Capítulo 23

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• Boa leitura •

IRENE 

Ah, mas ele me paga, tô aqui trancada no meu quarto, na minha casa, e ele na porta.

— VINÍCIUS, QUEM VOCÊ PENSA QUE É? ABREEEE!!! — grito com ele, batendo na porta, possessa de raiva.

— Já vestiu uma roupa, infeliz?— Mas que abusado.

— INFELIZ É VOCÊ, você me paga!!!

Vou até meu closet, coloco um short jeans, uma regata preta e bato na porta.

— Pronto, abre essa porta! — mando, e ele abre só um pouquinho, me olha de cima a baixo.

— Muito bem, é assim que eu gosto... — diz, com um sorrisinho sacana, e termina de abrir a porta — Pode sair, madame, e se comportar!

— Eu vou te matar! — digo, avançando nele e dando tapas, enquanto ele se defende.

— Para com isso, louca... — segura minhas mãos e as coloca nas minhas costas, juntando nossos corpos.

— Me solta, Vinícius! — digo, brava, com a respiração pesada, e ele sorri de canto, é a primeira vez que vejo sua cara de safado, fico excitada na mesma hora.

— O que foi? — ele diz e coloca a boca ao pé do meu ouvido — Não é você que gosta de provocar... — morde minha orelha e desce a boca, mordendo meu pescoço.

— Vinicius... — solto gemidos de olhos fechados, sentindo minha pele arrepiar, a respiração ficar mais pesada, as pernas amolecerem e eu sendo capaz de fazer qualquer coisa que ele pedisse agora.

— Tá mais calma? — ele pergunta, soltando minhas mãos e se afastando, e, quando abro os olhos, ele está com um sorriso cínico, olhando pra mim.

— Não, você só me deixou com muito tesão e agora vai ter que dar um jeito nisso...

O encosto na parede, pego no seu pau, que está meio duro, aperto de leve, ficando nas pontas dos pés, passo a língua e chupo seu pescoço, sentindo seu corpo arrepiar.

Ele me afasta e me olha de cima a baixo.

— Puta que pariu, mulher, quer ver você parar com isso? — pergunta e não espera resposta, ele avança em mim e me joga nas costas, descendo as escadas.

— VINÍCIUS, DE NOVO??? Me solta, seu traste... — eu grito e bato nele, me esperneando.

— Vinícius, o que tá fazendo com ela? Solta ela!!!! — ouço a voz do Kelvin e ele vem correndo atrás da gente.

— Fica fora disso, Kelvin!!! — ele diz, chegando na área da piscina, imaginando o que ele vai fazer.

— Se você fizer isso eu vou te dar um tiro... infeliz, me soltaaaaaaa!

— VINÍCIUS, NÃO FAZ ISSO!!! — Kelvin pede, tentando segurar ele.

— Bora ver se assim você apaga esse fogo que você tem...

— VINÍCIUS, NÃÃÃO...

Ele me joga com tudo na água fria da piscina, caio de costas e afundo, alguns segundos depois volto para cima, puxando o ar, e ouço Kelvin gritar e ele gargalhar.

— IMPERATRIZ!!!! Pega ela agora, seu ogro, olha o que você fez... — Kelvin diz, dando tapas no braço dele, e eu o encaro.

— Fica aí um pouco e vê se quieta esse facho, tentação! — ele diz, calmo, e vira as costas, rindo, e o ódio me sobe à cabeça.

Kelvin corre, pega uma toalha, eu saio da piscina ensopada, ele pergunta se estou bem e digo que sim. Entro dentro de casa e subo para meu quarto, pego o celular, ligo para Vanessa, mando ela ir para o apartamento hoje às 19h e ligo para o Caio, marcando o mesmo horário com ele também.

Entro no banheiro, tomo um banho quente, relaxando o corpo, esfolio a pele com meu creme de baunilha, lavo os cabelos e, quando termino, saio me enxugando. Passo meus cremes de pele, cuido do meu cabelo, seco e faço um babyliss, vou ao closet e coloco uma lingerie branca, um short cintura alta preto, uma blusa social azul-bebê e uma rasteirinha bege, deixo o rosto livre de maquiagem e desço para meu almoço.

Estou descendo as escadas e vejo ele sentado no sofá, mexendo no celular.

— Posso saber o porquê de estar sentado no meu sofá, espalhado desse jeito? Você tem que ficar em pé lá na porta! — digo, enchendo o saco dele.

— Ata, Irene, vou muito ficar em pé duas horas esperando a dondoca se arrumar pra ficar em casa... — diz, ficando de pé e me olhando de cima a baixo, sorrindo debochado.

— Primeiro, dondoca é a senhora sua mãe... segundo, você sabe que vai ter volta, né? E terceiro, não, não vamos ficar em casa, vou precisar sair hoje à noite e você vai comigo.

— Sair? Mas você disse que não íamos sair hoje, nem roupa eu trouxe!

— Não se preocupa com roupa, não vamos a lugar público... — digo, indo rumo à cozinha.

— Então onde vamos? — ele vem atrás de mim, curioso.

— Mais tarde você vê, já almoçou? — ele não responde e eu paro, olho para trás, ele está me olhando com cara de deboche — Responde, Vinícius, já almoçou?

— Não, não almocei.

— Então vem, que vamos almoçar juntos!

— Por que eu tô sentindo que você tá aprontando alguma coisa...

Não digo nada e sento à mesa, começamos a almoçar e conversar sobre o que meus homens que estão na casa da Graça descobriram, sobre a repercussão da morte do Antônio, que, mesmo tendo passado três semanas, ainda é muito forte na mídia. Vinícius fala dos novos seguranças da casa e, assim, o assunto fluiu até o fim do almoço.

O restante da tarde passei olhando uma papelada das fazendas no escritório e meu guarda-costas sentado no sofá, como sempre, por perto.

[...]

Meu guarda costas Histórias para pegar e não largar. Descubra agora