Bianca sempre teve o sonho de se tornar uma modelo famosa, mas a vida pode mudar em um piscar de olhos. Aos 17 anos, seus planos são desfeitos por um inesperado e assustador reviravolta. Agora, ela precisa enfrentar os próprios medos e segredos que...
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O sol já entrava pela janela, mas o cansaço da noite anterior me impedia de abrir os olhos. Ainda estava exausta da loucura que foi nadar de madrugada com Tom. Não era só a piscina – era ele, com aquele jeito provocador, me puxando e me beijando. Um homem perigoso que, naquele momento, parecia apenas... divertido.
Quando me mexi na cama, senti um braço pesado me puxar de volta.
Tom - Onde pensa que vai? — Ele murmurou, a voz rouca de sono.
Bianca - A cama não pode me prender para sempre. — Respondi, rindo baixinho.
Tom - É claro que pode. Eu sou a cama. — Ele abriu os olhos, com aquele sorriso travesso.
Rolei os olhos e empurrei o travesseiro no rosto dele.
Bianca - Vamos descer. Simone provavelmente já está comandando o café da manhã.
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Bianca saiu da cama, ainda resmungando algo sobre eu ser preguiçoso. Eu me levantei logo depois, jogando uma camiseta por cima. Descemos juntos e encontramos dona Simone na cozinha, como ela sempre fazia, liderando tudo como uma general carismática.
Simone - Até que enfim! Pensei que vocês dois tinham morrido lá em cima. — Ela disse, servindo café.
Tom - Quase. Bianca tentou me afogar na piscina. — Falei casualmente, provocando-a.
Simone - Afogar? — ela ergueu as sobrancelhas.
Bianca - Ele está exagerando! — Bianca exclamou, cruzando os braços.
Bill entrou na cozinha nesse momento, rindo.
Bill - Vocês parecem um casal de velhos brigando por controle remoto.
Tom - Melhor isso do que você, que parece estar de ressaca sem nem ter bebido. — Retruquei.
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A manhã foi preenchida por comentários sarcásticos de Bill e as reclamações de Simone sobre como Gustav e Georg estavam atrasados para o café. Quando eles finalmente chegaram, a casa se transformou em um caos de piadas e conversas paralelas.
Georg insistia que era o melhor no videogame, enquanto Gustav dizia que ele trapaceava.
Tom - Por que vocês não resolvem isso agora? — Tom sugeriu, provocando.
Bianca - Ótima ideia! — Falei, rindo. — Quero ver Georg perder.
Georg - Ei, eu não perco. — Ele disse, ofendido.
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Fomos para a sala, e uma competição acirrada começou no videogame. Bill, claro, narrava como se fosse um comentarista esportivo, exagerando em cada jogada.
Bill - Gustav passa a bola! — Ele gritou. — Georg está tremendo como um novato!
Georg - Cala a boca, Bill! — Georg respondeu, tentando se concentrar.
Enquanto isso, eu e Bianca estávamos sentados no sofá, observando. Ela ria tanto que mal conseguia respirar, e eu não podia deixar de sorrir ao vê-la assim.
Tom - Você se diverte com pouco, hein? — Comentei, provocando-a.
Bianca - Melhor do que ser um rabugento como você. — Ela respondeu, sem perder a chance.
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Depois de Gustav finalmente vencer, todos decidiram ir para o jardim. Simone trouxe uma jarra de limonada e insistiu que devíamos jogar cartas. Foi aí que percebi o quanto eles podiam ser competitivos.
Georg - Alguém está roubando! — Georg exclamou.
Bianca - Só porque está perdendo. — Falei, zombando.
Georg - Quem ensinou a Bianca a ser tão insuportável? — Ele perguntou, rindo.
Tom - Foi natural. — Tom respondeu, me lançando um olhar divertido.
O jogo terminou com Bill jogando as cartas para o alto, dizendo que ninguém ali sabia jogar direito.
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À noite, a casa estava mais tranquila. Bianca estava na cozinha ajudando minha mãe a arrumar as coisas, e eu fiquei observando da sala. Havia algo nela... algo que fazia até os dias mais comuns parecerem especiais.
Quando ela voltou para o sofá, se jogou ao meu lado, suspirando.
Tom - Dia longo? — Perguntei, passando o braço em volta dela.
Bianca - Dia perfeito. — Ela respondeu, sorrindo.
E, pela primeira vez em muito tempo, eu também senti isso.