capítulo 18.

127 6 1
                                        


= TRÊS MESES DEPOIS =


Era 3 de julho de 2010, um sábado ensolarado. Ana estava radiante, cercada por seus amigos mais próximos em um ambiente simples, porém aconchegante. O espaço estava decorado com tons suaves de azul, rosa e branco, com detalhes que refletiam o grande momento que se aproximava: o chá revelação de seu bebê.

A casa estava cheia de risos, conversas e o som suave de música ao fundo. Entre os convidados, estavam os inseparáveis Gustav, Bill, Georg, Tom, Jaden e, claro, seu querido amigo Javon, o pai da criança, que, não para surpresa de todos, não compareceu. Ana ainda sentia uma pontada de dor por ele não estar ali naquele dia tão importante. Mas ela sabia que, ao menos, estava cercada por aqueles que realmente importavam.

Bianca - Você está tão linda, Ana! Não vejo a hora de saber se é menino ou menina. - eu disse, ajeitando o cabelo e olhando a ela com carinho.

Eu sempre teve esse jeito acolhedor, como se estivesse ali para garantir que Ana não estivesse sozinha, independentemente do que acontecesse.

Ana sorriu, ainda sentindo uma pequena apreensão no peito. Ela havia se esforçado para não deixar a tristeza da ausência de Javon dominar o dia, mas a falta dele era difícil de ignorar. A ansiedade de saber o sexo do bebê estava se misturando com a incerteza sobre seu relacionamento com o pai da criança. Ela respirou fundo, afastando as preocupações.

Ana - Eu também estou morrendo de curiosidade. Eu sei que todos estão ansiosos, mas não posso negar que, por dentro, estou meio nervosa. - respondeu Ana, com um leve sorriso nos lábios.

Eu olho para ela com compreensão.

Bianca - Você tem razão. Afinal, é um momento único. Não importa o que aconteça, o que importa é que esse bebê será muito amado, tanto por você quanto por todos nós.

Nesse momento, Bill, Georg, e Gustav começaram a organizar as coisas para a revelação. Tom estava tirando algumas fotos para registrar aquele dia especial, enquanto Jaden conversava animadamente com Gustav sobre a chegada do bebê, sem saber que, na verdade, ele também tinha o palpite de que seria um menino.

O tempo estava passando rápido, e Ana não conseguia parar de olhar para a caixa no centro do jardim, onde a surpresa aguardava para ser revelada. Ela sabia que, independentemente do sexo da criança, aquele momento seria inesquecível. Ela queria que fosse uma celebração de amor, de novos começos. Mesmo sem a presença de Javon, ela sentia que estava cercada de pessoas que a amavam e estavam ali para apoiá-la.

Ana se virou para mim e, com um sorriso tímido, sussurrou:

Ana - E se for um menino?

Eu olho para a caixa e, com um sorriso travesso, respondi:

- Eu apostaria que é um menino. Tenho esse pressentimento.

Ana riu suavemente, os olhos brilhando de felicidade.

Ana - Eu também! Acho que seria tão perfeito.

As minhas palavras pareceram aliviar um pouco a tensão. Quando todos se reuniram ao redor da caixa, os olhares curiosos estavam fixos em Ana. Ela respirou fundo, e com um gesto hesitante, abriu a caixa lentamente. No interior, uma nuvem de balões azuis subiu, preenchendo o ambiente com uma explosão de cor.

Ana - É um menino!!! - exclamou Ana, com a voz embargada pela emoção.

O jardim explodiu em aplausos e gritos de alegria. Bill, Georg, Gustav, e Tom começaram a brincar com as típicas piadas sobre a família, e a risada geral invadiu a sala. Até mesmo Jaden, que não conhecia muito bem a Ana, parecia sinceramente feliz, celebrando a boa notícia com o mesmo entusiasmo dos outros.

Tom - Eu sabia que seria um menino! A cara de quem vai gosta de armas ! - disse Tom, rindo.

Ana - Armas??? - A mesma diz confusa

Tom - Ae... - diz coçando a cabeça - O filho é seu kkkkkkk

Eu estava ao lado de Ana, abraçando-a com força.

Bianca - Estou tão feliz por você! Vai ser o melhor menino, com certeza!

Ana olhou para mim, com os olhos um pouco marejados, mas com um sorriso imenso.

Ana - Eu não sei o que faria sem vocês.


~ AUTORA ON ~


A festa seguiu com muita animação, música e comida, mas, no fundo, Ana sabia que a verdadeira celebração estava no amor que ela sentia por aquele pequeno ser que estava para chegar. Um amor que, mesmo sem Javon ali ao seu lado, ela sabia que seria o suficiente.

Os amigos estavam ao seu redor, e a presença deles naquele momento fez Ana se sentir mais segura. Ela sabia que, se algo acontecesse, ela nunca estaria sozinha. E, em seu coração, ela tinha a certeza de que, com ou sem a presença de Javon, o menino que estava para nascer seria amado, e ela faria o possível para que ele tivesse um futuro cheio de carinho e felicidade.

Enquanto a noite caía, as luzes suaves da festa iluminavam os rostos sorridentes e as palavras de encorajamento de seus amigos. Ana respirava profundamente, sentindo-se grata por aquele momento. Embora o futuro fosse incerto, ela tinha o presente em suas mãos, e isso era o suficiente para ela.

E, naquele instante, com a casa cheia de risos e balões azuis, Ana se permitiu sonhar. Ela sabia que, em breve, teria a chance de segurar seu filho nos braços e, naquele exato momento, se sentiu mais preparada do que nunca para a aventura da maternidade.

E quem sabe o que o futuro traria? Ela não sabia, mas estava pronta para enfrentar qualquer coisa por aquele menino que estava prestes a chegar.

◇Diferenças◇Histórias para pegar e não largar. Descubra agora