No silêncio confortável do escritório, Harry e Tom estavam lado a lado — Tom revisava documentos com expressão concentrada, enquanto Harry folheava um antigo livro sobre feitiços de proteção. A iluminação suave das velas dançava nas paredes, lançando sombras delicadas, e a presença de ambos era tranquila, até ser interrompida por três batidas firmes na porta.
Tom ergueu o olhar, e com um gesto elegante da mão, a porta se abriu lentamente, revelando um homem alto e esguio, de pele extremamente pálida e olhos prateados que brilhavam com uma intensidade predatória. Seu sorriso se abriu de forma maliciosa ao fitar Tom.
— Oh... — murmurou o vampiro, com a voz arrastada e sedutora. — Eu não esperava que o tão temido Lorde das Trevas fosse tão... atraente.
Tom arqueou uma sobrancelha, claramente acostumado com adulações, mas não incentivando-as. Já Harry, sentado à mesa, fechou o livro com um estalo seco, os olhos verdes se estreitando em um claro aviso.
O sorriso do vampiro se ampliou ainda mais ao notar o jovem Potter, e ele deslizou alguns passos para dentro do escritório, como se tivesse todo o direito de estar ali.
— E você deve ser o famoso Harry Potter... — disse, a voz escorrendo charme venenoso. — Interessante... a joia do Lorde...
Antes que Tom pudesse dizer qualquer coisa, Harry se levantou de forma abrupta, sua expressão transformada por um ciúmes evidente. Ele avançou dois passos, ficando entre o vampiro e Tom.
— E comprometido, sanguessuga. — Harry rosnou, sua voz baixa, carregada de ameaça.
O sorriso do vampiro vacilou por um breve segundo, antes de ele erguer as mãos num gesto teatral de rendição.
— Que intensidade... — murmurou, divertindo-se. — Que bela alma possessiva você tem, jovem Potter. Encantador.
Tom, por sua vez, observava a cena com um misto de exasperação e diversão. Ele se inclinou para o lado, apoiando o queixo na mão.
— Ele não costuma compartilhar bem, como pode ver. — comentou calmamente. — Portanto, sugiro que vá direto ao assunto... antes que eu o deixe realmente com sede.
O vampiro engoliu seco, percebendo que já havia ultrapassado uma linha. Ele recuou um passo, ainda sorrindo, mas agora com uma pitada de respeito.
— Claro, Lorde... vim apenas relatar que os clãs do norte já chegaram e aguardam suas ordens.
Tom assentiu uma única vez, e então indicou a porta.
— Bom. Agora vá. E mantenha os olhos longe do que é meu.
Harry cruzou os braços, triunfante, observando o vampiro se retirar.
Assim que a porta se fechou, Tom estendeu a mão, puxando Harry pela cintura e o fazendo sentar-se em seu colo com naturalidade.
— Ciumento, baby? — ele sussurrou, mordiscando suavemente a orelha de Harry.
— Muito. — Harry murmurou, sem remorso, e o beijou como se reafirmasse sua posse.
O gemido de prazer de Tom ainda vibrava no ar enquanto os braços fortes de Harry o envolviam, erguendo-o sem esforço da mesa. As pernas do homem mais velho instintivamente se enrolavam na cintura de Harry, seu corpo ainda formigando com a intensidade do ato sexual. Harry riu da reação de Tom, seus olhos brilhando de travessura e afeição enquanto olhava para o amante.
— Uma noite quente de pré-guerra, bonitão? —, provocou Harry, com a voz baixa e brincalhona.
A comparação era pertinente, pois naquele momento Tom se sentiu transportado para uma era passada de glamour e paixão, uma época em que tais encontros íntimos eram a epítome do romance e do desejo. E enquanto Harry o carregava em direção à cama macia de dossel, Tom sabia que teria mais uma noite inesquecível nos braços de seu alfa cativante.
