Oba oba oba, hoje é quarta-feira e é dia de capítulo.
Estou tão feliz de estar aqui, é muito divertido publicar, ler e interagir online. Eu gostaria de poder abraçar cada um de vocês! Porque é bom demais abrir o aplicativo e descobrir que tenho mais de 14 mil leituras no meu livro... Obrigada, por cada voto, estrelinha, comentário, apoio.
Chega de enrolação. Vamos ao capítulo?
* * * * *
Não vou mentir, estava insegura sim de ficar sozinha com William, mas ele estava me tratando de uma maneira tão diferente, parecia que toda a vontade de pular sobre meus ossos tinha acabado, então só respondi que não queria que ele tivesse trabalho de me levar até minha casa.
Ele me ajudou a entrar no carro, parou de costas para minha janela e ligou para alguém, assentiu umas duas vezes com a cabeça, desligou e entrou do lado do motorista. Abraçou o volante e deu um longo suspiro, "Bella, por favor, coloque o cinto". Ele parecia tão cansado, o cabelo todo sujo estava colado na testa e na orelha, por causa do suor, o pescoço tinha pequenos arranhões, será que foram minhas unhas?, pensei. Os músculos do braço estavam mais rijos e as veias dilatadas, a camisa estava toda suja, apresentava um rasgo aqui e outro ali. Aquilo não tinha solução, teria que jogar fora a camisa. Mas era mais que cansaço, ele estava tenso com alguma coisa.
"William, posso ajudar em alguma coisa? O que aconteceu?".
Ele continuava na mesma posição, como se não tivesse me ouvido e eu resolvi tentar mais uma vez, toquei o braço dele "William, posso fazer alguma coisa?".
"Coloque o cinto", ele parecia sentir uma dor muito grande.
Eu amo dirigir, por isso sempre observo os outros quando estão dirigindo. William, apesar de muito tenso, era um motorista experiente. E mesmo que estivéssemos fedendo, o cheiro do carro funcionava como um calmante, assim como o leve balançar do veículo. Eu estava sentada meio de lado, prestando atenção nele, em como tirava o cabelo dos olhos, a concentração na estrada, o jeito que cantarolava a música que estava tocando no rádio, ele parecia um pouco mais relaxado.
Acordei com um cheiro muito bom, e não estava na minha casa, mas no sofá do apartamento de um homem solteiro. William estava na cozinha e pelo cheiro eu poderia apostar em um risoto, de frango. Levantei e fui em direção ao cheiro. Eu cozinho, e muito bem, então sei que cozinhar só de shorts com um pano de prato jogado sobre o ombro não é nada higiênico, mas olhar o cabelo úmido e as gotas de água nas costas, o peitoral definido, os músculos trabalhando, a barriga seca, definida e perceber que ele estava embalado em um short branco apertado nas coxas era uma visão muito boa.
"Ei, acordou. Pensei em te acordar quando chegamos, mas você parecia tão cansada no carro que te carreguei aqui para cima e esperei você descansar um pouco. Sabia que a fome falaria mais alto. Antes que grite, você está no meu apartamento porque o Alex não achou seguro você ir para sua casa. Pelo que ele falou, tem alguém de olho na sua rua. Vem", pegou minha mão e foi me conduzindo para dentro do apartamento, parou em frente a uma porta, "banho, tem tudo aí. Bom, quase tudo. Eu não recebo mulheres aqui, só minha mãe e minhas irmãs, então... Você se arranja com uma camisa minha?" e abriu outra porta, "aqui, eu sei que é grande, mas está limpa".
"Eu queria ir...", e ele me cortou antes que eu dissesse que preferia de verdade estar na casa do meu avô ou em qualquer outro lugar do que sozinha em um apartamento com ele.
"É, eu sei, também estou morrendo de fome, mas tome um banho primeiro e depois jantamos". Ele parecia um menino feliz, nada do cara grosso que me agarrou duas vezes ou do homem com quem eu estava treinando cerca de uma hora atrás.
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Flor da Pele
Chick-LitTudo o que ela queria era sua família. Tudo o que foi tirado dela foi sua família. Sem seus irmãos, sem o amor do pai, como lutar contra quem quer acabar com sua vida? Para se realizar alguns desejos precisamos lutar e abrir mão de algumas coisas. E...