Irene lá selva uma CEO (diretora executiva) do agro fria e cruel conhece Vinicius em uma tentativa de assassinato. Vinicius Carvana um policial do BOPE um homem tranquilo e que luta pela justiça, após uma tragedia envolvendo sua esposa aceita trabal...
Tem duas semanas que estou trabalhando com essa mulher. Ela me perguntou por que eu aceitei o trabalho, disse que poderia jurar que eu não iria aceitar. Respondi que estou afastado da polícia para ter mais tempo para a minha filha, mas não entrei em detalhes.
Nessas duas semanas já fui com ela a restaurantes, festas, salão de beleza, umas sete reuniões e, em duas delas, não pude entrar na sala, algo que me intrigou bastante.
Conheci o marido dela e, diferente do que todos pensam, ele é um merda. Acompanhou apenas duas reuniões ao lado dela, sendo que uma delas foi justamente uma daquelas em que não me deixaram entrar, mas foi só isso. Nesse tempo percebi que quem manda é ela. É ela quem assina os papéis, toma as decisões, acompanha o crescimento das fazendas, decide quem contratar ou mandar embora, fecha e desfaz negócios, mas sempre diz que vai falar com o marido para ele tomar a decisão. No fim, quem decide tudo é ela.
Nesse pouco tempo também presenciei vários homens dando em cima dela. Na maioria das vezes, ela ignorava e não retribuía. Quando retribuiu, foi uma ou duas vezes, mas não passou de alguns flertes.
Também vi de perto o poder de sedução e manipulação que ela tem. Fechou vários contratos e parcerias usando justamente essas armas.
Outra coisa que me chamou atenção foi o dia em que ela pediu para eu ficar até mais tarde. Passou o endereço de um prédio e, quando chegamos, pediu que eu esperasse no carro. Chutei que fosse algum encontro. Umas duas horas depois, ela abriu a porta traseira do carro e entrou. Quando a vi pelo retrovisor, estava sem maquiagem e com o cabelo úmido. Ali tive certeza do que já suspeitava: ela não era uma mulher fiel ao marido.
Também escutei uma conversa muito estranha dela ao telefone. Estava nervosa dentro do escritório e eu permanecia do lado de fora da porta. Ouvi quando mandou a pessoa se virar e dar um jeito de resolver o problema. Em outro dia, ouvi o nome Graça e logo me lembrei da mulher do Marino. Pelo que entendi, havia alguém, a mando da Irene, vigiando a viúva, e cada passo que ela dava a madame ficava sabendo. Nesse mesmo telefonema tive certeza de que Irene também suspeita que Graça tenha sido a mandante do tiroteio. Aos poucos, tudo começa a se encaixar.
Mas o pior de tudo está sendo fugir dessa peste, desviar dos olhares dela, vê-la andando daquele jeito na minha frente, agir apenas como seu guarda-costas e não deixar transparecer o desejo. Eu não entendo como posso sentir tanto ódio por essa mulher e, ao mesmo tempo, tanto tesão. Nunca tive essa confusão de sentimentos. Sempre fui um homem sensato e decidido, mas essa peste desperta em mim algo que eu nem sabia que existia. Como alguém pode odiar e desejar o próprio inimigo? Seja como for, eu não vou ceder a essa tentação.
Conheci uma mulher chamada Vanessa, uma ruiva de olhos castanhos, muito bonita e amiga da Irene. As duas conversaram no escritório por uns quarenta minutos e, do lado de fora, eu só escutava as risadas. Quando saíram, a peste foi na frente e a ruiva me olhou de cima a baixo com um sorriso cheio de segundas intenções, tomando cuidado para que a madame não percebesse. Fingi que não notei e ela foi embora.
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