• 23:03 P.M •
A mansão estava mais viva do que nunca. Era estranho pensar que, há alguns meses, Ana vivia sozinha, e agora ela estava aqui, cercada por todos nós, esperando seu filho e sendo protegida como parte da família. Porque era isso que éramos, apesar de tudo. Família.
Eu estava sentada no enorme sofá da sala, jogando minha cabeça para trás, observando o teto enquanto os meninos discutiam entre si sobre possíveis nomes para o bebê. O tema da conversa já tinha se estendido por quase uma hora, e, como esperado, ninguém concordava com ninguém.
Bill — O nome tem que ser forte. — disse Bill, gesticulando com entusiasmo. —Algo que tenha presença, que marque!
Georg — Exatamente! — concordou Georg, cruzando os braços. — Tipo... Damian. Soa poderoso.
Ana revirou os olhos, abraçando a almofada no colo. Ela parecia exausta, mas ao mesmo tempo divertida com a nossa discussão.
Ana — Gente, pelo amor de Deus, meu filho não vai ser um vilão de filme. — Ana riu, balançando a cabeça.
Bianca — E se fosse Noah? — sugeri, tentando apaziguar a bagunça. — É bonito, simples e tem um significado forte. Significa descanso, paz... acho que combina com ele.
Tom, que estava sentado ao meu lado, me olhou e sorriu de canto. Ele estava tão relaxado que parecia até que não fazia parte do mesmo debate. Mas eu sabia que, apesar da pose tranquila, ele sempre prestava atenção em tudo.
Tom — Noah é um bom nome. — ele disse, sua voz baixa e rouca, como sempre.
Ele sempre fazia isso. Sempre concordava comigo quando realmente importava. Talvez fosse coincidência, talvez não. Mas eu adorava essa conexão silenciosa entre nós.
Ana — Noah é bonito, mas... não sei. — Ana fez uma careta, pensativa.
Gustav — Que tal Elias? — Gustav sugeriu. —Tem um toque clássico, e significa ‘o Senhor é meu Deus’. Tem peso e tradição.
Bill — Parece nome de senhor de 80 anos. — Bill zombou, recebendo um olhar mortal de Gustav.
A verdade é que ninguém ia concordar cem por cento. Mas isso fazia parte da nossa dinâmica. No final, Ana é quem teria a palavra final, e estávamos apenas nos divertindo dando opiniões.
Tom — E se for Theo? — Tom sugeriu de repente.
Todos nós olhamos para ele. Tom raramente participava dessas conversas com tanta seriedade, mas quando falava, geralmente era algo certeiro.
Ana — Theo... — Ana repetiu, testando o nome nos lábios.
Tom — É forte, mas também tem suavidade. — Tom continuou, recostando-se no sofá. —Simples, direto. E significa ‘dádiva de Deus’.
Houve um silêncio. Pela primeira vez naquela noite, ninguém protestou.
Eu olhei para Ana, que parecia digerir a ideia, e depois olhei para Tom. Ele já tinha voltado a sua expressão despreocupada, como se sua opinião não tivesse tanto peso. Mas eu sabia que tinha.
Ana — Theo... — Ana repetiu mais uma vez, olhando para a própria barriga. Então, um sorriso nasceu em seu rosto. — Acho que encontrei o nome do meu filho.
Houve um coro de vozes comemorando, algumas reclamações dos meninos que queriam outra opção, mas no final, todos aceitaram.
Theo.
O nome que, de alguma forma, parecia certo para todos.
Olhei para Tom mais uma vez, e ele apenas sorriu para mim.
Naquele momento, senti uma onda de carinho por ele, algo que ia além das palavras. Ele sempre tinha esse jeito de simplificar as coisas, de saber exatamente o que dizer e quando dizer. Eu sabia que ele era temido por muitos, que o nome dele carregava um peso no mundo que ele fazia parte. Mas para mim, ele sempre seria meu anjo.
E eu sabia que, não importa o que acontecesse, ele sempre estaria ao meu lado. Assim como eu sempre estaria ao lado dele.
Assim como todos nós estaríamos aqui, juntos. Como uma família.
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◇Diferenças◇
أدب الهواةBianca sempre teve o sonho de se tornar uma modelo famosa, mas a vida pode mudar em um piscar de olhos. Aos 17 anos, seus planos são desfeitos por um inesperado e assustador reviravolta. Agora, ela precisa enfrentar os próprios medos e segredos que...
