JADE MENDES
Faltavam três dias para o aniversário do Arthur.
Posso dizer que estou mais ansiosa do que ele para seu próprio aniversário, Arthur não liga muito para festas quando e sobre ele, ele não liga de comemorar, Mas quando e sobre pessoas importantes para ele, ele faz questão de fazer o dia da pessoa mais incrível e perfeito.
Como sempre fez nos meus aniversário, desde que éramos crianças ele nunca deixava nada passar em branco, como nos meus dez anos que ele obrigou a sua mãe a fazer um bolo para mim e apareceu na minha casa com um super chapéu escrito "happy brithday" ou como nos meus quinze anos, que me deu um colar de pérolas escrito seu próprio nome, eu fiquei tão indignada que quebrei na frente dele.
Ele ficou tão mais tão bravo que ficou quatro dias inteiros sem falar comigo, me ignorava na escola, passava por mim sem fazer questão de me olhar ou me dirigir a palavra, e quando eu lhe mandava mensagens ele apenas visualizava.
Porra, que tipo de pessoa mandaria um colar com seu próprio nome para outra pessoa de aniversário? Ele achava que eu era uma cachorra?
Mas o que ele nunca soube e que depois que ele foi embora eu juntei pecinha por pecinha, e arrumei novamente, nunca cheguei a usar para sairmos claro, Mas vezes ou outra quando eu sentia sua falta eu usava pra dormir.
Acho que nós dois estávamos destinados a estar juntos desde aquela época.
Meus olhos estavam pesados de sono, mas mesmo se tentasse eu não iria conseguir dormir.
São exatamente 03:36.
Eu sabia porque já tinha olhado o celular vezes demais, como se, em algum momento, o horário fosse simplesmente mudar mais rápido por pena.
Mas não mudou.
E o sono também não voltou.
Virei de um lado pro outro na cama, o lençol já todo bagunçado nas minhas pernas, quente demais, desconfortável demais. Fechei os olhos, respirei fundo, tentei ignorar aquela sensação estranha no estômago.
Inútil.
Meu corpo não deixava.
Era um embrulho constante, incômodo, como se algo estivesse fora do lugar dentro de mim.
Não chegava a ser dor, não exatamente… mas também estava longe de ser normal.
Do meu lado, Arthur dormia.
Profundamente.
A respiração dele era calma, pesada, ritmada, daquele tipo que deixa claro que a pessoa não vai acordar por nada.
O peito subia e descia devagar, o rosto relaxado, completamente alheio ao caos silencioso que eu estava vivendo a poucos centímetros dele.
Eu o invejava.
De verdade.
Senti minha barriga embrulhar derrepente, era outro enjoou. O terceiro do essa noite.
Levei a mão até a barriga, pressionando de leve, tentando entender. Talvez fosse só fome. Ou alguma coisa que eu comi antes de dormir…
Outro enjoo veio.
Mais forte.
Sentei na cama rápido, levando a mão à boca. Meu coração começou a bater acelerado, e por um segundo eu só fiquei ali, parada, tentando segurar.
Não deu.
Levantei quase no automático, os pés descalços batendo no chão frio enquanto eu caminhava rápido até o banheiro, cada passo mais urgente que o outro.
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Meu Melhor Amigo
RomanceEste livro conta a história de dois melhores amigos que se conhecem desde a infância e são extramente próximos e unidos. Ambos vivem de festa e farra é estão sempre em rolê com os amigos, os dois também nunca tiverem relacionamento sério com ninguém...
