Nicolas
— Fumando é? - apontou para o cigarro se aproximando de mim, também se encontrando sobre o vídeo.
seu tom parecia me repreender, porém não era uma surpresa, parecia comum eu fazer isso, e isso me fez coçar um pouco a cabeça.
— Talvez, quer? - a ofereci, ela riu baixo.
— Não, tenho cara de quem usa isso? - a olhei de canto, dando uma tragada, contanto não a respondi.
sua boca se abriu, mas ela não disse nada, suas sobrancelhas se erguerem e ela colocou a mão sobre o peito como se estivesse se ofendido com meu silêncio, ri baixo
— agora você me ofendeu, porra, posso te jogar daqui?
— não faria tanta diferença, no caso seria até bom. - aquilo parecia uma brincadeira, porém, não era.
— O que esta fazendo no meu quarto?
— Então aquela calcinha é sua? - perguntei erguendo a sobrancelha, jogando a bituca de cigarro pela sacada.
ela desviou o olhar.
— Você é Arthur estão bem..
— Cala boca, por favor. - fechou os olhos colocando as mãos sobre o rosto, se escondendo.
— O que quer Anabelle? - mudei de assunto. — sei que quer falar algo.
— É sim, quero, quero saber de você Nicolas, como você está? e não quero uma resposta como " estou bem" quero que você seja sincero, me importo muito com você. - se virou para mim, continuei olhando pra vista sobre a varanda, sem a olhar. - e com ela também. - concluiu.
— É difícil, mas do que parece.
— Eu sei, mas você pode conversar comigo, se abrir como, sou sua amiga, estou aqui sempre pra você.
as palavras soavam como um conforto, um buraco para me abrir, me confessar, me sentir seguro, mas não fazia nem cócegas e eu não queria falar, não queria falar com absolutamente ninguém, queria ficar no meu canto por pelo menos umas três horas.
— Jade, acho que agora não tô muito legal, tô de cabeça quente, não pode ser uma outra hora? - não iria ter outra hora, porque não iria querer falar sobre isso nem agora nem em momento nenhum.
ela respirou fundo, cedendo a derrota de me convencer a me abrir.
— Não vou desistir de conversar com você e você não vai fugir de novo em - alertou, ri sabendo que não iria ser fácil escapar dela.
a garota não desistia fácil de ninguém.
— sei que não.
quando estava se virando e indo embora direção a saída, virou-se pra mim novamente
— Por que eu estou indo embora? você que deveria ir, o quarto e meu.
— Cê não consegue ficar sem encher meu saco não em?
Anna
eu não aguentava mais, não aguentava mais chorar
pensar tanto doía, aquilo estava me matando aos poucos, como levar facada em uma ferida já aberta, trazendo toda a dor que estava cicatrizando de volta, voltando ainda pior.
eu não precisava me olhar no espelho para saber que meus olhos estavam inchados, acho que me assustaria ao ver minha própria imagem.
faz meia hora que Nicolas e eu conversamos, na verdade, discutimos, eu sentia sua falta, falta do seu toque, do seu abraço, de tudo na verdade, apenas nós dois sabíamos o quanto aquilo estava nos fazendo bem, não por muito tempo pelo visto.
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Meu Melhor Amigo
RomantikEste livro conta a história de dois melhores amigos que se conhecem desde a infância e são extramente próximos e unidos. Ambos vivem de festa e farra é estão sempre em rolê com os amigos, os dois também nunca tiverem relacionamento sério com ninguém...
