Anos se passaram.
A guerra era agora apenas um capítulo sombrio nos livros de história mágica. A nova era começava a florescer com esperança, e a mansão Gaunt havia dado lugar a um orfanato bruxo, criado por Tom Riddle e Harry Potter, para acolher os pequenos que haviam perdido tudo.
Naquela manhã ensolarada, Tom estava sentado num dos bancos do jardim interno, os olhos acompanhando as crianças brincando sob os encantamentos de proteção. Sua mão repousava sobre a barriga alta e arredondada — nove meses de gestação e ele sentia cada grama daquele peso com intensidade.
— Ugh... — Tom suspirou baixinho, ajeitando-se desconfortável no banco de pedra encantado com almofadas macias. — Esse bebê adora me esmagar a bexiga...
Harry apareceu logo atrás, trazendo uma taça de suco fresco.
— Amor, você viu a felicidade dessas crianças? — disse com um sorriso terno, sentando-se ao lado de Tom e ajeitando uma manta em volta dos ombros dele.
— Sim... — Tom murmurou com os olhos fixos numa criaturinha em especial. — Não consigo parar de pensar no pequeno Peter... Ele é tão fofo, tão gentil... Sempre ajuda os menores, dá comida antes de comer, empresta os brinquedos...
Harry acompanhou o olhar do companheiro. Peter, um garotinho de olhos azuis grandes e cabelo castanho-clarinho, dançava desajeitado com um dos gêmeos Weasley, rindo alto com uma risadinha que aquecia o coração. Mesmo entre tantas crianças, Peter parecia brilhar diferente.
Harry sorriu, sentindo uma onda de carinho o invadir.
— Eu adoraria tê-lo na família... — disse com sinceridade, pousando a mão sobre a barriga de Tom com carinho. — Ele se daria bem com o bebê.
Tom o olhou, surpreso, seus olhos arregalados e brilhando de emoção.
— Sério!? — ele se virou animado, o rosto suavizado pela esperança. — Você está falando sério? Podemos adotá-lo?
— Claro que sim. — Harry riu, puxando-o delicadamente para um abraço, mesmo com a barriga enorme no meio. — Já somos uma família, só vai crescer mais um pouquinho.
Tom enterrou o rosto no pescoço de Harry, fungando.
— Obrigado, baby... Eu sempre quis isso. Uma família, um lar de verdade.
Lá adiante, Peter os observava timidamente, abraçando um ursinho de pelúcia que Harry lhe dera meses antes. O garotinho sorriu de volta.
Naquele instante, com o riso das crianças ecoando pelos jardins, o orfanato cheio de luz, e um bebê quase vindo ao mundo, Tom e Harry souberam:
Eles não estavam apenas reconstruindo o mundo. Eles estavam criando um novo, onde amor era o verdadeiro legado da magia.
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Herdeiro das trevas
Fiksi PenggemarQuando Harry Potter descobre que é a alma gêmea de Tom Riddle, segredos sombrios e traições vêm à tona. Unidos por um vínculo inesperado, eles planejam derrubar Dumbledore, expor mentiras do passado e reivindicar o poder que lhes foi negado. Entre d...
