Capítulo 6

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• Boa leitura •

IRENE

A sessão de fotos termina e recebo uma ligação do meu marido, ele está no Rio de Janeiro fechando um negócio com um amigo. Atendo e ele diz que vai ficar mais dois dias por lá, respondo que está tudo bem e que ele pode levar o tempo que precisar, desde que volte com o contrato assinado.

Desligo e olho para o relógio são 10h, a manhã de sexta-feira está linda, com um sol forte iluminando tudo.

Ainda é cedo, então decido aproveitar a piscina. Olho para o meu guarda-costas, parado próximo à porta, e resolvo encontrar um jeito de provocá-lo um pouco, entro em casa com Kelvin e Vinícius vem logo atrás.

— Kelvin, peça para fazerem uma limonada e levarem, junto com um licor Cointreau, para a piscina. — peço, enquanto subo as escadas em direção ao quarto.

Vinícius permanece na porta da sala, olhando alguma coisa no celular.

— Vinícius, vem comigo! — falo mais alto para que ele escute.

Ouço seus passos atrás de mim paro na porta do quarto, olho rapidamente para ele e percebo que está de lado, encarando a parede à frente. Entro, fecho a porta e sigo para o banheiro.

Tomo um banho rápido, sem molhar os cabelos, retiro a maquiagem, deixando a pele limpa, passo perfume e vou até o closet. Escolho um biquíni verde, visto a parte de baixo e, ao pegar a parte de cima, dou um sorrisinho. Coloco o tomara que caia sem amarrá-lo nas costas e seguro a peça sobre os seios com as mãos.

— VINÍCIUS, ME AJUDA!!! — grito para que ele ouça do lado de fora.

Ele pede licença e abre a porta, entra sem olhar diretamente para mim, fecha a porta e, quando se vira, para no mesmo lugar, com os olhos presos em mim por alguns segundos.

— Poderia me ajudar? — pergunto, fingindo inocência.

Ele não responde, percebo que trava uma batalha consigo mesmo.

Viro de costas e olho para ele por cima do ombro, sua respiração parece ficar mais pesada. Ele engole em seco, passa a mão pela barba e se aproxima.

— Licença, madame... — diz, com a voz mais grave.

— Pode ficar à vontade. — respondo, puxando o cabelo para a frente.

Escuto um "peste" quase sussurrado.

— Falou alguma coisa? — pergunto, virando um pouco o rosto para olhá-lo, por causa da diferença de altura.

— Não, madame. — responde de forma seca.

Percebo certa irritação na voz dele e isso acaba arrancando um sorriso meu.

Senti-lo tão perto desperta em mim uma satisfação difícil de explicar. Inclino levemente a cabeça para o lado, deixando a nuca mais exposta. Ele respira fundo e pega as alças do biquíni seus dedos roçam de leve na minha pele, provocando um arrepio que faz meus músculos enrijecerem por um instante. Ele parece notar e interrompe o movimento por um segundo antes de continuar.

— A madame quer um laço ou um nó? — pergunta, ainda com a voz carregada.

"Por que ele está com tanta raiva?" 💭

— Pode ser um laço... — respondo.

Ele termina de amarrar o biquíni.

— Obrigada! — agradeço.

Vou até o closet buscar uma saída de praia quando volto ao quarto, ele já está do lado de fora. Saio e encontro Vinícius ainda mais sério do que de costume. Fecho a porta, passo por ele e sigo em direção à piscina.

Meu guarda costas Histórias para pegar e não largar. Descubra agora