capítulo 28.

115 7 0
                                        

Já tinha se passado uma semana desde o caos do hospital, e agora Ana finalmente estava de seis meses

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Já tinha se passado uma semana desde o
caos do hospital, e agora Ana finalmente estava de seis meses. Isso significava que o pequeno Theo logo estaria aqui, e os meninos decidiram que era hora de arrumar o quarto dele.

E quando eu digo "os meninos", quero dizer que Bill assumiu o controle da decoração como se fosse um projeto de vida ou morte.

Bill — Precisamos de um tema perfeito! — ele dizia enquanto segurava dois tons de azul.

Georg — É só um quarto, Bill. — Georg resmungou.

Bill — Só um quarto? Só um quarto?! Seu monstro sem coração!

Gustav riu, enquanto Tom, Georg e ele começaram a montar os móveis. Eu e Ana ficamos sentadas, assistindo ao desastre acontecer.

Ana — Isso vai demorar o dia inteiro, né? — Ana cochichou para mim.

Bianca — Com certeza.

No meio da bagunça de tintas, móveis e Bill surtando porque "o berço estava dois centímetros fora do lugar", percebi que Tom, do nada, parou o que estava fazendo e saiu do quarto sem falar nada.

Franzi a testa. Ele não era do tipo que fugia no meio de um trabalho.

Me levantei discretamente e o segui até o escritório.

Ele estava sentado na poltrona, cotovelos apoiados nos joelhos, esfregando o rosto com as mãos.

Bianca — Tá tudo bem, meu anjo? — perguntei suavemente, fechando a porta atrás de mim.

Ele levantou a cabeça e suspirou.

Tom — Tô.

Bianca — Mentiroso.

Caminhei até ele e me sentei no braço da poltrona, passando a mão pelos seus cabelos trançados.

Bianca — O que foi, Tom?

Ele ficou em silêncio por alguns segundos antes de responder:

Tom — Eu só... tava vendo todo mundo animado com o quarto do Theo e percebi que ele vai estar aqui logo.

Bianca — Sim... e isso é maravilhoso, não é?

Ele suspirou de novo.

Tom — É. Mas também significa que ele vai crescer nesse mundo em que a gente vive, Bianca.

Ah... então era isso.

Me abaixei até ficar de frente para ele, segurando seu rosto entre minhas mãos.

Bianca — Você tá preocupado com ele crescer no meio da máfia, né?

Ele assentiu levemente.

Tom — Eu sei que a gente pode protegê-lo, mas... eu vejo o jeito que Ana olha para a barriga, cheia de sonhos, esperando um futuro bom para ele. E eu fico pensando se a gente pode realmente dar isso pra ele.

Bianca — Tom... — suspirei, acariciando seu rosto. — Você pode não ter vindo do melhor lugar, mas eu sei que faria qualquer coisa pelo Theo. Ele não poderia ter tios melhores do que vocês. E a Ana? Bom, ela já é uma leoa por esse bebê.

Ele me olhou nos olhos, e eu vi a preocupação ainda presente ali.

Tom — E se um dia ele quiser se afastar desse mundo?

Bianca — Então vamos deixar. Vamos dar a ele a escolha que nenhum de vocês teve.

Ele ficou em silêncio por um momento, refletindo sobre minhas palavras.

Depois de um tempo, ele segurou minha cintura e me puxou para o seu colo, enterrando o rosto no meu pescoço.

Tom —Como você sempre sabe o que dizer?

Sorri, acariciando seus cabelos.

Bianca — Porque eu te conheço, meu anjo. E eu sei que, no fundo, você só quer que ele tenha o que você nunca teve.

Tom — É... — ele murmurou contra minha pele. — Talvez eu só esteja pirando à toa.

Bianca — Talvez. — brinquei, beijando o topo da sua cabeça. — Agora vem, senão o Bill vai pintar o quarto inteiro de rosa enquanto você não tá lá para impedir.

Ele soltou um riso fraco e se levantou comigo no colo.

Tom — Tá bom, vamos antes que isso vire um quarto de princesa.

Voltamos para o quarto do bebê, e como eu esperava, Bill já estava segurando um pote de tinta rosa, enquanto Gustav e Georg tentavam impedir o desastre.

Tom suspirou alto.

Tom — Eu saio por DEZ MINUTOS e já tá essa bagunça!

Ana riu, e eu apenas sorri, sabendo que, apesar de todas as preocupações, esse bebê teria a melhor família que poderia pedir.

◇Diferenças◇Histórias para pegar e não largar. Descubra agora