Brilho

2.3K 252 28
                                        

James Potter estava deitado na cama, seu rosto pálido contrastando com os cabelos bagunçados. Ele parecia frágil, um fantasma do homem que fora. As cicatrizes em seus braços e pescoço eram um lembrete silencioso dos horrores que havia enfrentado. O quarto estava silencioso, exceto pela respiração irregular de James e o som suave do vento do lado de fora.

Ao lado da cama, Tom Riddle estava sentado em uma cadeira, os ombros tensos e o rosto visivelmente cansado. Havia suor em sua testa, e seus olhos demonstravam um esgotamento que ele raramente deixava transparecer. Seus dedos ainda tremiam levemente, resquícios do esforço mágico monumental que ele havia realizado.

— Consegui... — Tom começou, sua voz baixa e rouca, como se cada palavra fosse um esforço. Ele olhou para Severus, que permanecia parado ao lado da cama, claramente dividido entre a preocupação por James e a súbita admiração pelo que Tom havia feito. — Consegui remover as amarras do núcleo dele.

Os olhos de Tom encontraram os de Severus por um breve momento, antes de se desviar para Lucius, que estava próximo à porta, tentando absorver tudo o que acontecia.

— Vocês poderiam... — Tom respirou fundo, a exaustão claramente tomando conta de seu corpo. Ele parecia à beira do colapso, mas ainda tentou manter a postura. — Chamar Harry? Ele precisa estar aqui...

Antes que alguém pudesse responder, Tom Riddle, o temido Lorde das Trevas, finalmente sucumbiu ao cansaço. Seu corpo caiu suavemente contra o encosto da cadeira, os olhos se fechando enquanto ele desmaiava de pura exaustão.

O silêncio no quarto era quase palpável. Severus se moveu rapidamente, instintivamente verificando o pulso de Tom. Ele estava vivo, mas claramente precisaria de descanso. Lucius, que mantinha sua compostura típica, aproximou-se para ajudar.

— Eu cuidarei dele. — Lucius disse, pegando Tom nos braços com cuidado, mas com firmeza. Ele olhou para Severus antes de sair do quarto. — Você cuida de James, e eu avisarei Harry.

Severus assentiu, voltando sua atenção para James, que agora parecia um pouco mais relaxado, embora ainda inconsciente. Ele mal podia acreditar no que havia testemunhado. Tom, seu arqui-inimigo de anos atrás, dedicara sua magia e energia para salvar o homem que Severus amava. Havia mais perguntas do que respostas, mas, no momento, nada disso importava.

James estava ali, vivo, e Harry precisava saber disso.

Harry estava sentado na sala comunal da Grifinória, aproveitando seu café da tarde. Havia uma xícara de chá fumegante ao seu lado e uma fatia de torta de maçã, mas sua mente estava distante, presa nos mistérios que rondavam sua vida ultimamente. Ele se serviu de mais uma colherada quando um patrono em forma de cobra surgiu diante dele, deslizando pelo ar com elegância.

A voz fria e autoritária de Lucius Malfoy ecoou pela sala:
— Potter, venha imediatamente. Seu pai está na mansão.

A xícara caiu das mãos de Harry, quebrando-se no chão. Ele se levantou em um salto, o coração disparado. Por um momento, ele ficou paralisado, processando aquelas palavras. Seu pai... James Potter... vivo?

Sem perder mais um segundo, Harry correu até a Sala Precisa. A porta surgiu diante dele no momento em que chegou, já sabendo onde ele precisava estar. Ao entrar, encontrou o ambiente se transformando na familiar sala de transporte que ele usava para se conectar com a mansão de Tom.

— Me leve até ele, agora! — Harry sussurrou, e a sala o obedeceu. Ele aparatou diretamente na entrada da mansão.

Assim que chegou, não perdeu tempo. As portas da mansão se abriram magicamente diante dele, e Harry subiu os degraus correndo. Seus passos ecoavam pelos corredores, enquanto ele seguia as vozes e a aura mágica que o guiavam.

Herdeiro das trevas Histórias para pegar e não largar. Descubra agora