Capítulo 14

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• Boa leitura •

VINÍCIUS

Enquanto corria com ela no meio da multidão e do tiroteio, matei pelo menos uns 5, mas, no estacionamento, sou atingido por uma bala no braço direito, e a dor me faz gritar, sinto queimar, e eles estão perto, não posso deixar nada acontecer com ela. Chegamos ao carro e a jogo dentro do blindado, trancando o veículo, quando olho para ela através do vidro, vejo dois caras atrás de mim pelo reflexo, estou um pouco curvado e levanto ligeiro o corpo, me virando para eles, o moreno grande está sem arma, mas o branco, mais magro, está com uma pistola, e era ele quem estava atrás da gente no estacionamento e atirou em mim.

— Olha só, nossos dois coelhos!!! — o moreno diz.

— Acho que vamos matar eles em uma cajadada só... — o outro completa.

"Dois? Porque dois coelhos? Eles não querem só a Irene?" 💭 Me questiono, confuso.

— Agora abre o carro e entrega a dama, ela nós vamos levar viva — o maior diz.

— Viva ela chega, agora, intacta não garanto! — o mais magro diz, com cara de safado, e meu ódio só aumenta.

— Vocês querem ela? Então passem por mim primeiro!!! — digo, e o maior não perde tempo, já corre na minha direção.

Ele joga um de direita, e eu abaixo, dando um soco no seu queixo, de baixo para cima, ele tonteia, e eu dou outro soco na costela, ele sente a dor, mas me acerta uma joelhada e um soco na costela também. Ele é maior que eu, acaba sendo mais forte, ele dá dois passos para trás, e eu avanço nele, ameaço dar um soco, então ele se abaixa, mas dou uma joelhada no seu nariz, o pego pela gola, acertando um soco na sua boca.

— Seu filho da puta, vou te matar... — o mais magro chega mais perto e aponta a arma.

Quando vejo que ele vai atirar, me abaixo, e o tiro pega no carro, quero olhar para ver se está tudo bem, mas o safado não para de atirar, e eu puxo o amigo dele, o colocando na minha frente, fazendo de escudo, ele acerta dois tiros no maior, que está desorientado, matando ele.

A arma dele acaba as balas, e ele a joga de lado, avançando em mim, acertando um soco no meu rosto, e eu devolvo, caímos no chão, e eu fico por cima, soco a cara dele, e ele me acerta uma cotovelada na costela, me jogando no chão, desferindo vários socos em mim. Eu o jogo para o lado e seguro seu braço com toda força, o quebrando, ele grita, e eu volto a dar socos nele até ele não reagir mais.

Olho para frente, e vêm vindo mais três, ouço os disparos na nossa direção e corro para dentro do carro, no banco do motorista, e, na hora, sinto o braço doer muito.

— Vinícius!!! Meu Deus, você está machucado... — ela diz, já no banco da frente.

— Coloca o cinto... — mando, e ligo o carro.

Dou ré e sinto que passei por cima de alguma coisa ou alguém, mas não me importo, acelero e saio da fazenda.

[...]

Estamos na estrada de chão, a uns 90 km, e meu braço dói mais a cada segundo.

— Deixa eu dirigir, seu braço está sangrando muito! — ela diz, preocupada, colocando a mão de leve no machucado.

— Vou ficar bem, você se machucou?

— Não, eu estou bem. Você está ficando fraco, para o carro e deixa eu dirigir!

— Não dá para parar agora, eu estou machucado, e, se eles alcançarem a gente, vão pegar você, e eu não vou dar conta de impedir...

Ela me olha por alguns segundos e senta novamente no banco, levanta o vestido até em cima, mostrando as pernas e um pedaço da calcinha.

Meu guarda costas Histórias para pegar e não largar. Descubra agora