capítulo 63.

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°07:10 A.M°



Eu acordo com o leve som do vento batendo nas cortinas do quarto. Eu pisco algumas vezes, percebendo o braço de Tom ainda ao redor da minha cintura. O calor e o conforto daquela posição fizeram com que eu me sentisse, de alguma forma, protegida.

Eu me mexi levemente, e Tom abriu os olhos, ainda meio sonolento.

Tom - Bom dia. — Ele murmurou, com a voz rouca.

Bianca - Bom dia. — eu respondi, tentando forçar um sorriso, mas era claro que a noite anterior ainda estava em minha mente.

Tom percebeu. Ele me puxou um pouco mais para perto e perguntou:

Tom - Como você está?

Bianca - Confusa... mas um pouco melhor. — Eu respondi com sinceridade. — Acho que preciso de tempo para processar tudo isso.

Tom - Claro. — Ele disse, com um leve beijo no topo da minha cabeça. — E se quiser conversar, ou até gritar com alguém, eu estou aqui.

Eu ri fraco, apreciando a tentativa dele de aliviar a tensão.

Bianca - Obrigada, Tom. De verdade.

Mais tarde, enquanto estávamos tomando café da manhã, Bill entrou na cozinha animado, quebrando o clima silencioso.

Bill - E aí, dormiram bem? — Ele perguntou, pegando uma xícara de café.

Eu e Tom trocamos olhares rápidos.

Bianca - Mais ou menos. — eu respondi, evitando entrar em detalhes.

Bill percebeu a tensão, mas decidiu não pressionar. Em vez disso, começou a contar sobre uma situação engraçada envolvendo Georg na noite anterior.

Bill - Você precisava ver a cara dele quando Gustav derrubou aquela torta no chão. Foi como se o mundo tivesse acabado. — Bill disse, rindo.

Eu ri um pouco, mas Tom sabia que eu ainda estava distante. Ele resolveu que seria um dia leve e tranquilo, para me ajudar a me distrair.

Mais tarde, a gente decidiu passar um tempo no jardim. Georg e Gustav já estavam lá, competindo para ver quem acertava mais bolas de golfe em um pequeno buraco improvisado.

Gustav - Vamos, Bianca! — Gustav me chamo. — Você também precisa jogar.

Bianca - Ah, eu não sou boa nisso. — Eu respondi, balançando a cabeça.

Georg - Ninguém aqui é. — Georg retrucou. — Mas estamos fingindo que somos.

Rindo, eu pego um taco e tento acertar a bola. O golpe saiu completamente torto, enviando a bola para o outro lado do jardim.

Tom - Impressionante. — Tom comentou com um sorriso irônico, o que a fez rir de verdade.

Bianca - Muito engraçado, Kaulitz. — Eu disse, jogando uma bola de golfe na direção dele, mas sem força.

O dia continuou leve, com brincadeiras e conversas que me ajudaram a esquecer, pelo menos por algumas horas, as revelações da noite anterior.

No final da tarde, eu estava sozinha no quarto, olhando para o teto. As palavras de Tom ecoavam em minha mente: "Você é forte, resiliente, e é a Bianca que todos amam."

Eu pego o celular e abri a galeria de fotos. Havia tantas memórias ali: momentos com meus pais, Charlotte e Christopher, que agora tinham um significado completamente diferente.

◇Diferenças◇Histórias para pegar e não largar. Descubra agora