Medo

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Harry tinha um objetivo claro: fazer Tom experimentar o medo. No entanto, ele não sabia exatamente como fazer isso. Tom, sendo quem era, raramente demonstrava qualquer fraqueza emocional, muito menos algo tão humano quanto o medo. Foi então que uma memória surgiu na mente de Harry: a terceira prova do Torneio Tribruxo. Ele sabia que aquele ambiente seria perfeito para testar o coração do Lorde das Trevas.

Com o plano em mente, Harry foi até o quarto de Tom, onde o encontrou com pincéis e tintas espalhados. Tom estava absorto em seu trabalho, mas ergueu o olhar ao ouvir a porta se abrir.

— Tom, eu preciso voltar. Hoje teremos mais uma reunião dos campeões. — Harry disse casualmente, fingindo estar apressado enquanto entrava no cômodo.

Tom parou por um momento, analisando Harry, antes de sorrir levemente e colocar os pincéis de lado.

— Lembra de todo o plano? — Ele perguntou, levantando-se e cruzando o quarto com passos lentos e calculados. Quando chegou perto de Harry, passou os braços pelo pescoço do companheiro, puxando-o para mais perto.

Harry sentiu o calor do toque de Tom, mas manteve o disfarce. Ele sorriu de lado, tentando esconder sua excitação com o plano que tinha em mente.

— Vocês vão entrar em Hogwarts com glória, Tommy! — Harry respondeu, seu tom cheio de convicção, enquanto segurava a cintura de Tom, aproveitando o momento de proximidade.

Tom inclinou a cabeça, seus olhos azuis examinando o rosto de Harry com intensidade.

— Espero que sim. — Ele murmurou. — Não gosto de falhar.

Harry sabia que essa seria uma oportunidade única. Ele precisava preparar tudo com cuidado para que, no dia seguinte, o "medo" pudesse ser apresentado a Tom de forma visceral e inescapável.

Na manhã seguinte, Harry havia pedido ao elfo doméstico de Tom para ajudar com alguns "ajustes" na Floresta Proibida. Enquanto Tom se preparava para o que achava ser uma missão comum, Harry escondia um sorriso travesso. Ele não sabia exatamente como Tom reagiria, mas estava ansioso para ver o resultado.

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O ar estava pesado no labirinto enquanto Harry corria ao lado de Cedrico. Ambos estavam ofegantes, suas varinhas firmemente em mãos. Eles já haviam superado aranhas gigantes, plantas traiçoeiras e encantos ilusórios. O troféu reluzia à distância, sua luz dourada chamativa entre as folhas escuras e os corredores tortuosos.

— Vamos juntos, Harry? — Cedrico sugeriu, seus olhos brilhando com a empolgação e a honra de dividir a vitória.

Harry assentiu, embora algo no fundo de sua mente o alertasse de que havia algo errado. Eles se aproximaram cautelosamente do troféu, os olhos varrendo os arredores. Mas, antes que qualquer um pudesse fazer um movimento, uma figura emergiu das sombras: Rabicho.

— Avada Kedavra! — Rabicho gritou, sua varinha apontada diretamente para Cedrico.

O raio verde de luz avançou rapidamente, mas Harry, em um reflexo desesperado, empurrou Cedrico para o lado, colocando-se no caminho do feitiço. O feitiço o atingiu em cheio no peito, lançando-o para trás com um grito sufocado.

Cedrico gritou em desespero, sua varinha erguida, mas antes que ele pudesse agir, outra voz surgiu das sombras.

— Crucio! — Tom Riddle saiu do escuro, sua varinha brilhando com poder enquanto a maldição atingia Rabicho em cheio. O corpo de Rabicho se contorceu no chão, gritos agonizantes ecoando pelo labirinto.

Tom correu até Harry, ajoelhando-se ao lado do corpo imóvel. Seu coração parecia prestes a sair pela boca enquanto verificava os sinais vitais de seu companheiro. Harry respirava, mas com dificuldade, os olhos semicerrados.

Herdeiro das trevas Histórias para pegar e não largar. Descubra agora