capítulo 36.

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Sai da farmácia segurando uma sacola com três testes de gravidez

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Sai da farmácia segurando uma sacola com três testes de gravidez.

Três.

Eu sei, um só bastava, mas eu queria ter certeza absoluta.

O caminho de volta pra mansão foi rápido. O sol estava começando a nascer, e a cidade ainda estava meio vazia.

Quando estacionei o carro e entrei na casa, tudo continuava em silêncio.

Ótimo.

Eu não queria que ninguém acordasse e começasse com as perguntas antes de termos certeza.

Subi as escadas devagar, entrei no quarto e encontrei Bianca sentada na cama, de pernas cruzadas, mordendo o lábio.

Ela levantou os olhos pra mim e viu a sacola.

Bianca — Comprou quantos?

Tom — Três.

Ela arqueou a sobrancelha.

Bianca — Três?!

Tom — Quero garantir.

Ela suspirou, pegou a sacola e foi direto para o banheiro.

Eu a segui, fechando a porta atrás de nós.

Tom — Tá nervosa?

Bianca — Não.

Ela respirou fundo.

Bianca — Tá, talvez um pouco.

Tom — Vai ficar tudo bem, meu anjo.

Ela me olhou, e seu olhar suavizou um pouco.

Bianca — Eu sei.

Segurei o primeiro teste nas mãos e senti minhas pernas tremerem um pouco

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Segurei o primeiro teste nas mãos e senti minhas pernas tremerem um pouco.

Bianca — Tá me olhando por quê? — perguntei pra Tom, que estava encostado na pia, braços cruzados.

Tom — Tô esperando.

Bianca — Isso me pressiona!

Ele levantou as mãos.

Tom — Desculpa! Quer que eu saia?

Bianca — Não!

Soltei um suspiro longo e fiz o teste.

Coloquei a tampa e deixei de lado.

Tom olhou pro relógio.

Tom — Agora a gente espera.

Assenti e me sentei na beirada da banheira.

Dois minutos.

Dava pra ouvir o silêncio do banheiro. Meu coração batia forte.

Tom se sentou do meu lado e pegou minha mão.

Tom — Independente do resultado, eu tô com você.

Sorri.

Bianca — Obrigada, amor.

O tempo passou devagar.

Até que o relógio avisou.

Era hora de ver o resultado.

Eu nunca me senti tão nervoso na minha vida

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Eu nunca me senti tão nervoso na minha vida.

Já matei caras sem piscar. Já lidei com tortura, tiroteio, sequestro.

Mas, naquele momento, parado no banheiro segurando um teste de gravidez…

Minhas mãos estavam suando.

Bianca respirou fundo e pegou o teste.

Olhou.

Ficou em silêncio.

Meu coração quase saiu pela boca.

Tom — E então?!

Ela virou o teste pra mim.

Duas linhas.

Duas.

Eu pisquei.

Tom — O que isso significa mesmo?

Ela me olhou, sem acreditar.

Bianca — Tom!

Tom — O QUÊ?!

Bianca — Duas linhas significa positivo!

Tom — Ah. Ah!

Puta que pariu.

Ela tava grávida.

Grávida.

Minha cabeça rodou.

Tom — Faz outro.

Ela riu.

Bianca — Você não confia na ciência?

Tom — Não confio na sorte!

Ela pegou o segundo teste, repetimos o processo e esperamos mais dois minutos.

Duas linhas de novo.

Eu comecei a rir.

Não sei se foi alívio, nervoso ou felicidade, mas comecei a rir.

Bianca pegou o terceiro teste, só por precaução.

Mesmo resultado.

Ela olhou pra mim.

Bianca — Tom… a gente vai ter um bebê.

A ficha caiu.

Uma onda de emoção me atingiu.

Levantei Bianca no colo e girei ela no banheiro.

Tom — PORRA, A GENTE VAI TER UM BEBÊ!

Ela ria e chorava ao mesmo tempo.

Bianca — Você tá feliz?

Coloquei ela no chão e segurei seu rosto entre as mãos.

Tom — Meu anjo… eu tô muito feliz.

Ela sorriu.

Bianca — Eu também.

Abracei ela com força.

Nosso bebê.

Nosso filho.

Minha família estava crescendo.

E eu nunca estive tão certo de que queria isso.

◇Diferenças◇Histórias para pegar e não largar. Descubra agora