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JADE

Era dia de ir embora, estávamos todos tristes por ter que partir desse lugar incrível, porém ao mesmo tempo aliviados para chegar em casa logo.

Podemos dizer que essa viagem foi a mais longa que tivemos, e a mais conturbada ao mesmo tempo, acho que nunca vi tantos acontecimentos ruins acontecerem e brigas em quinze dias, talvez fosse realmente a hora de voltar pra casa.

Arthur e eu já tínhamos arrumado nossa mala dois dias antes para passarmos o dia aproveitando um pouco mais do lugar, já que iríamos ir embora por volta das seis horas da tarde.

—  Estou triste por ter que ir embora. - murmurei fazendo biquinho com os lábios, Arthur riu ao meu lado.

— Eu não, isso aqui foi fodido pra caralho. - riu alto

Me virei incrédula do que estava escutando, franzi o cenho.

Como assim fodido pra caralho? foi a viagem que nós aproximou de volta.

— Então não gostou de vir pra cá? - perguntei.

Arthur lambeu os lábios me analisando pela pergunta repentina, ou talvez pela forma como minha voz soou, talvez rude e seca demais.

— Bom amor, aconteceu muitas coisas ruins, até polícia se envolveu no nosso meio, porém uma parte foi boa porque eu estava com você. - seus lábios se ergueu em um sorriso de canto.

Automaticamente sem perceber um sorriso e  envolvido por todo meu rosto e meu coração erra uma batida, e idiota a forma como eu ainda consigo ficar boba feito uma adolescente de quinze anos na puberdade, isso apenas porque ele falou que estava comigo, o qual apaixonada estou soando?

— Hm, ia dar na sua cara se você falasse que odiou tudo daqui. - falei, talvez me referindo a nós.

— Não caio nesse seu jogo, amor. - disse, Arthur envolveu sua mão em minha cintura me puxando para ele, e sua outra mao puxava minha coxa com força para seu corpo.

— Oi. - falei quando nossos rostos se aproximaram o suficiente para eu escutar cada batida acelerada do seu coração.

Ele riu, olhando em meus olhos.

— Oi. - beijou o canto dos meus lábios, agarrando minhas coxas e me colocou encima de seu colo.

ANNA

Íamos definitivamente ir embora hoje, e Nicolas estava o dia inteiro enchendo meu saco pois não quer desgrudar de mim por nem um segundo sequer.

Ja havia arrumado minha mala hoje mais cedo assim que acordei e estava cansada pelo trabalho, não me recordo de trazer tanta roupa assim poderia facilmente bater na minha de duas semanas atrás quando estava arrumando minha mala, eu literalmente trouxe praticamente todas roupas do meu closet.

Estou deitada na cama mexendo no celular já que ainda e um pouco cedo para descer e creio que não tem ninguém lá embaixo ainda

09:01

Enquanto Nicolas arrumava a sua mala bem em minha frente, ele parecia um pouco perdido e as vezes eu dava uma espiada e outra por cima do celular.

Franzi o cenho quando o vejo meio perdido, só então meus olhos vão para o chão e praticamente surto pela bagunça que ele está fazendo, suas roupas estão todas no chão espalhadas e na mala não há uma roupa sequer dobrada

— Trouxe cueca pra caralho. - disse meio perdido olhando pra bagunça abaixo dos seus pés.

Ele coçou a cabeça me olhando, pedindo socorro com os olhos.

Meu Melhor AmigoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora