capítulo 19.

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~ AUTORA ON ~

A festa estava animada, com risos ecoando por toda a casa, mas algo na energia da noite ainda não parecia estar completamente equilibrado. Ana, embora sorrindo com seus amigos, não podia deixar de sentir uma estranha tensão. Ela estava, sem dúvida, cercada de pessoas que a amavam e apoiavam, mas sabia que, por trás das risadas e das brincadeiras, seus amigos, os meninos — Bill, Gustav, Georg e Tom — estavam mais envolvidos em coisas do que aparentavam. Ela sentia que, por mais que estivessem ali, celebrando o futuro do bebê, o mundo deles era bem diferente do seu. Era um mundo que ela não conhecia completamente, mas ao qual, de alguma forma, estava começando a se conectar.

A presença dos meninos, sempre cheios de energia e piadas, era ao mesmo tempo reconfortante e intimidante. Ela sabia o que eles faziam, e por mais que tentassem esconder, o jeito deles, a maneira como olhavam o mundo e as pessoas, denunciava um estilo de vida muito diferente daquele que ela conhecia. O fato de eles estarem envolvidos no mundo do crime, com seus próprios códigos e regras, não era segredo para ninguém que os conhecia bem.

Naquela noite, porém, Ana preferia não pensar nisso. Estava ali para celebrar o futuro, para criar memórias felizes para o seu filho, e não queria que o peso de decisões passadas obscurecesse aquele momento. Mas, mesmo assim, sabia que os meninos não eram apenas músicos — eles eram mafiosos, com todos os riscos e desafios que isso envolvia.

Ao longe, Bianca, sempre impecável e radiante, estava em conversa com Gustav e Bill. Como modelo internacional, ela sabia como atrair olhares, e sua presença parecia iluminar ainda mais a sala. Ela, ao contrário de Ana, parecia estar mais à vontade naquele mundo. Talvez porque ela tivesse se acostumado com a tensão que cercava aqueles homens, ou talvez porque entendesse melhor do que ninguém as sombras que se escondiam atrás dos sorrisos.

Ana observava Bianca de longe, sabendo que ela era uma amiga leal, mas também uma mulher que sabia navegar entre os dois mundos — o da luz e o da escuridão. Ela sempre teve esse equilíbrio, e Ana se perguntava, de vez em quando, como seria viver em um lugar onde a beleza e o perigo andam de mãos dadas. A vida de Bianca, cheia de glamour e também de situações de risco, era algo que, de certo modo, fascinava e intrigava Ana. Ela queria entender mais, queria sentir-se parte daquele universo, mas ao mesmo tempo sentia uma resistência. Talvez fosse a maternidade falando mais alto, talvez fosse o medo do que aquele mundo poderia significar para o seu filho.

Bianca — Você está bem, Ana? — perguntou Bianca, se aproximando com um sorriso suave, como se já soubesse o que eu estava pensando

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Bianca — Você está bem, Ana? — perguntou Bianca, se aproximando com um sorriso suave, como se já soubesse o que eu estava pensando.

Eu dou um suspiro, balançando a cabeça.

Ana — Sim, só... pensativa. — respondi, sorrindo suavemente. Eu... não sei. Só estou tentando encaixar tudo isso. Tudo aqui, todo esse... mundo.

Bianca assentiu com a cabeça, compreendendo.

Bianca — Eu sei como se sente. — Bianca colocou a mão no meu ombro. —Mas você tem que entender, Ana, que nem tudo é o que parece. Eles são complicados, sim. Eles têm um mundo perigoso, mas... no fundo, eles são leais aos amigos e à família.

Eu olho para os meninos, agora conversando com Tom e Jaden, e, por um momento, senti uma sensação estranha no estômago. Sabia que estava presa entre dois mundos: o mundo dos neus amigos e o que estava prestes a começar com meu filho.

Bianca, percebendo minha indecisão, e continuou:

Bianca — Eu sei que você se preocupa com o que eles fazem, mas, Ana, eles são boas pessoas no fundo. Claro, eles têm os seus segredos, têm suas próprias batalhas internas, mas não se deixe enganar pela aparência. Eles são protegendo a família, a todos que se importam. E, com você e o bebê... Eles farão tudo para garantir que ninguém se aproxime de vocês com más intenções.

Eu respiro fundo, refletindo sobre as palavras de Bianca. Eu sabia que os meninos, embora imersos em um mundo sombrio, realmente se importavam comigo. Bill, Gustav, Georg, Tom — todos haviam mostrado isso de formas diferentes. Mas, ainda assim, eu me perguntava se esse mundo era realmente o que eu queria para meu filho.

Ana — Eu quero o melhor para ele. Mas, às vezes, não sei se isso inclui tudo o que eles vivem, Bianca. O que se passa lá fora… os perigos, os inimigos. Será que isso vale a pena?

Bianca me olhou com mais seriedade, como se soubesse exatamente o que eu estava sentindo.

Bianca — Não é fácil, Ana. Nunca será fácil. Mas o amor que eles têm pelo bebê e por você é inegável. Eles vão proteger vocês. Eu sei disso. Mas, em um mundo como esse, talvez seja necessário se acostumar com a ideia de que o perigo sempre estará perto. O importante é saber em quem confiar.

Naquele momento, uma sensação de calafrio percorreu minha espinha. Eu olho para os meninos, sorrindo e brincando, aparentemente despreocupados. Mas eu sabia que por trás das piadas e das risadas, havia muito mais. Segredos, escolhas, e histórias que nem eu nem Bianca podiam compreender totalmente.

Enquanto a noite avançava, e a festa seguiu com mais risos e brindes, eu e Bianca continuamos conversando sobre o futuro, sobre o bebê e sobre os homens que nos rodeavam. E, enquanto o momento de revelação passava, o meu futuro parecia cada vez mais incerto. Eu queria garantir que meu filho crescesse em um ambiente seguro, longe das sombras do passado dos meus amigos. Mas sabia que, em algum nível, meu destino já estava entrelaçado com o deles. E, por mais que tentasse resistir, as escolhas que eles faziam — as escolhas que eu faria — afetariam o bebê.

Naquele instante, olhando para os meninos, eu sentiuuma mistura de amor, medo e uma sensação crescente de que a minha vida nunca mais seria a mesma. Não só pelo bebê que estava por vir, mas por tudo que eu escolhi deixar entrar em minha vida.

◇Diferenças◇Histórias para pegar e não largar. Descubra agora