermelho e preto, tem um sofá no canto de couro na cor vinho, uma mesa de madeira quadrada no outro, na minha frente tem uma cama enorme com lençóis pretos e luz LED embaixo, a cabeceira de grades feita de ferro e, nos cantos da cabeceira, tem umas argolas para prender, umas vigas nos quatro cantos da cama que vão até o teto, em cima da cama tem um espelho enorme, duas poltronas em frente à cama, uma cadeira erótica dessas de filme, vejo um frigobar com a porta de vidro cheio de bebidas e o que mais me chama a atenção é a parede ao lado da cama, que tem algumas coisas penduradas, chicotes, cordas, algemas, barras com amarras nas pontas, dessas que prendem nos pés da pessoa, a obrigando a abrir as pernas, fitas de cetim, plug e bolinhas anal. E, caralho, eu fiquei excitado só de olhar.

— Irene, que porr... — me viro para falar com ela depois de não sei quantos minutos olhando tudo e ela não está sozinha.

Ela está com uma ruiva, branca, dos olhos castanhos, mais alta que ela, só não mais bonita, ela usa um vestido vermelho grudado ao corpo, salto fino, está muito maquiada, cabelos soltos e com acessórios em ouro, sei que eu já vi ela antes, mas não me lembro exatamente onde.

Meu guarda costas Histórias para pegar e não largar. Descubra agora