Fogo

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Harry estava encostado na mesa de madeira escura do escritório, os braços cruzados sobre o peito enquanto seus olhos seguiam cada movimento de Tom. Desde que chegara ali, o Lorde das Trevas não lhe dera nem um mísero beijo. Nenhuma carícia, nenhum olhar mais demorado. Apenas ordens, planos e estratégias para a guerra.

E aquilo estava começando a deixá-lo louco.

O mês sem contato já tinha sido uma tortura. Correspondências formais, informações trocadas por meio de mensageiros e nenhuma oportunidade para estarem juntos de verdade. Agora que finalmente estava ali, bem diante de Tom, tudo o que queria era agarrá-lo, mas o maldito homem estava ocupado demais andando de um lado para o outro, franzindo a testa enquanto fazia cálculos silenciosos em sua mente brilhante.

Harry passou a língua pelos lábios, sentindo o fogo crescendo dentro de si. Algo quase primitivo, um desejo que parecia ter sido acumulado por tempo demais.

Ele deslizou os olhos por Tom, observando o jeito como seu corpo esguio se movia. O Lorde das Trevas estava vestindo apenas uma camisa social fina, ligeiramente aberta no colarinho, e uma calça escura perfeitamente ajustada à sua cintura. Os cabelos negros estavam um pouco bagunçados de tanto ele passar as mãos pelos fios enquanto pensava, e isso só o deixava mais tentador.

Merlin, ele precisava de um beijo. Precisava do toque de Tom. Agora.

A paciência de Harry estava se esgotando rapidamente. Ele estreitou os olhos, decidindo que não iria mais tolerar ser ignorado daquela forma.

— Você vai continuar me ignorando, Tom? — Harry perguntou, a voz levemente rouca.

Tom parou de andar, finalmente olhando para ele. Seu olhar afiado percorreu o corpo de Harry, demorando-se em sua expressão determinada.

— Estou ocupado, Harry.

— E eu estou carente. — Harry deu um passo à frente, um sorriso travesso nos lábios. — Um mês sem contato, e agora você nem ao menos me dá um beijinho?

Tom arqueou uma sobrancelha, mas antes que pudesse responder, Harry cruzou o espaço entre eles, segurando-o pelo colarinho e puxando-o para perto.

— Você pode planejar a guerra o quanto quiser, mas eu não vou permitir que você continue me deixando de lado.

E sem dar tempo para Tom reagir, Harry o beijou com toda a fome que sentia.

Tom afastou-se ligeiramente, os olhos arregalados e as bochechas tingidas de um leve rubor.

— É sério, Harry — disse, tentando recuperar o fôlego. — Nada pode dar errado nessa guerra! Eu preciso me concentrar!

Mas sua voz perdeu firmeza quando sentiu os lábios de Harry deslizando para seu pescoço, quentes e exigentes. O toque macio virou um beijo aberto, e então Harry sugou sua pele com força, arrancando-lhe um suspiro involuntário.

Tom sentiu sua mente vacilar. Ele era o Lorde das Trevas, a pessoa mais temida do mundo bruxo, mas naquele momento, naquele escritório, nas mãos de Harry Potter, ele não passava de um homem completamente vulnerável.

— H-Harry... — tentou protestar, mas sua voz saiu mais como um gemido contido quando Harry mordeu de leve o ponto sensível logo abaixo de sua mandíbula.

O corpo de Tom reagiu antes mesmo que sua mente pudesse formular um pensamento coerente. Seus dedos se fecharam nos ombros de Harry, mas ao invés de afastá-lo, apenas o puxaram para mais perto.

— Você precisa relaxar, meu amor — Harry sussurrou contra sua pele, deixando um rastro de beijos até sua clavícula. — O mundo não vai acabar se você tirar um tempo para mim.

Herdeiro das trevas Histórias para pegar e não largar. Descubra agora