• Boa leitura •
IRENE
Quando ele tirou a roupa, fiquei um pouco chocada com seu tamanho e grossura, mas ele veio e puxou a Vanessa, não consigo acreditar nisso, esse maldito joga ela contra a parede, puxando a bunda dela para ficar empinada, enfia a mão nos cabelos dela, puxando pela raiz enquanto a segura, ele olha para ela e então vira o rosto, me encarando sem tirar os olhos de mim, eu estou ajoelhada na cama, vendo a cena, se eu estivesse armada uma hora dessas, daria um tiro nos dois, o traste provoca ela olhando para o meu corpo e ela geme, quase gritando, o barulho dos corpos deles se chocando fica cada vez mais alto.
— Isso... aaaaa... caralho, que gostoso... assim — a vagabunda se abaixa mais, empinando a bunda para ele, que solta o cabelo dela e segura seu quadril com as duas mãos.
Sinto o Caio beijar minhas costas e o olhar do Vinícius vai para ele com ódio.
— Ei, imperatriz, vem cá... — Caio me abraça por trás, me provocando.
O desgraçado diminui os movimentos, olhando para as mãos do Caio em mim, com raiva nos olhos.
— Deita, Caio... — mando, me virando de frente para ele, ficando de costas para o Vinícius.
— Desgraçada!!! — Vinícius me xinga.
Eu continuo provocando os dois, sentindo o olhar dele sobre mim, até que, poucos segundos depois, sinto alguém me pegando pelo braço e me puxando.
— CHEGA!!! Sai de cima dele agora, vamos embora... acabou essa palhaçada — ele diz, com a voz rouca e muito nervoso, me tirando de perto do Caio.
— ME SOLTA, VINÍCIUS!!! Volta a fazer o que você tava fazendo, vi que estava adorando seu traste... — debocho, batendo nele.
— O que tá fazendo, mano? Larga ela! — Caio levanta, vindo na nossa direção.
— Caio, fica fora disso! — mando, e ele para em pé ao lado da cama.
Vinícius me puxa até o outro lado e pega meu vestido, que está jogado no chão.
— Veste! — me entrega, e vejo sua respiração acelerada, o suor descendo, fico com mais raiva ainda.
— Por quê? Não tava gostando da Vanessa? O que foi? Volta a ficar com ela, porque agora eu entendi, você só não transa comigo, mas as outras você fica sem problemas, né... — digo com ódio e o empurro.
Ele me olha e não me responde, olha para o lado, vendo a Vanessa e o Caio parados perto da cama, observando a nossa discussão.
— Vocês dois podem ir embora — ele diz, voltando a me olhar — E você vai vestir roupa por bem ou por mal?
— O quê... — ele pega meu vestido e passa pela minha cabeça — Me solta, Vinícius! Tá ficando louco? — grito com ele, e ele segura meus braços, passando pelos buracos do vestido à força, descendo a peça pelo meu corpo de qualquer jeito.
Vejo a Vanessa vestindo o vestido dela rápido e o Caio colocando a roupa dele, olhando para o Vinícius como se quisesse matá-lo.
— Irene, quer que a gente saia? — Caio pergunta, preocupado.
— Sim, podem ir! — respondo, sem desviar os olhos do Vinícius.
O traste, tremendo de raiva, não desvia os olhos dos meus, continuo parada no mesmo lugar, em uma guerra silenciosa com ele, a cena dele com a Vanessa não me sai da cabeça. Ele desvia o olhar e vai em direção às suas roupas, começando a se vestir. O Caio vem até mim e pergunta se está tudo bem mesmo, se eu não quero que ele espere na sala, e eu digo que não, que eles podem ir embora, Vinícius para de colocar a roupa quando vê eu conversando com ele e nos encara com a camisa na mão.
Eles saem e me deixam sozinha com ele no quarto. Vinícius termina de se vestir e senta na poltrona, abaixa a cabeça passando as mãos nos cabelos, visto meu sobretudo e os sapatos e vou rumo à saída, ele vem atrás, seguimos para o elevador em silêncio, descemos e entramos no carro.
— Foi isso que você veio fazer aqui aquele dia? — ele pergunta, sentado no volante, e me olha pelo retrovisor.
— Foi, a única diferença era que, no lugar da Vanessa, tava o Luigi... — respondo com raiva, querendo provocá-lo ainda mais.
Ele olha para trás, sem acreditar no que estou falando.
— Você tá me dizendo que aquele dia eu te trouxe pra ficar com dois homens enquanto eu esperava aqui? — questiona, irritado.
— Exatamente! Eles fizeram comigo o que você não quis e não quer fazer... — ele trava a mandíbula, passa a mão na barba, indignado.
— Você... — ele não termina de falar, vira para frente e começa a dar socos no volante — Você é uma piranha, tarada louca, vadia, vagabunda... como você teve coragem de me trazer aqui e ficar com outro na minha frente? — diz, completamente ofegante de raiva.
— Seu cínico... e você que é um frouxo que não assume o que sente, não é capaz de ir embora e me deixar em paz! Eu te mandei embora, Vinícius, demiti você e você não foi... falei o que sinto por você e você sempre deixando claro que não vai ficar comigo e ainda ficou com a Vanessa na minha frente, mesmo sabendo que tenho sentimentos por você — desabafo, descontrolada.
— Sentimentos? Você não sente nada, Irene, você é uma puta sem coração, que é capaz de tudo pra conseguir o que quer... você não sente, sua desgraçada, aquele verme do seu marido tava certo, você não é capaz de amar ninguém...
Ele termina de falar gritando, me deixando em choque, sem reação. Ele fez de novo, ele fez e falou as mesmas coisas daquele dia na casa dele, me doeu do mesmo jeito.
— Vamos embora — digo com a voz mais baixa, sentindo meus olhos encherem d'água.
— Vamos mesmo! — liga o carro e sai sem falar mais nada.
Vou o caminho todo chorando em silêncio e ele calado, dirigindo mais rápido que o normal. Pouco tempo depois, entramos na mansão, não espero ele e saio do carro, indo pra dentro de casa.
— Irene!!! — ouço ele me gritar, mas não paro — Irene, espera...
Ele vem rápido atrás de mim e eu corro, mesmo de salto, escadas acima.
Paro na porta do meu quarto e olho para ele, que está bem perto. Entro e tranco a porta bem a tempo de deixar ele do lado de fora.
— Abre essa porta, vai... — pede, tentando abrir, mas está trancada — Eu sei que peguei pesado, mas não vou te pedir desculpa, olha o que você fez, abre essa merda, Irene...
Ele continua batendo e eu não abro, nem digo nada, minhas lágrimas descem pelos olhos e, na minha mente, vêm flashbacks de tudo que me magoou, o que ele me falou na casa dele, o que o Antônio me disse antes de morrer, ele com a Vanessa e o que me disse no carro.
Estou encostada na porta e vou escorregando até me sentar no chão, chorando de raiva, tristeza e por toda a confusão que ele me causa.
[...]
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Meu guarda costas
FanfictionIrene lá selva uma CEO (diretora executiva) do agro fria e cruel conhece Vinicius em uma tentativa de assassinato. Vinicius Carvana um policial do BOPE um homem tranquilo e que luta pela justiça, após uma tragedia envolvendo sua esposa aceita trabal...
