capítulo 45.

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A casa estava estranhamente silenciosa desde que Ana partiu

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A casa estava estranhamente silenciosa desde que Ana partiu.

Não que eu não soubesse lidar com o silêncio, mas depois de meses com a energia dela preenchendo cada canto dessa mansão, parecia que algo estava faltando.

Theo ainda nem havia nascido, mas sua presença já era forte aqui. E agora, a casa dos Kaulitz parecia um pouco… vazia.

Suspirei, recostando-me na cabeceira da cama enquanto passava a mão pela barriga ainda pequena.

Dois meses.

Eu ainda estava me acostumando com a ideia de que em poucos meses minha vida mudaria completamente.

Trigêmeos.

Era surreal.

Eu fechei os olhos por um momento, permitindo que o peso da responsabilidade caísse sobre mim.

Eu sempre fui independente, forte, uma mulher que controlava sua própria vida. Nunca imaginei que um dia teria que dividir essa independência com três pequenas vidas.

Mas então, senti um movimento sutil.

Meu coração acelerou.

Ainda era cedo, mas ali estava, um pequeno sinal de que eles estavam ali, crescendo dentro de mim.

Sorri sozinha, levando as mãos à barriga com cuidado.

Tom — O que foi?

A voz de Tom me tirou dos meus devaneios.

Ele entrou no quarto, sem camisa, ainda secando o cabelo com uma toalha.

Bianca — Acho que senti alguma coisa.

Ele parou imediatamente, largando a toalha na cadeira antes de se sentar ao meu lado.

Tom — Sério?

Assenti, pegando sua mão e colocando sobre minha barriga.

Ele ficou quieto, esperando, seu rosto carregado de expectativa.

Mas depois de alguns segundos, nada aconteceu.

Tom franziu o cenho.

Tom — Estão me ignorando?

Ri, balançando a cabeça.

Bianca — Talvez seja cedo demais para você sentir, mas eu senti.

Ele sorriu, aquele sorriso genuíno que poucas pessoas tinham o privilégio de ver.

Tom — Eles já estão deixando claro que preferem você.

Revirei os olhos.

Bianca — Não seja dramático.

Ele se inclinou, pressionando um beijo suave na minha barriga.

Tom — Eu não ligo. No final, eles ainda vão ser meus fãs número um.

Suspirei, observando-o com atenção.

Desde que descobrimos sobre a gravidez, Tom se transformou em algo que eu nunca imaginei ver.

Ele era protetor, atencioso, paciente.

O mafioso mais temido da Alemanha agora se preocupava com ultrassons, alimentação balanceada e até mesmo com a escolha de nomes para os bebês.

Era fascinante e, ao mesmo tempo, assustador.

Bianca — Você tem pensado nisso? — perguntei baixinho.

Ele ergueu o olhar.

Tom — No quê?

Engoli em seco.

Bianca — No que vem depois. No que acontece quando os bebês chegarem.

Tom me estudou por um momento antes de suspirar.

Tom — Eu penso nisso o tempo todo, Bianca.

Ele deslizou a mão até minha cintura, puxando-me levemente para ele.

Tom — E sabe o que eu concluo?

Neguei com a cabeça.

Ele sorriu de leve.

Tom — Que não importa o que aconteça, nós vamos dar um jeito.

Eu queria acreditar nisso.

Mas nossa vida não era normal.

Eu não era só uma modelo e ele não era só um empresário bem-sucedido.

Ele era um mafioso, o nome mais temido em Berlim, e eu estava prestes a trazer três vidas para esse mundo caótico.

E se algo acontecesse?

Se algum inimigo tentasse chegar até nós através dos bebês?

Meu medo deve ter ficado evidente, porque Tom segurou meu rosto suavemente, fazendo-me encará-lo.

Tom — Ei, olha para mim.

Eu olhei.

Tom — Você não está sozinha nisso. E eu nunca vou deixar nada acontecer com vocês. Nunca.

Havia tanta certeza na sua voz que, por um instante, deixei-me acreditar.

Deixei-me confiar que, independentemente dos desafios, nós daríamos um jeito.

Suspirei, recostando-me contra ele.

Bianca — Acho bom você cumprir essa promessa, Kaulitz.

Ele riu, apertando-me contra ele.

Tom — Pode apostar que vou, meu anjo.

◇Diferenças◇Histórias para pegar e não largar. Descubra agora