Capítulo 12

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• Boa leitura •

VINÍCIUS

"O que diabos me deu para abraçar ela daquele jeito no avião...?" 💭

Vim o caminho todo pensando nisso, o medo dela, a agonia, o cheiro de baunilha dos seus cabelos, seus dedos acariciando meu braço, ela tão pequena, parecendo tão frágil e meiga. Quem a vê daquele jeito nem imagina a mulher cruel e fria que ela é, mas, mesmo sabendo que ela é uma peste, não gostei de vê-la com medo. Eu não queria soltá-la e, quando ela implorou para que não a largasse, eu a apertei mais. Ela encostou a cabeça no meu peito, reclinei nossos bancos e ela me abraçou, assim ficamos até o final da viagem. E, por mais estranho que pareça, eu não queria que acabasse, eu quis ficar ali, sentindo o calor daquele corpo pequeno

Quando ela me agradece no carro e eu digo que faria por qualquer uma, é óbvio que menti, mas ela nunca vai saber disso. Ela fica emburrada, e eu acho uma graça ver ela assim

"Será que ela ficou com ciúmes? Não, não é possível..." 💭

Chegamos à mansão e ela desce do carro sem nem olhar para a minha cara, some lá para dentro. Ela realmente ficou com raiva

Acabo de tirar as malas do carro e levo tudo até a sala, olho o ambiente e saio para a varanda. Essa casa é mais simples que a de Cuiabá, mas não deixa de ser grande e muito chique. A casa é toda branca, com muitas árvores ao redor, uma piscina grande com uma jacuzzi e muitos empregados. O lugar é realmente a cara dela

Volto para dentro da casa, pego a mala dela e subo as escadas, vendo um monte de portas

— Legal, qual porta é a certa agora?

Vou andando até chegar à última, ouço uma música alta, bato, mas ninguém responde, então abro a porta. Olho o ambiente e não a vejo, entro com a mala, indo até a cama. Quando passo pela porta do banheiro, que está aberta, ouço o chuveiro ligado e ela cantando. Paro no lugar, levando o olhar devagar para dentro do banheiro, sentindo meu corpo gelar. Ela está nua, consigo ver seu corpo pelo espelho grande que tem na porta de um armário entreaberto. O box não está embaçado, o que significa que ela está tomando banho com água fria, por isso consigo enxergar seu corpo perfeitamente através do reflexo

A mala está na minha mão, mas ficou tão leve que nem sinto seu peso. A peste dança debaixo da água, mexendo o quadril no ritmo do Hip Hop, os cabelos molhados e lisos caindo até a cintura. Ela se vira de frente e meu corpo reage imediatamente, fico completamente excitado ao vê-la, os peitos redondos com o mamilos claros e bicudos, a barriga chapada, cintura fina a buceta lisa e carnuda. Ela dança de olhos fechados, levanta os braços enquanto canta, até abrir os olhos e pegar o sabonete líquido no nicho. Quando levanta o olhar, me vê, ficando visivelmente surpresa em me encontrar ali. Eu estou hipnotizado, não consigo parar de olhar para ela

Ela sorri para mim, safada, e minha respiração fica pesada, meu peito sobe e desce com mais força. Engulo em seco quando ela pega mais sabonete sem tirar os olhos de mim e começa a passá-lo pelo corpo, lentamente, como se soubesse exatamente o efeito que está causando. Passa as mãos nos braços, no pescoço descendo para os peitos massageando-os e apertando os bicos, ela fecha os olhos e geme abrindo um pouco a boca

"Caralho, Vinícius, se mexe e sai daqui..." 💭

Penso isso, mas não consigo nem respirar direito, quem dirá sair daqui

Ela continua me encarando, provocadora, deslizando as mãos pela barriga até chegar na sua intimidade começando a se masturbar e seu olhar de leoa faminta faz minhas pernas bambearem, até fazer um gesto para que eu me aproxime.

— Vem aqui... — ela diz somente com os lábios, e eu entendo perfeitamente

Minha vontade é de ir até ela, pegá-la no colo foder com ela até não pararmos em pé, mas, quando começo a imaginar a cena, a mala que está na minha mão cai no chão, fazendo um barulho alto que me assusta e me traz de volta à realidade. Olho para a mala no chão, sentindo minha respiração acelerada, como se tivesse passado todo esse tempo prendendo o ar

Pego a mala do chão, coloco em cima da cama e saio do quarto quase correndo. Paro no corredor, encostando na parede, sentindo meu pau e bolas latejar de tanto tesão, tento recuperar o controle

— Ahhh, sua peste, mas que porra... Calma, respira, Vinícius, você não vai ceder a essa mulher!

Digo, levando a mão ao membro apertando tentando aliviar a dor tentando afastar da cabeça a imagem dela nua me chamando. Fecho os olhos, passo as mãos pelo rosto e solto o ar devagar

— Eu tô muito ferrado!!!

IRENE

Estava com raiva dele pelo que me falou no carro, mas depois que vi ele correr de mim igual o diabo corre da cruz, fiquei melhor. O almoço logo, logo será servido e é uma pena, vou ter que verificar alguns e-mails antes do evento dessa noite

Termino meu banho, passo um creme no corpo e saio do banheiro enrolada na toalha. Não consigo tirar ele da cabeça, ele me comeu com os olhos e, meu Deus, que tesão é esse que tenho por esse homem? Ter ele se tornou uma obrigação e eu vou fazer de tudo para isso acontecer

Coloco uma lingerie branca, um short jeans claro e uma regata branca, seco os cabelos com o secador e os prendo em um coque no alto da cabeça. Passo protetor solar no rosto, meu perfume, coloco uma rasteirinha e desço para o almoço

Estou no meio das escadas quando vejo ele na porta da sala, falando ao telefone e sorrindo. Fico curiosa, querendo saber com quem está falando, até ele dizer Anahi, então lembro da filha dele e fico aliviada

"Por que eu estou aliviada por ser a filha dele...?" 💭

Ignoro o pensamento e, quando passo pela sala, indo para a sala de jantar, vejo de relance que ele me olha, mas continuo meu caminho sem olhar para ele. Chego à mesa, me sento e me sirvo de arroz integral, salada e alguns queijos. A moça da cozinha me serve suco de laranja e eu almoço do jeito que gosto, sozinha

Quando termino, vou para o escritório, falo com Antônio e ele diz que vem me buscar para o evento. Combinamos às 18h30 e ainda são 12h44

[...]

Começo a verificar minhas planilhas e e-mails, e o tempo passa voando. Alguém bate na porta do escritório e eu mando entrar, sem tirar os olhos do computador, mas sei quem é só pelo perfume

— O que você quer, Vinícius? — falo, sem muita paciência

— Chegou um pessoal aí, disseram que vieram te arrumar para o evento... — ele diz, seco

Olho para o relógio e são 15h01

— Tá, já estou indo...

Ele não diz mais nada, vira as costas e sai. Desligo o computador, saio da sala e vou me arrumar para essa noite

Meu guarda costas Histórias para pegar e não largar. Descubra agora