capítulo 17.

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Depois da conversa pesada no escritório, o clima na mansão ficou estranho

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Depois da conversa pesada no escritório, o clima na mansão ficou estranho. Ana parecia ainda mais introspectiva do que o normal, e eu sabia que ela precisava de um momento só dela. Aproveitando que Tom e os meninos ainda estavam resolvendo o problema da carga roubada, decidi que era hora de ajudá-la a dar o próximo passo: fazer um ultrassom para verificar como estava o bebê.

Bianca — Ana — comecei, entrando no quarto onde ela estava sentada na cama. — Acho que você deveria fazer um ultrassom. Você precisa saber como o bebê está.

Ela me olhou, hesitante.

Ana — Não sei se consigo — respondeu. — Tudo isso ainda parece tão irreal, Bianca.

Me aproximei, segurando suas mãos.

Bianca — Eu sei que parece assustador, mas você não está sozinha. Eu vou com você. Não importa o que aconteça, estou aqui.

Depois de um momento de silêncio, ela finalmente assentiu.

Ana — Tá bom — disse, suspirando. — Vamos.

Pegamos a bolsa dela e saímos sem avisar ninguém. Eu sabia que os meninos estavam ocupados, e preferi não incomodá-los. No fundo, eu também queria dar a Ana um momento de paz, longe de tudo e todos.


--- NO CONSULTÓRIO ---


Ana estava visivelmente nervosa enquanto aguardávamos nossa vez. Eu tentava distraí-la, falando sobre coisas leves, mas era evidente que sua mente estava longe. Quando o médico finalmente nos chamou, ela parecia ainda mais tensa.

Doutor — Ana Smith? — chamou o doutor.

Ela se levantou devagar, me lançando um olhar de súplica.

Bianca — Vai dar tudo certo — sussurrei, sorrindo para ela.

Entramos no consultório, e o médico começou o procedimento. Assim que a imagem do ultrassom apareceu na tela, Ana soltou um pequeno suspiro, seus olhos se enchendo de lágrimas.

Doutor — Aqui está — disse o médico, apontando para a tela. — Seu bebê está com cerca de dois meses e se desenvolvendo bem.

Ana não conseguia tirar os olhos da imagem. Era como se, naquele momento, tudo finalmente se tornasse real para ela.

Ana — Ele... ele está bem? — perguntou, a voz trêmula.

Doutor — Está ótimo — respondeu o médico. — Forte e saudável.

Eu segurei a mão dela, sentindo meu coração se aquecer ao ver o alívio e a emoção no rosto de Ana.

Bianca — Você vai ser uma ótima mãe — sussurrei para ela.

Ela olhou para mim, emocionada, e balançou a cabeça.

Ana — Obrigada por estar aqui, Bianca — disse.

Saímos do consultório com um misto de emoções. Ana parecia mais tranquila, mas ainda havia muita coisa para processar.

Quando chegamos em casa mais tarde, percebi imediatamente que algo estava errado

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Quando chegamos em casa mais tarde, percebi imediatamente que algo estava errado. A mansão estava estranhamente silenciosa.

Bill — Cadê todo mundo? — perguntei, olhando para Bill.

Tom — Boa pergunta — ele respondeu, franzindo o cenho.

Subi as escadas rapidamente, verificando o quarto de Bianca. Vazio. Desci novamente e chequei a cozinha, a sala, o jardim. Nada.

Meu coração começou a bater mais rápido. Peguei meu telefone e disquei o número de Bianca.

Tom — Anjo — disse assim que ela atendeu. — Onde você está? Você saiu sem avisar, e ninguém sabe onde está.

Bianca — Calma, Tom — ela respondeu com a voz tranquila. — Eu só saí para levar a Ana ao médico. Ela precisava fazer um ultrassom.

Suspirei, aliviado, mas ainda preocupado.

Tom — Você podia ter me avisado, Bianca. Eu fiquei preocupado.

Bianca — Eu sei — ela disse suavemente. — Mas você estava ocupado, e isso não podia esperar.

Tom — Tudo bem — respondi, tentando manter a calma. — Vocês estão voltando?

Bianca — Sim — ela respondeu. — Já estamos a caminho.

Desliguei o telefone e me joguei no sofá, esfregando as têmporas. Bianca tinha razão, mas eu não podia evitar me preocupar com ela.

Georg — Tudo bem? — perguntou, sentando ao meu lado.

Tom — Elas estão voltando — respondi. — Mas essa situação está me deixando louco.

Georg deu um sorriso de canto.

Georg — Você está completamente apaixonado, cara.

Suspirei, mas não respondi. Ele estava certo.

Quando chegamos na mansão, Tom já estava nos esperando na porta

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Quando chegamos na mansão, Tom já estava nos esperando na porta. Ele me puxou para um abraço assim que desci do carro.

Bianca — Eu disse que estava tudo bem — falei, rindo.

Tom — Eu sei  — ele respondeu. — Mas eu sempre me preocupo com você, anjo.

Ele olhou para Ana e assentiu.

Tom — Espero que o ultrassom tenha corrido bem — disse a ela.

Ana sorriu timidamente e assentiu.

Ana — Foi tudo bem, obrigada — respondeu.

Entramos na mansão, e os meninos imediatamente cercaram Ana, fazendo mil perguntas sobre onde tínhamos ido. Eu ri da confusão, sentindo-me aliviada por estar de volta.

Mas uma coisa era certa: aquele era apenas o começo de algo muito maior para todos nós.

◇Diferenças◇Histórias para pegar e não largar. Descubra agora