capítulo 35.

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A viagem de volta para casa foi um misto de tensão e raiva. Bianca estava sentada no banco do passageiro, pálida como um fantasma, com as mãos trêmulas no colo. Ela não disse uma palavra, mas eu podia sentir o medo emanando dela.

Eu, por outro lado, estava fervendo por dentro. Aquele desgraçado teve a audácia de tentar levá-la, de agir como se pudesse atravessar o meu território sem consequências. Pior, ele ousou tocar nela.

Assim que entramos na mansão, chamei Gustav com um único comando:

Tom - Preciso de respostas agora.

Gustav apareceu na sala, já ciente da gravidade da situação. Eu segurei Bianca em meus braços, levando-a até o sofá. Ela estava frágil, vulnerável, e isso só aumentava minha raiva.

Tom - Quero você nas câmeras da cidade. Agora. — Ordenei. — Ele tentou levá-la pelas portas dos fundos, então deve haver imagens dele fugindo. Descubra para onde ele foi.

Gustav apenas assentiu e saiu da sala, indo direto para o escritório onde tinha todo o equipamento necessário para rastrear o desgraçado.

Tom - Bill! — Chamei, minha voz ainda carregada de raiva.

Meu irmão apareceu quase imediatamente, o olhar preocupado caindo sobre Bianca.

Tom - Faz um chá para ela. Ela precisa se acalmar. — Digo, tentando manter a voz controlada, mas ainda firme.

Bill assentiu e foi para a cozinha, enquanto Georg entrou na sala com uma prancheta e alguns papéis nas mãos. Ele parecia alheio ao caos emocional, focado em algo prático como sempre.

Tom - O que você está fazendo? — Perguntei, sem esconder minha irritação.

Georg - Trabalhando no projeto do carro blindado. Depois do que aconteceu hoje, precisamos estar preparados para situações como essa. — Georg respondeu calmamente, colocando os papéis sobre a mesa.

Voltei minha atenção para Bianca, que ainda estava sentada no sofá, encolhida como se tentasse desaparecer. Seus olhos estavam marejados, e o rosto pálido parecia ainda mais frágil sob a luz suave da sala.

Tom -  Bianca. — Chamei, tentando ser mais suave, embora minha paciência estivesse no limite.

Ela levantou os olhos para mim, e por um momento vi algo que não era apenas medo — era confiança. Confiança em mim.

Tom - Ele não vai te machucar de novo. Isso eu prometo. — Digo segurando seu rosto com delicadeza, um contraste gritante com minha voz sempre autoritária.

Bianca - Eu... eu só... não sabia o que fazer. — Ela sussurrou, a voz falhando.

Suspirei, minha raiva diminuindo um pouco ao vê-la tão vulnerável. Bill voltou com o chá, entregando-o a ela com um sorriso reconfortante.

Bill - Aqui, Bianca. Isso vai ajudar. — Ele disse, sua voz calma como sempre.

Ela aceitou o chá com mãos trêmulas, tomando um pequeno gole enquanto Bill se sentava ao lado dela, oferecendo apoio silencioso.

Nesse meio tempo, Gustav voltou, a expressão concentrada enquanto segurava um tablet com várias imagens de câmeras.

Gustav - Encontrei algo. — Ele anunciou, colocando o tablet sobre a mesa.

Caminhei até ele, analisando as imagens. Lá estava o desgraçado, fugindo pelas ruas secundárias da cidade, entrando em um carro preto com placas falsas.

Gustav - Ele foi para um galpão na Zona Leste. — Gustav continuou, apontando para o local no mapa. — Estou verificando as câmeras próximas para confirmar se ele ainda está lá.

Eu sorri, mas não era um sorriso amigável.

Tom - Ótimo. Vamos fazer uma visita.

Voltei para Bianca, que ainda estava com o chá nas mãos.

Tom - Fique aqui. Não saia da mansão. Entendeu?

Ela assentiu, ainda trêmula. Meu coração apertou por um momento, mas não podia demonstrar fraqueza. Havia um inimigo lá fora, e ele precisava de um lembrete de quem era o verdadeiro dono desse território.

Enquanto me preparava para sair, Bill olhou para mim, sua expressão séria.

Bill - Vamos tomar cuidado, Tom.

Tom - Sempre. — Respondi, embora soubesse que o cuidado era a última coisa em minha mente.

Hoje, alguém pagaria caro pelo erro de tocar naquilo que era meu.

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Feliz ano novo meus amores, td de bom pra vcs!! 🤍

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