Capítulo 22

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• Boa leitura •

VINÍCIUS

Três semanas, tem três semanas que essa mulher tá fazendo da minha vida um inferno, ela me chama no quarto só de calcinha e sutiã simplesmente pra perguntar qual roupa fica melhor, toma banho de piscina todo fim de semana com um biquíni pior que o outro e ainda dança na minha frente me olhando, ela geme quando come algo gostoso olhando pra mim e eu falto enlouquecer, a peste já me chamou pra tomar banho com ela, beijando meu pescoço, e eu quase cedi.

E agora eu tô aqui na academia, em mais uma manhã de tortura com essa louca, ela está na minha frente, de quatro no chão, levantando um pesinho com a perna, a bunda empinada está me tirando o juízo, com um macacão short de lycra, com as costas de fora, bem piranha. O macacão é tão grudado que parece uma segunda pele e eu tenho que me esforçar muito pra não ficar olhando.

"CARALHO, IRENE..." 💭

Ela disse que não iríamos sair hoje, então eu vim bem à vontade, de bermuda preta e chinelo, uma camisa de manga curta branca de botão, porque estava cansado de tênis e calça. Ela termina o exercício, tira os pesos das pernas, bebe água e vai para outro aparelho, agora de agachamento, ela coloca 25 de cada lado, que, na minha opinião, é muito para ela.

— Não vai ficar muito pesado isso aí, não? — pergunto, e ela me olha.

— Claro que não, está ótimo! — se posiciona no aparelho e começa a descer e subir lentamente.

Ela sobe e desce umas nove vezes, na décima vejo que está começando a falhar, ela desce de novo e, mesmo vendo que não vai subir, não pede ajuda, então eu corro, paro atrás dela, seguro o peso e ajudo a subir.

— Sabia que tava muito pesado pra você, sua baixinha teimosa... não dá pra diminuir isso, não? — pergunto, sem paciência.

— NÃO! Vou pegar esse peso e terminar minha sessão, e você vai ficar onde está e me ajudar, ANDA...

— Irene, eu sou seu segurança, não seu personal! — exclamo, olhando ela pelo espelho.

— Você é o que eu quiser que você seja e agora você é meu personal e vai me ajudar, então anda, que falta seis pras quinze... — respiro fundo, pedindo paciência ao universo.

— Tá, tá... anda logo então! — me posiciono atrás dela e ela começa a descer e subir.

Na primeira vez está tudo certo, mas na segunda eu olho para baixo e percebo o quanto ela está perto de mim, ela desce de novo e eu travo a respiração, tentando me concentrar no exercício e não no que está acontecendo.

— Porra, sua peste, não faz isso... — digo, sem saber há quanto tempo estou prendendo a respiração.

Ela continua e eu já estou completamente desconcentrado, não solto o aparelho com medo dela se machucar e ela parece perceber exatamente o efeito que está causando em mim. Quando termina, coloco o aparelho no lugar e nem quero saber se ela terminou ou não.

— Precisa fazer isso? — pergunto, irritado comigo mesmo.

— Você sabe que não transo há meses, né? Tô fazendo de tudo pra você me comer, mas você não tá facilitando as coisas pra gente! — diz, se aproximando, e a cada passo que ela dá na minha direção é um para trás que eu fujo dela.

— Já falei que não vamos transar, será que não entende, caralho. — digo, olhando para ela, que está colada em mim.

— Humm, que pena, eu tava doida pra te provocar e ver até onde você aguenta... — ela diz com a voz sexy, passando a mão de leve no meu peito e beijando meu pescoço, me causando arrepios — Mas já que você não vai ceder, vou arrumar alguém para fazer isso...

Meu guarda costas Histórias para pegar e não largar. Descubra agora