capítulo 46.

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DIA SEGUINTE!!

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DIA SEGUINTE!!

O café da manhã estava animado como sempre desde que minha mãe chegou. Ela fazia questão de arrancar risadas de todos, até mesmo de Bianca, que ainda mantinha uma postura reservada, mas parecia mais à vontade com ela por perto.

Enquanto eu tomava meu café, distraído com os relatórios que Gustav havia deixado na mesa, ouvi a voz firme de minha mãe:

Simone - Tom, posso te perguntar uma coisa? — Ela começou, cruzando os braços enquanto me olhava com seriedade.

Levantei os olhos para ela.

Tom - Claro, mãe.

Ela pousou o garfo no prato, o olhar agora focado em Bianca.

Simone - Por que você ainda não deixou Bianca ver os pais dela?

O silêncio na mesa foi palpável. Bill, Georg e Gustav trocaram olhares, e Bianca ficou completamente imóvel, olhando para o prato.

Respirei fundo, tentando manter a calma.

Tom - Eu tenho meus motivos, mãe. É complicado.

Ela arqueou uma sobrancelha, aquela expressão que sempre me fazia sentir como se fosse uma criança sendo repreendida.

Simone - Complicado ou não, Tom, você precisa se lembrar que ela é uma pessoa, não uma peça no seu tabuleiro. Você quer ganhar a confiança dela, não é? Isso começa com gestos como esse.

Olhei para Bianca, que ainda mantinha os olhos baixos, claramente desconfortável. As palavras de minha mãe ficaram martelando na minha cabeça. Eu queria mudar. Queria que Bianca visse que eu podia ser diferente.

Suspirei e coloquei a xícara de café na mesa.

Tom - Bianca. — Minha voz saiu mais firme do que eu pretendia, mas dessa vez sem frieza. — Depois do café, vou te levar para ver seus pais.

Meninos - O quê???? — Os mesmos disseram em choque

Ela levantou os olhos imediatamente, chocada.

Bianca - O quê?

Assenti, tentando não demonstrar o conflito interno que sentia.

Tom - Você vai passar o dia com eles. Sem supervisão, sem regras. Apenas um segurança rodando o condomínio.

Os olhos dela encheram de lágrimas. Ela abriu um sorriso tímido, que logo deu lugar a um choro sincero. Antes que pudesse pensar em como reagir, Bianca se levantou e veio até mim, me abraçando com força.

Por um momento, fiquei sem saber o que fazer. Abracei-a de volta, meio hesitante, mas depois cedi, apertando-a contra mim. Foi a primeira vez que a abracei sem ser por obrigação ou para protegê-la. Algo dentro de mim mudou naquele instante.

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