Mansão Grindelwald 2

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Tom Riddle e seus subordinados pararam em frente à mansão de Grindelwald, a enorme edificação com suas paredes imponentes, agora cobertas por musgo e sinais de abandono. O vento cortante da noite parecia sussurrar segredos do passado entre as árvores retorcidas que cercavam a propriedade. A mansão estava ali, silenciosa, mas ainda poderosa, uma lembrança das ambições de Grindelwald que não chegaram a ser concluídas.

Tom observou o imponente prédio por um momento, seus olhos penetrantes avaliando cada detalhe. O antigo refúgio de Gellert Grindelwald, com sua arquitetura grandiosa e seus jardins que, em outra época, seriam um espetáculo, agora estava em um estado lamentável. Ele quase podia sentir a presença de seu antigo mentor, como se ele ainda estivesse por ali, vigiando as sombras. A nostalgia e a inquietação o envolviam, mas ele não se deixaria dominar por tais sentimentos.

— Bellatrix, Rabastan, Rodolphus... fiquem atentos. — Tom comandou, sua voz baixa e autoritária. Ele não sabia o que encontraria ali, mas sua mente estava afiada como uma lâmina, pronta para cortar qualquer obstáculo que surgisse.

Com um movimento suave de sua varinha, Tom conjurou um feitiço rápido, rompendo as barreiras de proteção que Grindelwald provavelmente havia posto em seu legado. A magia fluiu com uma facilidade assustadora, pois Tom, com sua enorme habilidade, nunca teve dificuldade em atravessar defesas mágicas — muito menos as criadas por alguém que estava morto há tanto tempo. As barreiras caíram sem resistência, como se o próprio local estivesse esperando que ele as rompesse.

Ele deu um passo à frente e, com um gesto, entrou pela porta da mansão. O interior estava envolto em uma escuridão densa, mas não foi a falta de luz que mais impressionou Tom. Era o cheiro de decadência que o atingiu primeiro: o cheiro de madeira apodrecida e poeira empilhada por anos de abandono. O ar estava espesso, quase sufocante, como se a casa tivesse perdido sua alma, mas ainda guardasse vestígios de sua grandeza passada.

Ao entrar, os sons do ambiente eram abafados. Cada passo ecoava nas paredes, mas o silêncio profundo logo engoliu o som. O chão estava coberto por uma camada espessa de poeira, e os móveis estavam quebrados, deteriorados, alguns até virados para o lado. O grande salão onde em outro tempo Grindelwald provavelmente realizava reuniões ou encontros de importância, agora estava em um estado deplorável. As tapeçarias que adornavam as paredes, uma vez magnificentes, estavam rasgadas e desbotadas, e algumas caíam sem vida. O que restava de uma mesa majestosa estava coberta por uma espessa camada de poeira, seus pés quebrados, e as cadeiras ao redor pareciam terem sido deixadas apressadamente.

Tom passou pelos escombros, seus olhos observando cada canto da casa, como se procurasse uma assinatura ou um vestígio que o levasse até a origem do patrono de cervo que aparecerá ali. Cada passo que ele dava parecia mais pesado, não apenas fisicamente, mas emocionalmente. Ele já tinha presenciado muitas cenas de destruição, mas nunca essa, nunca tão próxima de sua própria história.

— A casa está caída. — Rabastan murmurou, a voz reverberando no vazio. — O que estamos procurando aqui, mestre?

— O que quer que tenha deixado aquele patrono, Rabastan. — Tom respondeu sem olhar para ele, seu olhar fixo na velha escada que se erguia para os andares superiores. — E se Grindelwald deixou algo aqui, preciso descobrir o que é.

A atmosfera dentro da mansão era opressiva, como se a própria casa estivesse se fechando em torno deles. Bellatrix observava as sombras, os olhos alertas, enquanto Rodolphus mantinha sua postura de sempre — rigorosa, mas com um toque de apreensão. Eles sabiam que ali poderiam encontrar muito mais do que esperavam, e Tom estava disposto a desvendar todos os segredos escondidos naquela casa, mesmo que isso significasse encarar os fantasmas do passado que tanto o assombravam.

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