Capítulo 8

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• Boa leitura •

IRENE

05h da manhã

Acordo às 05h com o celular despertando, Antônio está dormindo pesado. Levanto e vou para o banheiro, escovo os dentes e tomo um banho para despertar. Termino o banho, faço meus cuidados corporais, vou até o closet e escolho uma bota preta, uma calça jeans preta do mesmo tom e uma blusa social de botão, vermelho-sangue. Prendo o cabelo em um rabo de cavalo alto, passo uma make leve, coloco um brinco de diamante e desço

Olho no relógio e são 06h04, vejo o Vinicius sentado no sofá da sala, usando um coturno marrom, jeans preto e camisa social azul. Ele me ouve descendo as escadas e se levanta

— Bom dia, madame — diz, seco, me mirando

— Bom dia, Vinicius. Vamos até o escritório, quero falar com você... — passo por ele e seguimos até o escritório, abro a porta e entramos

— O que quer falar? — pergunta, sentando-se no sofá de couro ao lado da porta

— Por que aceitou o emprego? — questiono diretamente, já sabendo a resposta

Vou para a frente dele e me encosto na mesa, cruzando os braços e as pernas. Ele me olha por alguns segundos, como se estivesse decidindo se fala a verdade ou não

— Porque quero descobrir quem comandou aquele tiroteio que matou minha mulher — responde, sincero, me surpreendendo — Mas isso você já sabe...

— Sim, eu sei... E você se afastou da polícia por isso também?

— Também, mas meu maior motivo foi minha filha! Agora, sem a mãe, ela precisa de mim mais perto

— Entendi. Então você se tornou meu segurança para descobrir quem tentou me matar... e quando descobrir quem foi, vai fazer o quê?

— Vou matá-la — responde, curto e grosso, me encarando

— Matá-la? Então você sabe quem é? E é uma mulher, pelo jeito...

— Suspeito!

Permaneço olhando para ele por mais alguns segundos e decido não estender a conversa, dou a volta pela minha mesa

— Está com sua arma? — questiono, sentando-me na cadeira e abrindo a gaveta mais funda

— Sempre estou com ela — afirma

— Ela está registrada no seu nome?

— Sim.

Como eu imaginei, termino de abrir a gaveta e pego duas pistolas, colocando-as sobre a mesa, conferindo se estão carregadas e está tudo certo

— Pega, essas não têm registro — entrego uma das armas a ele

Ele se levanta do sofá e eu não consigo decifrar o que está pensando. Então pega a arma da minha mão, olha, conferindo a numeração da pistola, e percebe que está apagada. Me encara sério, mas não diz nada, apenas coloca a arma na cintura

VINÍCIUS

Não entendo muito bem o questionamento dela, talvez seja somente uma confirmação. Não sei, mas sinto que hoje o dia vai ser pesado, e ela confirma meu pensamento quando enfia a mão debaixo da mesa, pega duas pistolas, verifica se estão carregadas e me entrega uma. Me levanto do sofá, olhando para a arma estendida na minha direção, e eu já sabia que aquela mulher era a vilã dessa história, hoje o dia seria longo

Olho e vejo que não tem número de registro, porque está raspado, não digo nada, quero muito saber o que vai acontecer, então apenas pego a arma e coloco na cintura. Ela pega a dela, coloca na bolsa e saímos do escritório, eu sigo sem dizer nada, quero apenas ver o que o dia reserva para nós

Meu guarda costas Histórias para pegar e não largar. Descubra agora