O ataque

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A manhã nasceu fria e nebulosa, um prenúncio do terror que estava por vir. Hogsmeade, o pacato vilarejo mágico, ainda estava em silêncio, com seus moradores começando suas rotinas tranquilas. Porém, a paz foi interrompida bruscamente quando um estampido ensurdecedor ecoou pelas ruas.

Tom Riddle, cercado por seus comensais, aparataram no centro do vilarejo. Ele estava imponente, vestido em sua capa negra, os olhos brilhando com uma frieza quase insuportável. Ao seu lado, Bellatrix Lestrange já empunhava sua varinha com um sorriso maníaco no rosto, pronta para o caos.

— Não deixem nada de pé. — Tom ordenou, a voz calma, mas carregada de autoridade.

Os comensais se espalharam rapidamente, lançando feitiços explosivos que destruíam tudo em seu caminho. Casas começaram a pegar fogo, suas chamas dançando de forma sinistra contra o céu cinzento. Lojas foram saqueadas e destruídas, enquanto os moradores corriam em pânico pelas ruas.

Bellatrix liderava um grupo, gargalhando enquanto disparava feitiços em todas as direções.

— Crucio! — Ela gritou, acertando um homem que tentava proteger sua família. Ele caiu no chão, contorcendo-se de dor, enquanto sua esposa puxava os filhos para longe.

— Vá. — Bellatrix disse, olhando para a mulher. — Crianças e grávidas estão livres. Não sou um monstro completo. — Ela riu, o sarcasmo em sua voz era cortante.

Enquanto isso, Lucius Malfoy e Severus Snape avançavam pelas lojas. Lucius, com sua usual elegância, destruía vitrines com feitiços precisos, enquanto Severus mantinha um olhar atento, garantindo que nenhum morador tentasse resistir.

No centro do vilarejo, Tom permanecia parado, observando o caos com um olhar impassível. Ele ergueu sua varinha e conjurou uma serpente gigante de fogo que rastejava pelas ruas, destruindo tudo em seu caminho.

— Vocês ousaram se aliar a Dumbledore, e esta é a consequência. — Ele murmurou, mais para si mesmo, enquanto observava a destruição que havia orquestrado.

Uma bruxa tentou confrontá-lo, erguendo sua varinha com as mãos trêmulas.

— Não permitirei que você destrua tudo o que temos!

Tom virou-se para ela lentamente, os olhos vermelhos brilhando.

— Então morra com sua determinação. Avada Kedavra.

A mulher caiu instantaneamente, sua varinha rolando para longe. Tom não demonstrou remorso; para ele, aquilo era necessário.

Apesar do caos, as ordens de Tom eram claras: mulheres grávidas e crianças não seriam tocadas. Alguns moradores aproveitaram isso para fugir, carregando os pequenos em seus braços, enquanto os comensais focavam nos homens e nos jovens adultos que tentavam resistir.

Narcisa Malfoy, em contraste com Bellatrix, parecia mais contida. Ela caminhava pelas ruas com calma, assegurando-se de que os inocentes que Tom havia poupado realmente tivessem uma chance de escapar.

— Não há honra em matar quem não pode lutar. — Ela murmurou para si mesma, desviando o olhar de um corpo caído no chão.

Ao final da manhã, Hogsmeade estava irreconhecível. A maioria das casas e lojas haviam sido reduzidas a escombros. O cheiro de fumaça e magia pairava no ar, misturado aos gritos e gemidos dos feridos.

Tom reuniu seus comensais no centro do vilarejo, seus olhos avaliando o cenário com uma satisfação fria.

— Eles entenderão que não podem nos desafiar. E Dumbledore saberá que seus esforços são inúteis.

Bellatrix ainda sorria, seu rosto sujo de fuligem.

— Foi perfeito, meu senhor. Eles nunca esquecerão este dia.

Herdeiro das trevas Histórias para pegar e não largar. Descubra agora