Mansão Grindelwald 1

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Harry se recostou na poltrona da cabana após responder às perguntas incessantes dos outros campeões. No entanto, mesmo com toda a empolgação e curiosidade ao seu redor, sua mente estava distante. Ele fitava o ovo dourado em suas mãos, mas sua mente voltava à floresta, ao cervo prateado que carregava uma mensagem tão estranha e ao mesmo tempo tão familiar.

Aquele patrono... O cervo. Era o mesmo que ele sempre associara ao pai. Inconfundível. Harry sabia que patronos eram pessoais, reflexos da alma. Não era algo que podia ser facilmente replicado. A possibilidade que surgia em sua mente era absurda, mas ele não conseguia afastá-la.

James Potter poderia estar vivo?

A ideia parecia impossível. Ele testemunhara a lembrança da morte de seus pais através do relato de Dumbledore e das memórias de Voldemort. Ele sabia do sacrifício de sua mãe, sabia que o pai tinha sido o primeiro a cair defendendo-os. E, ainda assim, aquele patrono não saía de sua mente.

Harry apoiou o ovo dourado sobre a mesa e passou as mãos pelo rosto, tentando ordenar seus pensamentos. E se fosse uma armadilha? Dumbledore estava mais sombrio do que nunca, manipulando cada passo que ele dava. Talvez o diretor estivesse tentando mexer com suas emoções, afastá-lo de Tom e enfraquecê-lo.

Mas e se não fosse?

O cervo não era algo qualquer. Era o símbolo do pai que Harry quase não conheceu, e aquele chamado por ajuda parecia desesperado, genuíno. Não era como os joguinhos de Dumbledore. E havia o detalhe que tornava tudo ainda mais confuso: Quem usaria o patrono de James Potter para atraí-lo?

Harry sentiu uma pontada de dor no peito, a velha ferida da ausência dos pais latejando como nunca antes. Ele tentou afastar o pensamento de que aquilo poderia ser verdade, mas a dúvida se alojara em seu coração.

O som de passos do lado de fora da cabana o trouxe de volta à realidade. Ele olhou em direção à porta, mas ninguém entrou. Apenas o vento movimentava as árvores ao redor. Uma coincidência? Ou sua mente pregava peças?

Ele fechou os olhos e inspirou fundo.

— Se for uma armadilha, enfrentarei. Mas se houver uma chance de que ele esteja vivo...

Harry não podia ignorar aquilo. O cervo continuava rondando seus pensamentos, e ele sabia que, mais cedo ou mais tarde, precisaria encontrar a verdade por trás daquela mensagem. Mesmo que isso significasse quebrar todas as regras que o mantinham preso àquele jogo de manipulações.

— James Potter... vivo? — Harry murmurou para si mesmo, a voz mal saindo de sua garganta. Apenas a ideia o fazia se sentir como o menino de 11 anos que via o espelho de Ojesed pela primeira vez.

Ele sabia que precisava agir, mas também sabia que precisava de respostas antes de dar qualquer passo. Com o ovo dourado esquecido sobre a mesa, ele traçou um plano em sua mente, decidido a confrontar o mistério de frente. Se aquilo fosse verdade, seria sua chance de recuperar algo que lhe foi tirado há tanto tempo.

— Tom, você pode me fazer um favor? — Harry chamou mentalmente, segurando o anel em seu dedo.

Morte explicara sobre o vínculo de um "filho" da morte, ter a habilidade de ver e comunicar com almas, ler pensamentos de seu companheiro e ter um laço mental com a Morte e sua alma gêmea.

— Diga. — a voz sonolenta de Tom respondeu. — Como você está falando comigo?

— Lembra do anel que te dei? — Harry perguntou, ouvindo o consentimento de Tom. — Podemos conversar mentalmente por ele.

— Tirei para tomar banho e deixei na bancada. Não estou usando agora. — Tom revirou algo. — Espero que seja importante. Interrompeu meu cochilo matinal na banheira!

Herdeiro das trevas Histórias para pegar e não largar. Descubra agora