A Guerra

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Durante todo o mês, Harry e Draco trabalharam incansavelmente, estudando cada centímetro da estrutura mágica que envolvia Hogwarts. As noites eram preenchidas por feitiços de rastreamento, leitura de livros antigos e análises minuciosas das camadas de proteção colocadas pelos fundadores, reforçadas ao longo dos séculos. A cada falha descoberta — uma rachadura no encantamento da torre oeste, uma brecha de entrada pelos túneis antigos da masmorra, um ponto cego nas proteções do Salão Comunal da Lufa-Lufa — eles documentavam com precisão e enviavam diretamente para Tom.

Agora, Hogwarts estava prestes a ver o peso da guerra cair sobre seus ombros.

A Sala Precisa, transformada num grande salão estratégico, reunia todos os Comensais da Morte, lobisomens, vampiros e aliados mágicos vindos de várias partes do mundo. A tensão era palpável, mas também o fervor da causa. Eles sabiam por quê estavam lutando. E sabiam por quem.

Um feitiço coletivo de transporte ativou-se com o aceno de Tom. Em segundos, todos os aliados da escuridão foram transportados para dentro de Hogwarts.

O Salão Principal tremeu.

Morcegos começaram a voar pelo teto enfeitiçado, obscurecendo a falsa imagem do céu. O chão estremeceu como se protestasse contra a invasão, mas eram apenas os passos pesados dos gigantes vindos de Saint Gustavo, que adentravam pelas laterais com força bruta, quebrando as antigas colunas de pedra mágica.

A atmosfera mudou. O ar ficou mais denso.

Dumbledore, no centro do Salão, levantou a varinha, os olhos fixos na ameaça que se formava diante dele. Ao seu redor, os membros da Ordem da Fênix apareceram um a um, organizando-se em uma linha defensiva. Minerva McGonagall com os olhos ferozes, Kingsley empunhando a varinha como um escudo, Remus entre os bruxos da resistência, pronto para enfrentar os de sua própria espécie se necessário.

— Formação de defesa! — gritou Dumbledore, sua voz ecoando pelo Salão.

O brilho azul da proteção conjurada por ele ergueu-se rapidamente, envolvendo os membros da Ordem num escudo vibrante, enquanto o olhar do diretor procurava freneticamente por Harry entre os invasores.

Mas Harry já havia se posicionado ao lado de Tom, sua expressão séria, a varinha firme na mão. Draco logo atrás, seguido por Bellatrix, cujo sorriso de loucura reluzia com a antecipação do caos.

Do alto do tablado, Tom Riddle — o verdadeiro rosto de Voldemort — ergueu o queixo.

— Comecem.

E a guerra pela verdade começou com o som seco do primeiro feitiço cruzando o ar.
O Salão Principal era agora um campo de guerra.

Assim que Tom deu a ordem, os morcegos que giravam em espirais sobre o teto encantado começaram a descer em um turbilhão de asas e sombras. No ar, seus corpos tremeram e se expandiram — o estalo da carne transformando-se em ossos e músculos foi quase audível. As asas encolheram, os rostos se definiram, e, um por um, os vampiros do norte surgiram, seus olhos carmesim brilhando na penumbra, os dentes à mostra e as vestes negras ondulando como espectros antigos.

Do lado oposto, os gigantes de Saint Gustavo irromperam pelos portões do salão com fúria contida. Seus pés enormes esmagavam bancos e mesas, seus braços derrubavam pilares, a pedra mágica de Hogwarts se despedaçando sob a força dos colossos. Cada passo deles ecoava como um trovão, e o chão tremia como se o castelo tentasse resistir à invasão.

Feitiços começaram a voar em todas as direções. O som de gritos e explosões se misturava ao barulho ensurdecedor de magia chocando-se contra magia. Raios de luz verde, azul, vermelha e dourada cruzavam o ar como meteoros em meio a uma tempestade arcana.

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