Irene lá selva uma CEO (diretora executiva) do agro fria e cruel conhece Vinicius em uma tentativa de assassinato. Vinicius Carvana um policial do BOPE um homem tranquilo e que luta pela justiça, após uma tragedia envolvendo sua esposa aceita trabal...
Acordo mais tarde hoje. O dia de ontem, depois do almoço, foi pesado, tivemos uma invasão em uma das fazendas de produção de drogas, três dos invasores foram mortos e perdi um dos meus, mas tudo foi controlado.
Ainda deitada na cama, lembro daquele abusado do policial. Não acredito que ele me fez esperar até hoje por uma resposta.
Levanto-me e vou tomar um banho de água bem fria. Quando acordo depois das 7h, meu corpo demora mais para reagir e um banho gelado sempre me ajuda. Hoje não molho os cabelos. Termino o banho, passo meu hidratante corporal, perfume e protetor solar para aguentar o sol de Mato Grosso.
Saio do banheiro e Antônio continua dormindo. Vou até o meu closet, visto um top preto, deixando os seios mais evidentes e a barriga totalmente à mostra, uma calça legging também preta e um par de tênis brancos. Prendo o cabelo em um rabo de cavalo e saio do quarto.
Desço para a sala de jantar e encontro meu café da manhã já posto à mesa. Como uma tapioca com requeijão light e peito de peru, acompanhada de uma xícara de café preto, puro.
[...]
Termino meu café e peço que tragam minha garrafinha de água e a toalhinha de treino.
— Bom dia, Imperatriz! Como passou a noite? — Kelvin aparece na sala de jantar, sorridente.
— Bom dia. Foi ótima. Estou indo treinar, qualquer coisa me avisa. — digo, pegando a garrafinha e a toalha que a empregada acabou de trazer.
Chego à academia e meu personal, Erik, já está me esperando. Começamos o treino e, depois de mais ou menos uma hora e meia, Kelvin aparece na porta.
— Imperatriz, o policial chegou. — diz, arqueando as sobrancelhas com um risinho no rosto.
— Estou indo. — respondo, levantando do aparelho.
Bebo um pouco de água, enxugo o suor com a toalha, despeço-me de Erik e sigo em direção à mansão.
No caminho, vejo alguns jardineiros trabalhando. Ramiro está ao lado do carro, conversando e flertando com Kelvin. Assim que me veem, os dois tentam disfarçar, mas não dou a menor atenção.
Entro pela porta e lá está o meu policial gostoso, de costas. Ele está usando coturnos pretos, calça jeans preta e uma camiseta azul. Não pensei que esse homem pudesse ficar ainda mais bonito, mas, pelo visto, consegue.
Sinto uma atração enorme por ele, daquelas que nem sei explicar. Quando se vira na minha direção e me vê, seus olhos me percorrem por um instante, cheios de desejo, mas ele logo disfarça. É bom em esconder o que sente, isso eu já havia percebido.
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— Bom dia, Vinicius! — digo com um sorriso malicioso nos lábios.
VINÍCIUS
Ontem, quando fui embora da mansão, Miguel, um amigo meu da Polícia Civil que está me ajudando na investigação, me ligou para confirmar que o alvo do atentado no restaurante realmente era a madame. Ele também descobriu que ela tinha um possível caso com Marino, um agrônomo envolvido com drogas, mas isso ainda não era certeza. Marino era casado com uma mulher chamada Graça, com quem tinha um filho de 6 anos.
Passei o resto da tarde investigando a vida desse Marino. Ele tinha vários processos nas costas e um mandado de prisão por tráfico, mas, claro, nunca foi preso por causa do dinheiro e da influência que possuía.
Nessa investigação também descobri que Antônio Lá Selva tinha uma rixa antiga com ele e que já o havia ameaçado de morte, mas nada foi provado.
Algum tempo depois, Marino apareceu morto em um dos seus apartamentos, vítima de envenenamento por Phyllobates terribilis, também conhecida como rã-dourada-venenosa, uma toxina extremamente potente. Tudo indica que ele ingeriu o veneno sem saber, misturado ao uísque que estava bebendo.
No apartamento não encontraram uma única digital, nada que pudesse levar ao assassino. As câmeras de segurança estavam desligadas e o carro em que ele chegou foi encontrado queimado em um lugar deserto. Enfim, até hoje não acharam o culpado.
Umas três semanas depois, a fortuna dos Lá Selva cresceu significativamente e, desde então, não parou mais. Uma coincidência curiosa... ou talvez nem tanto.
Quando terminei de reunir todas as informações desse caso, voltei a pensar na proposta da Irene. De início eu não iria aceitar, mas, com tudo o que descobri, alguma coisa me diz que foi aquela maldita quem matou Marino e que a esposa dele, Graça, pode ter sido a mandante do atentado contra a madame no restaurante.
Mas eu ainda não tenho certeza. Para descobrir mais detalhes, decido investigar de perto a vida dela, saber se esse caso com Marino realmente existiu e se foi ela quem o matou. Então resolvo aceitar o trabalho.
Agora estou aqui, na sala da mansão, esperando por ela há uns vinte minutos, já sem paciência, até perceber alguém atrás de mim. Seu perfume inconfundível logo me alcança. Olho para trás e lá está ela, usando uma roupa de academia que desenha cada curva do seu corpo como uma segunda pele. A barriga chapada fica à mostra por causa do top, que valoriza seus seios, os cabelos estão presos em um rabo de cavalo e as bochechas levemente coradas. Na mão, segura uma garrafinha de água. Ela devia estar treinando e, para piorar, a filha da puta é linda até sem maquiagem. É tão pequena, parece tão frágil, a definição perfeita de mulher. Não dá para olhar para ela e não desejá-la.
E esse era um dos motivos pelos quais eu não queria aceitar o trabalho. Essa mulher é uma tentação, e eu sou homem, um homem que está há um mês sem transar, e a merda do meu corpo sempre reage quando a vê. Ela é gostosa e sabe disso, usa isso ao seu favor e sabe fazer muito bem.
Poucos segundos depois volto à realidade e a encaro com uma expressão séria.
— Bom dia, Vinícius! — ela me cumprimenta com um sorrisinho malicioso, estendendo a mão livre.
— Bom dia, madame! — respondo firme, apertando sua mão.
— Qual é a sua resposta? — ela não perde tempo e vai direto ao assunto.
— Eu aceito. Vou ser seu guarda-costas. — digo, olhando para ela e vendo um sorriso satisfeito surgir em seus lábios.
— Ótimo! Vamos acertar os detalhes?
Ela me conduz até o escritório e, chegando lá, acertamos horários e salário. Combinamos que vou trabalhar todos os dias da semana, menos aos domingos, exceto quando houver eventos dos quais ela precise participar ou surgir alguma situação importante. Também colocamos no contrato que, para onde ela for, eu vou junto. Ela pediu exames de sangue e alguns outros exames de rotina, começo amanhã.
— Eu escolho a roupa com que vou trabalhar. — digo, fazendo questão de incluir essa cláusula no contrato.
— Tudo bem, eu gosto do seu estilo. — ela me olha de cima a baixo com um brilho intenso nos olhos.
— Então, até amanhã, às 7h, madame. — digo, levantando-me, e ela faz o mesmo.
— Até amanhã... e não se atrase.
Não vai ser nada fácil trabalhar com essa mulher.
Terminamos a reunião e sigo para casa. Durante o caminho, vou planejando cada passo que darei para desmascarar aquela bandida.