Com o corpo forte de Harry o sustentando, Tom sentiu uma sensação de leveza, como se estivesse flutuando no ar. As mãos do homem mais velho percorreram as costas de Harry, os dedos cravando-se na carne musculosa enquanto ele se arqueava a cada passo. O chão acarpetado abafava seus passos, mas a expectativa era palpável, uma tensão elétrica zumbindo no ar enquanto cruzavam a soleira da porta do quarto. Enquanto Harry deitava Tom sobre o edredom macio de veludo, os olhos do homem mais velho se fixaram nos de seu amante, uma centelha de desejo insaciável acendendo em suas profundezas. Os dedos de Tom dançaram sobre o peito de Harry, traçando os contornos definidos de músculos e ossos, mapeando cada centímetro do corpo do alfa como se o guardasse na memória. As mãos de Harry deslizaram pelas laterais de Tom, agarrando seus quadris possessivamente enquanto o empurrava para cima. A posição permitiu uma penetração ainda mais profunda, e Harry não hesitou em aproveitar, afundando-se no calor acolhedor de Tom com um gemido baixo de prazer. Seus corpos se moviam em sincronia, um balé sensual de estocadas e contra-estocadas, cada estocada um testemunho da paixão ardente que ardia entre eles. O suor brilhava em suas peles, misturando-se ao aroma inebriante de sexo e almíscar que enchia o ar. Os gemidos de Tom ficaram mais altos, mais desesperados, enquanto ele envolvia as pernas em volta da cintura de Harry, puxando-o mais fundo a cada estocada. As costas do homem mais velho arquearam-se, a cabeça jogada para trás em abandono, enquanto ele se rendia ao ritmo primitivo do ato sexual. O quarto ecoava com o bater de pele contra pele, uma sinfonia obscena que só servia para aumentar a excitação. As mãos de Harry percorreram o corpo de Tom, beliscando e beliscando os mamilos sensíveis, enquanto seus dentes mordiscavam a pele macia do pescoço do amante. As mãos de Tom voaram para os ombros de Harry, as unhas cravando-se nos músculos enquanto ele tentava se controlar contra o prazer avassalador que ameaçava consumi-lo. Com um grunhido de pura luxúria, Harry estendeu a mão entre seus corpos tensos para agarrar o pênis pulsante de Tom, suas estocadas ásperas e urgentes enquanto os acariciava em direção à beira do êxtase. O clímax deles se construiu em conjunto, uma tempestade compartilhada de desejo que finalmente se rompeu em uma onda de libertação. Com um grito rouco, eles gozaram, seus orgasmos os atingindo em um frenesi de calor pulsante e prazer pulsante.
Tom se aconchegou nos lençóis ainda ligeiramente bagunçados, um suspiro longo escapando por seus lábios. Com um movimento preguiçoso da mão, ele limpou a cama com magia, desfazendo qualquer vestígio da intensidade que haviam compartilhado. A magia foi suave, quase silenciosa, como um suspiro da própria casa se ajustando ao descanso que viria a seguir.
Virando-se de lado, ele deslizou o braço em torno do corpo quente de Harry, puxando-o contra seu peito. Seus dedos traçaram linhas invisíveis nas costas do companheiro, como se quisesse decorar cada detalhe do momento.
— Porra... — murmurou, com um sorriso cansado. — Eu tava tão estressado...
Ele encostou o rosto no pescoço de Harry, fechando os olhos por um instante, como se ali encontrasse o mundo inteiro.
— Obrigado, amor... você me relaxou. — completou, apertando o abraço, deixando o peso das responsabilidades escorrer para longe, ainda que por um breve instante.
Harry apenas sorriu, aconchegando-se também, em silêncio, como se aquele momento valesse mais do que mil palavras.
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Herdeiro das trevas
FanfictionQuando Harry Potter descobre que é a alma gêmea de Tom Riddle, segredos sombrios e traições vêm à tona. Unidos por um vínculo inesperado, eles planejam derrubar Dumbledore, expor mentiras do passado e reivindicar o poder que lhes foi negado. Entre d...
