Visita

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A caminhada de volta a Hogwarts foi marcada por silêncio e tensão. A Ordem da Fênix, abatida pela frustração de não ter encontrado os comensais e pelas cenas de destruição, entrou pelo portão principal com passos pesados. Harry, no entanto, se manteve calmo, seu rosto exibia uma exaustão convincente. Ele sabia exatamente como agir para manter as suspeitas longe dele.

— Diretor, eu estou muito cansado — Harry disse, aproximando-se de Dumbledore assim que entraram no Salão Principal. Sua voz estava baixa, carregada de um falso tom de cansaço. — Com sua permissão, gostaria de ir para a cama.

Dumbledore o observou por um momento, os olhos azuis brilhando com a satisfação de quem acreditava que seu peão estava firmemente sob controle.

— Claro, meu rapaz. Você fez um grande esforço hoje. Vá descansar. — O diretor assentiu com um leve sorriso.

Harry murmurou algo semelhante a um agradecimento e subiu as escadas, fingindo o peso nos ombros e os passos arrastados. Assim que entrou em seu dormitório na Torre da Grifinória, seu semblante mudou completamente. O cansaço desapareceu, dando lugar a uma determinação tranquila.

Ele fechou a porta e se dirigiu até sua cama com dossel. Puxando as cortinas, Harry apontou a varinha e começou a murmurar palavras em um tom baixo, quase inaudível.

— Speculum Dormiens.

De sua varinha saiu uma névoa prateada que se espalhou pelo interior do dossel antes de desaparecer completamente. A ilusão estava feita. Qualquer um que passasse por ali, mesmo os mais atentos, veria e ouviria Harry dormindo. O feitiço de miragem era perfeito: o som suave de sua respiração, até mesmo os roncos leves que ele às vezes fingia ter, ecoavam do interior da cama.

Ele deu um passo para trás, observando o resultado com um sorriso satisfeito.

— Obrigado, Tom — murmurou para si mesmo, lembrando-se das horas de prática que seu companheiro insistira para que ele fizesse.

Com tudo em ordem, Harry pegou sua capa da invisibilidade e a jogou sobre os ombros, garantindo que a varinha estivesse firme em sua mão.

— Hora de trabalhar. —

Harry saiu sorrateiramente do dormitório, suas passadas tão silenciosas quanto um sussurro. Ele sabia exatamente para onde precisava ir e o que deveria fazer. Mais uma vez, a dupla face que ele construíra tão cuidadosamente estava a seu favor.

Harry deixou Hogwarts sob a proteção da capa da invisibilidade, o que lhe permitiu escapar sem chamar a atenção. Uma vez a uma distância segura, ele retirou a capa e, com um movimento fluido de sua varinha, aplicou um feitiço de glamour sobre si mesmo. Seu cabelo bagunçado ficou mais curto e liso, os óculos desapareceram, e seu rosto assumiu traços mais maduros e menos reconhecíveis. Satisfeito com a transformação, ele aparatou diretamente para o Beco Diagonal.

As ruas estavam movimentadas, mas Harry mantinha um comportamento discreto. Ele caminhava com propósito, entrando na loja de roupas "A Costura Encantada", conhecida por seus produtos enfeitiçados que se ajustavam automaticamente aos corpos de quem os vestisse.

— Boa tarde, senhor. Posso ajudá-lo? — perguntou uma bruxa de meia-idade, com um sorriso profissional.

— Estou procurando roupas para crianças de diferentes idades. Algo prático, confortável e encantado para se ajustar a tamanhos variados. — Harry disse com firmeza, mas de forma cortês.

A vendedora assentiu rapidamente e o conduziu até uma seção específica. Ele escolheu macacões, camisetas, vestidos e roupas de frio, garantindo que fossem de boa qualidade e encantadas com feitiços de durabilidade e autorregulação térmica.

Herdeiro das trevas Histórias para pegar e não largar. Descubra agora