Capítulo 15

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• Boa leitura •

VINÍCIUS

Sinto uma dor forte no braço, tento me mexer, mas não consigo, acordo ainda tonto de sono, vejo o quarto escuro e me lembro que estou na cama da peste. Olho para o meu braço machucado e vejo que está enfaixado, puxo o outro, mas algo o segura, e, quando olho, vejo ela agarrada em mim, com a cabeça encostada no meu bíceps, seus braços abraçando o meu, ela está de lado, quase de bruços, os cabelos em um coque frouxo, o pijama rosa, de tecido liso, que não cobre nada, de alcinhas finas, mostra o formato dos seus peitos redondos, a blusa está embolada para cima, deixando um pouco da cintura à mostra, as pernas jogadas, mostrando a bunda gostosa, em um sono profundo.

— Não acredito que tô dividindo a cama com você... — digo, já fechando os olhos novamente.

Estou tão cansado, com tanto sono, que apago olhando para ela e só acordo com ela me chamando.

— Ei... acorda, vamos embora — ela diz, calma, com seus dedos no meu rosto, em um carinho bom.

— Que horas são? Aaa... — pergunto, me mexendo, e meu braço dói.

— 05h30 em ponto, cuidado!!! Já avisei meu médico que estamos indo, ele vai estar lá em casa quando chegarmos...

Ela diz, e eu olho para ela, que está de calça jeans azul, regata preta e uma social por cima, os cabelos em um rabo de cavalo e maquiada.

— Você já está arrumada? — pergunto, despertando.

— Sim, e nossas coisas já estão no carro, deixei uma roupa separada para você vestir agora! — ela diz, e vejo a roupa no pé da cama. — Quer ajuda? — ela pergunta, safada, olhando para a minha boca.

— Não, obrigada, pode sair? — peço, calmo.

— Que pena! Te espero lá embaixo — ela diz e sai do quarto.

Me levanto e visto a roupa com dificuldade pela dor, mas consigo, no meio das roupas tem uma tipoia para colocar o braço, e a coloco.

Desço, e ela está mexendo no celular ao lado de uma janela, quando me vê, vem até mim.

— Vamos? — pergunta, pegando a bolsa no sofá.

— Vamos!

Saímos, e o motorista está nos esperando, abro a porta para ela entrar, e seguimos para o aeroporto. Chegamos, passamos pelo processo para embarcar, ela entra e eu estou atrás, seguro na sua coluna, indicando o banco de dois lugares. Ela senta, e me sento do seu lado.

— Sabe do verme do seu marido? — pergunto, olhando para ela, já com raiva só de lembrar do velho nojento.

— Sei sim, já está em Cuiabá. Chegou em casa ontem de madrugada, por volta de 01h, Kelvin disse que ele chegou bêbado e... — ela para no meio da frase e desvia o olhar para as mãos, e eu continuo a encarando.

— E o quê? — incentivo ela a terminar a frase.

— E com 2 mulheres, que foram embora pouco tempo depois! — diz, durona e envergonhada.

— Então ele foi embora mais cedo ontem, te largou sozinha naquele evento para se encontrar com puta? E ainda levou elas para dentro da sua casa? — questiono, incrédulo, não consigo acreditar nisso.

— Você já percebeu que eu e o Antônio não somos um casal de verdade, não é? Ele está comigo porque eu levo os negócios adiante e sei administrar, e eu estou com ele para manter a imagem de esposa troféu e ele levar a culpa por todos os podres que fazemos — responde, fria e sincera.

— É, já notei... mas levar mulheres para dentro da casa onde vocês moram é demais, na minha opinião! — digo, indignado.

— Eu não ligo, acredite! Pouco me importo com o Antônio — ela termina de falar, e a aeronave começa a andar.

Meu guarda costas Histórias para pegar e não largar. Descubra agora