• Boa leitura •
IRENE
Eu corro atirando para trás, a casa está escura e eu penso em entrar no escritório, mas entro na salinha do lado. O safado que vem atrás de mim passa pela porta sem me ver e eu coloco somente a mão para fora, acertando um tiro na cabeça dele. Quando vou sair, vejo o Antônio entrando no escritório e me escondo de novo, a luz da casa volta e tudo fica claro novamente.
— Desgraçado, agora você me paga.
Vou até uma portinha que tem nessa salinha, que dá acesso ao escritório, uma passagem em um dos armários. Quando vou sair, ouço o Antônio falando com alguém.
— Ahhh, chegou quem eu queria... — ele diz, animado.
— Cadê a Irene? — é o Vinícius.
— Eu que pergunto, já que você vive atrás dela, cadê minha querida mulherzinha?
Quando ouço a voz do Vinícius, meu coração dispara. Olho minhas munições e tem somente três balas, vou ter que arriscar.
— Tô aqui.
Digo, saindo de trás da parede com a arma apontada para a cabeça do Antônio, ele fica sem acreditar que estou apontando uma arma para ele.
— Abaixa essa arma, Irene, eu sou seu marido, estou mandando — ele diz, autoritário, mas com um pouco de medo.
— Abaixa você primeiro e tira essa arma da cabeça dele... — mando, e confesso que estou morrendo de medo do Antônio atirar, mas não demonstro.
Olho para o Vinícius rapidamente e volto meu olhar para meu marido.
— Oooh, não! Irene La Selva, você se apaixonou por ele? Depois de tudo que te ensinei, você ainda se apaixonou por esse segurança de merda? — ele diz, rindo da minha cara.
— Você não sabe de nada, Antônio, agora abaixa essa arma... — digo, autoritária, mas muito nervosa pelo medo que me consome por dentro.
— Não? Não sei? Vamos ver então — ele destrava a arma e coloca o dedo no gatilho.
— NÃÃOO... não faz isso, seu desgraçado... — grito, destravando a minha, tremendo em pânico, e dou um passo, chegando mais perto dele.
— Meu Deus, você o ama... você é capaz de amar — ele diz, rindo muito, zombando — Ooh, coitada, você sabe que ele não ama você, não é mesmo, querida? Que por ele você estaria morta e que ele só está cuidando assim de você para matar a Graça e vingar a esposa amada e morta.
Sinto meus olhos se encherem d'água, eu sei que é verdade.
— NÃO FALA DA MINHA MULHER! — Vinícius grita com raiva, e vejo o amor que ele ainda sente pela esposa nos seus olhos, e meu coração sangra.
— CALA A BOCA, SEU MERDA! — Antônio grita, olhando para ele — Viu? Ele nunca vai te amar, Irene, ele ama a falecida, nunca vai te proteger como protegia ela, ele nunca vai ter filhos com você igual teve com ela, nunca vai te chamar de amor igual chamava ela, vocês nunca vão transar igual ele transava com ela porque, com ela, Irene, ele fazia amor e, com você, ele vai só foder... e, se ele quiser, ainda tem essa questão.
— Cala a boca, Antônio — digo e sinto a primeira lágrima descer sem controle. Olho para o Vinícius, confirmando tudo que o Antônio está dizendo.
— Ah, quantos anos não te vejo chorar, imperatriz... você é má, La Selva, você é cruel, fria, egoísta, que só pensa em você mesma... você acha mesmo que ele vai apresentar uma mulher como você para a filhinha dele? — lembro de segunda e não consigo me controlar, começo a chorar de verdade, dessa vez sem controle nenhum das minhas lágrimas.
— CALA A BOCA, ANTÔNIO!!! — grito com ele, e minha visão está embaçada.
— Ele nunca vai te amar, Irene, você sempre vai ser aquela puta do bordel da Tereza que eu casei por dó... você é tão patética, continua sendo aquela menina implorando por amor e atenção, Irene, escuta bem, ELE NUNCA VAI TE AMAR PORQUE NINGUÉM TE AMA!!!!!
Ele grita e eu fecho os olhos, ouço o tiro ecoar pelo ambiente.
[...]
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Meu guarda costas
FanfictionIrene lá selva uma CEO (diretora executiva) do agro fria e cruel conhece Vinicius em uma tentativa de assassinato. Vinicius Carvana um policial do BOPE um homem tranquilo e que luta pela justiça, após uma tragedia envolvendo sua esposa aceita trabal...
