capítulo 12.

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Eu estava encostado no carro em frente à casa de Ana, os braços cruzados, observando o tempo passar

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Eu estava encostado no carro em frente à casa de Ana, os braços cruzados, observando o tempo passar. Bianca tinha me pedido para buscá-la, mas o que ela ainda fazia lá dentro? Olhei para o relógio no painel. Era melhor eu entrar, antes que ela perdesse a noção do tempo.

Quando bati na porta, Bianca abriu com um sorriso leve, mas havia algo em seus olhos que me dizia que não era apenas mais uma visita casual.

Tom — Tudo bem, anjo? — perguntei, olhando para ela com atenção.

Bianca — Sim, Tom. Eu só... preciso conversar com você sobre algo.

Entrei na casa, encontrando Ana sentada no sofá, com uma expressão que parecia um misto de nervosismo e cansaço. Bianca me puxou pelo braço para um canto e sussurrou:

Bianca — Ana vai passar uns dias com a gente na mansão.

Fiquei surpreso. Claro, Ana era amiga de Bianca, mas por que isso agora? Cruzei os braços e olhei para Bianca, esperando uma explicação.

Tom — Por quê?

Bianca mordeu o lábio, como se estivesse escolhendo as palavras certas.

Bianca — Tom, é uma situação complicada. Ela... está grávida. E está com medo de contar para a família dela. Ela precisa de um lugar tranquilo para pensar.

Minha mente processou a informação rapidamente. Grávida? Isso explicava o estado emocional de Ana. Soltei um suspiro, olhando para Bianca.

Tom — Você tem certeza disso, anjo? Quero dizer, é claro que ela pode ficar, mas... é uma responsabilidade. Você está pronta para isso?

Bianca me olhou com aqueles olhos grandes e confiantes.

Bianca — Ela é minha amiga, Tom. E ela está perdida. Eu sei como é se sentir assim.

Como eu poderia negar algo a ela? Passei a mão pelo cabelo, cedendo à determinação de Bianca.

Tom — Tudo bem. Ana pode ficar. Mas você vai me contar tudo se surgir algum problema, certo?

Ela sorriu, jogando os braços ao redor do meu pescoço.

Bianca — Obrigada, Tom. Você é o melhor.

Eu ri baixo, abraçando-a de volta.

Tom — Só quero te ver feliz, Bianca.

Voltamos para a sala, onde Ana nos esperava.

Tom — Ana — comecei, tentando suavizar meu tom. — você é bem-vinda na nossa casa. Mas quero que saiba que, se precisar de ajuda ou de qualquer coisa, é só pedir. Estamos aqui para você.

Ela assentiu, os olhos marejados, mas com um pequeno sorriso.

Ana — Obrigada, Tom... e Bianca. Eu nem sei como agradecer.

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