capítulo 23.

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A noite se arrastava na mansão, mas ninguém parecia com sono. Depois de finalmente decidir o nome do bebê – Theo – a atmosfera ficou mais leve. Ana parecia mais tranquila, os meninos continuavam brincando entre si, e eu... bem, eu observava tudo, com a cabeça apoiada no ombro de Tom.

Era engraçado pensar em como tudo mudou nos últimos meses. Antes, eu passava boa parte do meu tempo sozinha, focada na minha carreira, em manter minha imagem impecável, em ser a Bianca que o mundo esperava que eu fosse. Agora, eu estava aqui, cercada por eles, por essa bagunça de risadas, vozes e lealdade inabalável.

E Tom.

Ele sempre esteve ali, de um jeito ou de outro. Mesmo quando eu fingia que não percebia.

Tom — Tá confortável aí? — ele perguntou baixinho, sua voz carregada de diversão.

Bianca — Muito. — murmurei, fechando os olhos por um instante. — Meu anjo sempre é o melhor travesseiro.

Senti quando ele virou o rosto na minha direção, e quando abri os olhos, ele estava me observando com aquele olhar intenso que sempre me deixava sem jeito.

Tom — Se eu sou seu anjo, então você é minha paz. — ele disse, sem hesitação.

Meu coração falhou uma batida. Tom não era de falar muito sobre sentimentos, mas quando falava... Deus, quando falava, era sempre algo que me fazia querer congelar o momento no tempo.

Antes que eu pudesse responder, Bill jogou uma almofada na gente.

Bill — Poupem a gente desse romance silencioso! — ele brincou, revirando os olhos.

Eu ri, jogando a almofada de volta.

Bianca — É só ciúmes porque ninguém quer deitar no ombro dele.

Bill — Exatamente. — Bill fez uma pose dramática. — Isso é muito injusto.

Ana riu e se levantou do sofá, espreguiçando-se.

Ana — Acho que vou dormir. O pequeno Theo aqui está me matando de cansaço.

Gustav — Vou com você. — Gustav disse, se levantando também.

Georg — Ei, e eu? — Georg protestou.

Bianca  — Você já vai? — perguntei para Ana, segurando sua mão.

Ela sorriu.

Ana — Sim, mas estou bem. E, sério... obrigada por hoje. Todos vocês.

Nós trocamos um abraço, e eu a observei subir as escadas, acompanhada por Gustav e Georg. Quando olhei para o lado, percebi que Bill também já estava sumindo pelos corredores da mansão.

Agora, só restávamos eu e Tom.

O silêncio que se instalou não era desconfortável, pelo contrário. Era aquele tipo de silêncio que fala mais do que qualquer palavra.

Tom deslizou a mão pelo meu braço, um toque suave, como se não quisesse me apressar, mas ao mesmo tempo precisasse dessa conexão.

Tom — Você sabe, né? — ele murmurou.

Eu sabia.

Eu sabia que ele faria qualquer coisa por mim. Que ele me protegeria de tudo e de todos, sem hesitar. Que, não importava o quão perigoso fosse o mundo dele, ele sempre encontraria uma forma de me manter segura.

E eu sentia o mesmo por ele.

Bianca — Sei. — sussurrei, olhando nos olhos dele.

Tom sorriu de canto, aquele sorriso que era só meu.

Ele segurou meu rosto com delicadeza, seus dedos traçando uma linha suave até meu queixo. Meu coração acelerou, e eu soube naquele instante que não havia mais como evitar. Eu podia fugir dos meus sentimentos o quanto quisesse, mas eles sempre voltariam para o mesmo lugar. Para ele.

Tom — Então, me diz, meu anjo... você vai fugir de mim?

Eu prendi a respiração, sentindo seu rosto mais perto.

Bianca — Nunca — Digo e logo selo nosso lábios em um selinho demorado

Tom — Eu te amo, meu anjo — O mesmo disse olhando em meus olhos

Bianca — Eu também te amo, meu bem — Digo com um sorriso tímido

E, naquele momento, eu soube que a resposta já estava dada. Eu nunca fugiria. Sempre fui dele. Sempre seríamos nós dois.

◇Diferenças◇Histórias para pegar e não largar. Descubra agora