capítulo 45.

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Já se passaram dois dias com Simone na mansão foram uma mistura de caos e momentos surpreendentemente tranquilos

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Já se passaram dois dias com Simone
na mansão foram uma mistura de caos e momentos surpreendentemente tranquilos. A presença dela parecia iluminar cada canto da casa, e era impossível ignorar o impacto que ela tinha sobre todos, especialmente sobre Tom.

Eu observava de longe como ele se transformava perto da mãe. O homem frio e calculista que eu conhecia dava lugar a um filho afetuoso, que ria, brincava e parecia… humano. Era desconcertante e, ao mesmo tempo, revelador.

Simone fazia questão de incluir todos nas conversas e atividades. Uma noite, insistiu em preparar o jantar com Bill e Gustav. No outro dia, ela convenceu Georg a ensiná-la algumas manobras de autodefesa, arrancando risadas de todos ao errar um movimento e acabar no chão.

Mesmo assim, eu não conseguia relaxar completamente. Cada vez que Tom entrava no mesmo ambiente que eu, meu corpo ficava tenso. Ele estava diferente, mais calmo, mas ainda era Tom Kaulitz.

Minha mãe tinha um talento especial para virar tudo de cabeça para baixo e, ao mesmo tempo, colocar tudo no lugar

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Minha mãe tinha um talento especial para virar tudo de cabeça para baixo e, ao mesmo tempo, colocar tudo no lugar. Em dois dias, ela conseguiu o que ninguém mais poderia: fazer da mansão um lar novamente.

Eu sabia que ela estava ali por mais do que uma simples visita. Ela sempre teve um jeito de enxergar além das aparências, de perceber o que estava errado antes mesmo que alguém mencionasse. E ela estava certa sobre Bianca.

Depois daquela conversa no escritório, tentei mudar minha abordagem. Não era fácil. Cada tentativa de me aproximar de Bianca era recebida com medo ou desconfiança. Eu entendia o porquê, mas isso não tornava as coisas menos frustrantes.

Na noite do terceiro dia, decidi que precisava falar com minha mãe novamente. Encontrei-a sentada à beira da piscina, com uma taça de vinho na mão e um olhar tranquilo enquanto observava a água refletir as luzes suaves da mansão.

Tom - Mãe, posso falar com você? — Perguntei, aproximando-me.

Ela sorriu sem desviar o olhar da piscina.

Simone - Claro, Tom. Sente-se.

Sentei ao lado dela, apoiando os cotovelos nos joelhos. Por um momento, ficamos em silêncio, ouvindo apenas o som suave da água.

Simone - É sobre Bianca, não é? — Ela perguntou, sua voz calma.

Assenti, passando uma mão pelo cabelo.

Tom - Não sei o que fazer. Ela tem medo de mim. E, honestamente, não posso culpá-la. — Minha voz saiu mais baixa do que eu esperava.

Ela me olhou com aquele olhar penetrante que eu conhecia tão bem.

Simone - Tom, você construiu sua vida baseado no medo. Não é surpresa que as pessoas reajam assim. Mas, com Bianca, você precisa ser diferente.

Tom - Eu não sei como ser diferente. — Admiti, sentindo um nó no estômago ao dizer aquelas palavras.

Ela colocou a mão sobre a minha, apertando levemente.

Tom - Você sabe, Tom. Eu vejo isso em você. Quando está comigo, com Bill… você sabe como amar, como se importar. Você só precisa mostrar isso a ela.

Suspirei, balançando a cabeça.

Tom - E se ela nunca confiar em mim? E se eu estragar tudo?

Simone - Confiança leva tempo. — Ela respondeu. — Mas, Tom, você precisa dar a ela razões para acreditar em você. Palavras não serão suficientes.

Fiquei em silêncio por um momento, absorvendo suas palavras.

Tom - Você acha que ainda há uma chance? — Perguntei, quase sussurrando.

Ela sorriu, colocando a taça de vinho na borda da piscina.

Simone - Sempre há uma chance, Tom. Desde que você esteja disposto a trabalhar por ela.

Eu sabia que minha mãe estava certa. Se eu queria que Bianca me visse como mais do que o homem que a sequestrou, precisava mudar.

Naquela noite, depois de ver Simone e Tom conversando na piscina, me senti estranhamente inquieta

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Naquela noite, depois de ver Simone e Tom conversando na piscina, me senti estranhamente inquieta. Era evidente que Simone tinha uma influência única sobre ele. Talvez fosse isso que me deixava mais confusa. Como alguém tão gentil e calorosa podia ser mãe de um homem como Tom?

Quando ele entrou no quarto mais tarde, notei que algo estava diferente. Ele parecia mais calmo, quase… vulnerável.

Tom - Bianca. — Ele disse, sua voz mais suave do que o normal.

Olhei para ele, surpresa.

Bianca - Sim?

Ele hesitou por um momento antes de continuar.

Tom - Eu sei que ainda tem medo de mim. E eu não posso mudar o que aconteceu. Mas quero que saiba que estou tentando… ser melhor.

As palavras dele me pegaram de surpresa, e por um momento, não soube o que responder. Apenas assenti, tentando esconder o turbilhão de emoções que aquelas palavras provocaram.

Enquanto Tom apagava as luzes e se preparava para dormir, fiquei deitada, pensando no que Simone havia dito. Talvez, só talvez, houvesse mais em Tom do que eu estava disposta a admitir.

◇Diferenças◇Histórias para pegar e não largar. Descubra agora