• Boa leitura •
VINÍCIUS
Saio do banho e ouço minha filha conversando com alguém, acho estranho porque a Maria não está, então coloco só uma bermuda e desço as escadas ligeiro.
— Filha, quem tá a... — pergunto, descendo as escadas só de bermuda, e paro quando a vejo. — O QUE TÁ FAZENDO NA MINHA CASA??? — questiono, nervoso, e ela se assusta.
"O que essa mulher tá fazendo na minha casa? Falando com minha filha?" 💭
— Oi... eu... — ela começa a dizer, um pouco sem graça, e eu a interrompo.
— Anahi, sobe para o seu quarto... — falo com minha filha, sem tirar os olhos dela.
— Mas, pai, eu...
— Agora, filha, tô mandando... — olho para minha filha, que me conhece e sabe que estou nervoso.
— Tchau, moça bonita, até depois! — ela diz, acenando, e Irene acena de volta, ainda em silêncio.
Minha filha passa por mim e sobe, e eu termino de descer as escadas, caminhando até ela, e seguro seu braço com força.
— O que você pensa que tá fazendo na minha casa, falando com minha filha? — questiono, com muita raiva.
— Aiiii... eu só vim ver como você está, não mandou uma mensagem, eu tava com saudade... Vinícius, tá me machucando! — diz, com expressão de dor, segurando minha mão, que aperta seu braço, e eu a solto.
— Escuta uma coisa, é a primeira e última vez que vou te falar, fica longe da minha casa e, principalmente, da minha filha, então sai daqui e não volta mais... — exclamo, próximo ao rosto dela, e ela se encolhe um pouco, me olhando assustada.
— Mas por quê? Eu não fiz nada, só vim te ver... — diz, visivelmente chateada.
— Porque você é uma vagabunda, uma assassina cruel e fria, que não tem sentimentos por ninguém, e eu não quero minha filha perto de pessoas como você, ela é só uma criança e nem conhece a maldade do mundo, e você é uma maldade desse mundo... então some da minha frente e nunca mais fale com minha filha!!!
— Vinícius, não fala assim, eu tenho sentimentos, sim, e nunca faria mal à sua filha, nem a você — diz, com os olhos cheios d'água.
— Para mim, você é fria, não tem sentimentos por ninguém, e, por sua causa, minha filha não tem mais mãe, então sai... — pego em seu braço e a arrasto para fora.
— Vinícius, não fala assim comigo! Não faz isso, por favor!
Eu a jogo para fora da minha casa e vejo suas lágrimas descendo pelo seu rosto quando me olha, fecho a porta na cara dela, com a respiração pesada de raiva.
"Como ela teve coragem de vir na minha casa depois de tudo..." 💭 penso, e olho a câmera, vendo ela parada de frente para a porta.
Ela coloca uma mão na barriga e outra na boca, e se curva, chorando, me arrependo um pouco, percebendo que peguei pesado com ela, mas não vou abrir a porta, ela vai entender que com a minha filha ela não pode ter contato, desligo as luzes e deixo ela lá fora.
IRENE
"Meu Deus, como isso dói, por que ele falou assim comigo? Ele me jogou para fora como um cachorro, ele realmente acha que eu faria algum mal com a filha dele..." 💭
Sinto meu braço doer um pouco pelo apertão, não consigo controlar as lágrimas e, depois de tantos anos, estou chorando por alguém que me maltratou, mas, dessa vez, é diferente, dói como um tiro no peito, dói mais que um soco ou um chute na costela, não dói somente o corpo, dói o coração, a alma e a carne. Se amar for isso, eu não quero, se estar apaixonada por alguém dói desse jeito, eu não quero, me recuso a sofrer por alguém desse jeito, vivi uma vida sem amar ninguém, então não vou morrer por isso.
Estou chorando na porta da casa dele, quero gritar, e, por isso, coloquei a mão na boca, vejo as luzes da casa se apagarem, me recomponho, enxugando o rosto, e volto para o carro, fazendo de tudo para manter a pose.
— Está tudo bem, dona Irene? — Ramiro pergunta, abrindo a porta do carro, preocupado.
— Sim, vamos embora daqui.
Ele entra no carro, e vamos embora, vendo a cidade pela janela, e lembro do seu olhar de raiva para mim, ele segurando meu braço com força, me chamando de vagabunda, assassina, e, quando vejo, estou chorando novamente.
Chegamos em casa, e nem percebo, estou encostada no banco, com o olhar perdido, quando ouço o Ramiro abrir a porta.
— Chegamos, Imperatriz! — ele diz, me dando a mão para descer.
Enxugo o rosto e aceito sua ajuda, entro em casa, e o Antônio está na sala.
— Onde você estava, Irene? Saiu correndo e... você estava chorando? — ele se levanta e vem até mim, incrédulo.
— O que você quer, Antônio? — pergunto, e, nesse momento, sou capaz de dar um tiro nele.
— Quero saber onde você estava, você é minha mulher e me deve satisfação! — ele diz, corajoso.
— Não te interessa onde eu estava, e, se eu fosse você, saia da minha frente e não cruzava meu caminho pelos próximos dias — chego mais perto dele, sem desviar o olhar, e ele murcha, me dando espaço para passar.
Eu subo as escadas, quando chego ao meu quarto, tranco a porta, vou andando até chegar na cama e sento, coloco as mãos no rosto e volto a chorar. E assim eu fico, pela primeira vez na vida querendo a morte para escapar da dor.
[...]
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Meu guarda costas
Fiksi PenggemarIrene lá selva uma CEO (diretora executiva) do agro fria e cruel conhece Vinicius em uma tentativa de assassinato. Vinicius Carvana um policial do BOPE um homem tranquilo e que luta pela justiça, após uma tragedia envolvendo sua esposa aceita trabal...
