capítulo 11.

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A manhã estava tranquila na mansão. Tom estava no escritório, revisando alguns documentos importantes, enquanto eu aproveitava o sofá da sala, com um livro nas mãos. O som suave da música ambiente preenchia o espaço, criando uma atmosfera calma.

De repente, o meu celular vibrou em cima da mesa de centro. Eu estendi a mão e viu o nome de Ana na tela. Sua expressão ficou surpresa, mas eu atendi rapidamente.

CALL ON !

— Ana? Oi! — eu disse, com um tom de surpresa e um pouco de apreensão.

Ana — Bianca... — A voz de Ana soava fraca, quase como um sussurro, e havia uma clara emoção ali. — "Eu... eu preciso de você. Você pode vir até a minha casa?"


Eu franzi a testa, sentindo o peso nas palavras da Ana.


— Claro que eu posso, Ana. Me espera, eu já estou indo. — A resposta foi instantânea e cheia de preocupação.


Ana suspirou do outro lado da linha, parecendo um pouco aliviada.


Ana — Obrigada, Bianca... de verdade.

— Sempre que precisar, tá? Já estou saindo.

CALL OFF !


Assim que a ligação foi encerrada, eu me levanto rapidamente e foi até o escritório, onde encontrou Tom sentado atrás da mesa, os olhos fixos na tela do computador. Ele olhou para cima quando sentiu sua presença.

Tom — O que aconteceu? — Ele perguntou imediatamente ao me ver com a expressão séria.

Bianca — Ana ligou pra mim. Ela estava chorando... parecia tão desesperada. Disse que precisava de mim.

Tom franziu a testa, sua preocupação evidente. Ele sempre se manteve atento a tudo que me envolvia, e isso não seria diferente.

Tom — Você vai até lá agora?

Bianca — Sim. Ela precisa de mim, Tom. Não posso ignorar isso.

Ele ficou em silêncio por um momento, estudando o meu rosto. Depois, levantou-se e foi até mim, colocando as mãos em meus ombros.

Tom — Tudo bem. Mas, por favor, me avisa se precisar de qualquer coisa, ok? Vou ficar aqui esperando você voltar.

Eu sorri, tocando levemente o rosto dele.

Bianca — Obrigada, meu anjo.

Tom me puxou para um abraço apertado, plantando um beijo em minha testa antes de me soltar.

Tom — Vai. E cuida bem da sua amiga.

Eu assenti e, com isso, saí da mansão, pegando o carro para ir até a casa de Ana.

= QUEBRA DE TEMPO =


O caminho foi relativamente tranquilo, mas a minha mente estava cheia de pensamentos. Eu sabia que Ana vinha enfrentando dificuldades ultimamente, mas não esperava que chegasse ao ponto de receber uma ligação como aquela.

Ao chegar à casa de Ana, eu estaciono e fui até a porta. Antes que pudesse bater, a porta se abriu, revelando Ana com os olhos inchados de tanto chorar.

Bianca — Ana... — eu disse suavemente, abrindo os braços para a mesma.

Ana caiu no meu abraço, as lágrimas voltando com força total.

Ana — Obrigada por vir... — Ana disse, soluçando levemente.

Bianca — Claro que eu viria. Vamos entrar, me conta o que está acontecendo.

Eu guio Ana de volta para a sala e a fiz sentar no sofá, enquanto pegava um copo d’água para ela. Ana bebeu um gole, tentando se acalmar, mas ainda parecia à beira de um colapso.

Bianca — Agora me conta, Ana. O que aconteceu?

Ana hesitou, olhando para o copo em suas mãos. Finalmente, depois de alguns segundos, ela começou a falar:

Ana — Eu... eu fiz um teste de gravidez ontem.

Eu arregalo os olhos, claramente pega de surpresa.

Bianca — E... deu positivo?

Ana assentiu lentamente, uma nova onda de lágrimas escorrendo por seu rosto.

Ana — E o pai é o... Javon.

Eu senti um misto de emoções. Por um lado, estava preocupada com Ana; por outro, a menção de Javon trouxe de volta memórias nada agradáveis.

Bianca — Ana... eu nem sei o que dizer. Mas estou aqui, ok? O que você precisa agora?

Ana — Eu não sei, Bianca! — Ana explodiu, enterrando o rosto nas mãos. — Eu não sei o que fazer. Eu não sei se consigo ser mãe. E o Javon... ele nem sabe ainda.

Eu respiro fundo, puxando a mesma para outro abraço.

Bianca — Olha, Ana, eu sei que isso parece impossível agora, mas você não está sozinha. Você tem a mim. E, independentemente do que aconteça com o Javon, você vai conseguir passar por isso.

Ana soluçou contra o meu ombro, mas pareceu se acalmar um pouco.

Ana — Obrigada, Bianca... Eu não mereço sua amizade depois de tudo que fiz.

Bianca — Para com isso. O que importa é o agora, tá? Vamos resolver isso juntas.

Nós duas ficaremos em silêncio por alguns minutos, apenas compartilhando o momento. Finalmente, Ana suspirou profundamente.

Ana — Acha que o Tom vai ficar bravo comigo por ter te chamado?

Eu ri levemente, tentando aliviar o clima.

Bianca — O Tom? Ele sabe que eu sou teimosa e não deixaria de vir. Mas, sério, Ana, ele quer o meu bem, e isso inclui ajudar quem eu amo.

Ana assentiu, enxugando os olhos mais uma vez.

Ana — Você é boa demais, Bianca.

Bianca — Eu só faço o que acho certo. Agora, vamos comer alguma coisa e tentar pensar no próximo passo, ok?

Ana deu um pequeno sorriso, o primeiro desde que eu cheguei.

Ana— Ok.

~ AUTORA ON ~

E assim, as duas começaram a colocar a conversa em dia, reconstruindo a amizade que já tinha enfrentado tantas provações. Enquanto isso, na mansão, Tom esperava pacientemente pelo retorno de sua "anjo", com a certeza de que ela estava fazendo exatamente o que era certo.

◇Diferenças◇Histórias para pegar e não largar. Descubra agora